paleontologia

VÍDEO: pesquisa da UFSM investiga olfato de dinossauros 'pescoçudos' na região

Trabalho do Cappa foi publicado na Historical Biology, revista científica do Reino Unido

Leonardo Catto
Foto: Foto: Cappa (Divulgação)

Foto: Cappa (Divulgação)

Um estudo paleontológico desenvolvido pelo Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi publicado na revista britânica Historical Biology. A pesquisa investiga o olfato dos dinossauros sauropodomorfos, os popularmente reconhecidos pelos longos pescoços.

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Quem assina o trabalho é o paleontólogo do Cappa, Rodrigo Temp Müller. O trabalho carrega ineditismo, já que há uma dificuldade em reconstituir certas estruturas de fósseis para avaliar sentidos como o olfato.

- Estudar o olfato de animais extintos é uma tarefa um tanto desafiadora, uma vez que a região do crânio que encapsula a parte do encéfalo dedicada ao olfato geralmente não é acessível nos fósseis - explica.

Foto: Pedro Piegas (Diário)
Müller analisou reconstruções de encéfalos a partir de crânios encontrados na Região Central

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O estudo consiste em um modelo estatístico que se baseia em dados das medidas do encéfalo dos animais e estimativas de peso. A proporção indicou que os antigos sauropodomorfos  tinham os bulbos olfatórios (área do cérebro responsável por sentir cheiros) grandes em relação ao peso total. Isso indica um olfato apurado daqueles animais.

Foto: Cappa (Divulgação)
Reconstrução do Buriolestes (esquerda) e Macrocollum (direita)

A partir desta conclusão, é possível inferir hábitos dos dinossauros analisados. Os mais antigos deste grupo eram carnívoros, e o olfato bem apurado pode ter auxiliado a encontrar presas. Já os mais recentes eram herbívoros e podiam utilizar o olfato para discernir plantas digestíveis.

- O olfato compreende uma importante modalidade sensorial, sendo empregado em uma séria de tarefas, como procurar alimento, detectar predadores, interação social e reprodução - diz Müller.

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IMPORTÂNCIA DA REGIÃO
Dois fatores são considerados cruciais para o desenvolvimento deste estudo. Segundo Müller, uma das condições são os "impressionantes" fósseis encontrados nos últimos anos em São João do Polêsine e Agudo.

- Em cada um desses municípios foram descobertos crânios muito bem preservados de dinossauros do grupo dos sauropodomorfos - conta.

Além de encontrados, os fósseis puderam ser analisados e reconstruídos com base em tomografias dos crânios. Esse método permite a investigação de regiões internas do crânio. A partir disso, o pesquisador pôde combinar outros dados obtidos de fósseis de outros lugares do mundo. Recentemente, um estudo que reconstruiu o cérebro de um dinossauro que vivia na região também foi publicado pelo Cappa.


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