além do lattes

VÍDEO: doutoranda da UFSM cria canal no YouTube com dicas para estudantes

Conteúdos vão desde como criar um projeto de pesquisa até sentimentos comuns entre graduandos e pós-graduandos

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)
A jornalista Alice Pavanello cria o conteúdo, grava, edita e administra o canal "Além do Lattes", no YouTube

Você já ouvir falar em currículo Lattes? Estado da arte? Síndrome da Impostora? Os dois primeiros assuntos estão diretamente ligados ao mundo da pesquisa acadêmica. Já o terceiro diz respeito a um sentimento muito comum com mulheres pesquisadoras. Esses são alguns dos tópicos abordados e explicados pela jornalista Alice Pavanello no canal de YouTube "Além do Lattes", criado por ela durante a pandemia. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ela divide nos vídeos as angústias, dúvidas e sentimentos comuns para alunos de graduação, mestrado e doutorado.


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Nos vídeos, Alice aborda os processos e fases importantes do percurso acadêmico. Assim, a doutoranda traz tutoriais de como fazer o projeto de pesquisa para a seleção de cursos de pós-graduação, além de um passo a passo sobre a elaboração do estado da arte - um mapeamento bibliográfico do que já foi pesquisado sobre o assunto de interesse até o momento. No entanto, os conteúdos vão além das questões práticas de estudos. Alice também compartilha experiências e sentimentos já que, além de pós-graduanda, também foi professora substituta no campus de Frederico Westphalen da UFSM.

- Concluí a graduação já faz um tempinho, em 2009, então, naquela época, o YouTube recém engatinhava, e acredito que também tínhamos uma outra cultura de compartilhamento de informações. Mas foi durante a pós-graduação que, de fato, percebi que faltavam espaços de fácil e rápido acesso, com informações que pudessem ser bem práticas e didáticas para quem precisa de ajuda. Por exemplo, quem está pensando em fazer mestrado, muitas vezes tem dificuldade de entender como funciona o processo - explica a doutoranda.

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De acordo com a jornalista, os conteúdos abordados nas produções vêm das suas vivências e percepções de demandas. Durante o período como professora e, mesmo depois do final do contrato, alunos têm procurado Alice para tirar dúvidas específicas, mas que são questões levantadas por muitos estudantes. Além disso, com a pandemia, ela conta que o acesso às informações têm sido mais difícil, já que não há o contato presencial na universidade e os professores estão sobrecarregados com atividades.

- O canal é para qualquer pessoa que esteja na universidade ou na pós-graduação, pois alguns processos e vivências são comuns a todos. Eu procuro conversar com amigos de outras áreas de pesquisa e também dar uma pesquisada no YouTube para ver o que eu não encontro por lá, ou para refletir sobre como o conteúdo está exposto e como eu gostaria de receber aquela informação. A intenção não é substituir o conhecimento passado em aula pelos professores, mas sim contribuir para esclarecer dúvidas e incertezas - conta Alice.

TEMAS RELEVANTES
Para as pessoas, principalmente as mulheres, que passam por cursos de pós-graduação, uma questão muito comum enfrentada é a Síndrome da Impostora. Junto com a psicoterapeuta Anelise Schaurich, Alice aborda a problemática em um dos vídeos disponíveis no canal.

- Acredito que é um sentimento bem comum, de que a gente está onde está porque teve sorte, porque estava no lugar certo na hora certa, e não porque a gente estudou, trabalhou e conquistou Essa sensação acontece com pessoas de todas as profissões e áreas, em roupagens diferentes. Na academia, muitas vezes, a gente olha alguns colegas ou orientadores com um repertório tão grande de publicações, de experiência, que a gente sente que nunca vai conseguir escrever tão bem, ter resultados tão esclarecedores, dar aula, e acaba acreditando que a nossa produção tem pouco valor.


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Além disso, alguns processos típicos da vida acadêmica propiciam esse sentimento, já que muitas das avaliações e feedbacks são repassadas aos estudantes de forma extremamente crítica e sem empatia, o que pode gerar um sentimento de frustração. Segundo Alice, lidar com isso exige um exercício diário de autoconhecimento e autovalorização, para que seja possível enxergar os verdadeiros motivos das conquistas e o que, de fato, precisa ser melhorado. No vídeo, a doutoranda e a psicoterapeuta auxiliam às outras pesquisadoras a reconhecer as vitórias e seus próprios méritos.


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