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VÍDEO: especialistas alertam sobre perigo do 'desafio da rasteira'

Traumatologista e delegada explicam as consequências da queda causada pela brincadeira que se espalhou pela internet

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Foto: Reprodução/Youtube
Em vídeo, youtuber faz o "desafio da rasteira" e derruba a própria mãe

Uma brincadeira que ganhou as redes sociais tem preocupado pais, professores e profissionais da saúde. Chamada de "desafio da rasteira", a ação é feita por três pessoas. As duas que estão nas pontas dão um pulo. A seguir, a que está no meio pula também. Neste momento, as que estão do lado chutam os calcanhares, fazendo com que a do meio caia no chão. No ano passado, uma adolescente de Mossoró, no Rio Grande do Norte, acabou morrendo em decorrência de um traumatismo craniano, ao bater a cabeça no chão durante a "brincadeira".


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Segundo o traumatologista Humberto Moreira Palma, do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), o "desafio da rasteira" pode causar inúmeros machucados, como lesões leves, causadas por um impacto menor, até problemas graves, como paralisia, traumatismo craniano e até levar a morte. Ele explica que o maior problema é quando adolescentes fazem a "brincadeira" com crianças, porque eles têm mais força e conseguem dar um chute nos calcanhares mais forte, capaz de fazer o pequeno girar e cair diretamente com a cabeça no chão.

- [A lesão] tem a ver com a velocidade rotacional do giro. Se for um chute mais forte e mais perto do calcanhar, a pessoa vai girar mais rápido. Na coluna, o maior risco é machucar a cervical, a parte do pescoço, porque vai depender de como a pessoa cai. Se ela cai com a cabeça e o corpo gira por cima, pode fazer lesão na cervical, que pode ser muscular, mas pode causar uma tetraplegia (paralisa de todos os membros) ou, até mesmo, o óbito - explica o traumatologista.

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A psicóloga Fernanda Pires Jaeger, professora da Universidade Franciscana (UFN), trabalha especificamente com adolescentes. Ela explica que as informações circulam e chegam muito rápido a esse grupo, porque eles estão cada vez mais conectados. Por vezes, esses desafios e brincadeiras viralizam, e esse público tende a reproduzi-los no intuito de conseguir mais aceitação dos colegas e amigos. 

- É muito importante que as famílias conversem com os filhos e mostrem as consequências, o que isso pode causar. Os adolescentes tendem a desafiar mais, para ver até onde podem ir. Eles vão querer experimentar para ver se as consequências faladas realmente vão acontecer. Por isso, é preciso que eles recebam essa orientação - aconselha a psicóloga.

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YOUTUBER PEDE DESCULPA
O youtuber Fuinha havia feito o desafio com a mãe, que acaba caindo no chão com bastante força. Nesta quinta-feira, ele divulgou um vídeo se desculpando pelo que havia feito e alertando para que as pessoas não façam a brincadeira. "Por favor NÃO façam essa brincadeira com NINGUÉM!! Ela é muito perigosa e pode matar! Eu estou muito arrependido de ter brincado com algo tão sério, eu poderia ter perdido minha mãe!", escreveu na descrição do vídeo postado no YouTube.

Confira a nota publicada pela Sociedade Brasileira de Neurologia sobre o desafio:

"A Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN) vem, por meio deste, alertar pais e educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do desafio "quebra-crânio", que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais.

Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender.

Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico - TCE), além de dados à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito.

O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela "brincadeira" de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas.

Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação".


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