tribunal do júri

1º dia de júri da Kiss teve sorteio de jurados e depoimento de sobreviventes

Julgamento foi interrompido às 22h10min e será recomeçado nesta quinta-feira, às 9h

Leonardo Catto
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

Quase nove anos depois do incêndio na boate Kiss, o julgamento do processo iniciou nesta quarta-feira, no Foro Central I, em Porto Alegre. O júri coloca os ex-sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o roadie da banda Luciano Bonilha Leão no banco dos réus e que deve ser o maior da história do Rio Grande do Sul.

FOTOS: as imagens do primeiro dia do júri da Kiss

CHEGADA
Servidores do Judiciário e a plateia transitavam no salão do júri naquele momento. Os advogados da defesa e os integrantes da acusação também se encontravam no plenário. Os jurados que chegavam eram encaminhados para a sala reservada, onde deveriam aguardar até o sorteio.

Familiares das vítimas também chegaram antes do início do júri com camisetas com fotos dos filhos. O primeiro réu que entrou no Foro Central foi Elissandro Spohr, o Kiko, ex-sócio da boate Kiss, por volta de 8h50min, por uma entrada alternativa ao acesso principal e se encaminhou ao plenário.

Por volta das 9h, o juiz Orlando Faccini Neto chegou ao plenário. Em seguida, outro réu, Luciano Bonilha Leão, roadie da banda Gurizada Fandangueira na época da tragédia, utilizou o acesso principal para entrar no Foro Central. Ele passou mal na chegada e foi encaminhado para atendimento médico. Os outros dois réus, Mauro Hoffmann, ex-sócio da boate, e Marcelo de Jesus dos Santos, ex-vocalista da banda Gurizada Fandangueira, chegaram pela porta dos fundos.

Por volta das 9h40min, teve início a sessão no plenário. Os réus Elissandro, Mauro e Marcelo acompanharam as considerações iniciais do juiz. Apenas o réu Luciano não estava presente, pois ainda estava em atendimento médico. Ele chegou ao plenário depois das 10h. Na sequência, foi dado início ao sorteio dos sete jurados que irão formar o Conselho de Sentença do júri.

JURADOS
Na manhã desta quarta-feira, os 65 sorteados e que não foram dispensados compareceram ao Foro Central I, onde ocorre o julgamento. O juiz Orlando Faccini Neto chamou 25 nomes.

Na medida em que eram dispensados, os jurados poderiam deixar o plenário. Quando eram aceitos, eles já ocupavam o lugar reservado no Conselho de Sentença. Às 11h05min, o conselho já estava definido com os sete, sendo apenas uma mulher.

Foram sete minutos de suspensão para que os jurados contatassem os familiares. A partir disso, todos ficam incomunicáveis e não podem ter acesso a redes sociais, telefones ou conversar entre si. Durante o período do júri, todos serão acompanhados por oficiais de Justiça. Isso também é válido para testemunhas, mas quando elas depõem, já são permitidas a comunicação e o retorno para casa, enquanto os jurados seguem isolados até o final. Sobreviventes que depõem não ficam incomunicáveis.

O Conselho de Sentença, ao final do julgamento, irá responder aos quesitos, deliberando pela absolvição ou não dos réus. Em caso de condenação, caberá ao juiz fixar a pena. A decisão do júri é soberana, não podendo ser mudada.

DEPOIMENTOS
A primeira a depor foi a ex-funcionária Kátia Giane Pacheco Siqueira. A vítima teve 40% do corpo queimado no incêndio e ficou 46 dias hospitalizada. Durante a fala, ela se emocionou algumas vezes ao relembrar a madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e o doloroso tratamento médico. 

A sobrevivente relatou que, assim que saiu da boate, foi encaminhada para um hospital de Santa Maria. Depois, devido à gravidade das lesões, foi transferida para Porto Alegre. Ela também falou sobre a relação com os réus, a indicação de saída da boate e o funcionamento das comandas da casa. Na sequência, as defesas fizeram questionamentos a sobrevivente. O depoimento levou quatro horas e meia.

Às 20h10min, iniciou o depoimento de Kelen Giovana Leite Ferreira, sobrevivente do incêndio. Ela é sobrevivente da tragédia e teve 18% do corpo queimado, além de ter o pé direito amputado. Hoje, aos 28 anos, ela é terapeuta ocupacional e vive em Pelotas, no sul do Estado.

Exatamente duas horas depois, sem que as defesas fizessem perguntas à Kelen, o depoimento foi encerrado. O júri foi suspenso e será retomado às 9h de quinta-feira.


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