educação básica

VÍDEO: com aulas remotas, rede estadual inicia o ano letivo

A Secretaria Estadual orienta que a primeira semana seja de acolhimento e contato com os alunos

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)
Como as aulas são domiciliares, as salas do Colégio Estadual Padre Rômulo Zanchi seguem vazias


Foto: Pedro Piegas (Diário)
Como as aulas são domiciliares, as salas do Colégio Estadual Padre Rômulo Zanchi seguem vazias

Quem vê as salas de aulas e os corredores completamente vazios na Escola Estadual Rômulo Zanchi nem imagina que o ano letivo começou nesta segunda-feira. As aulas na rede estadual de ensino foram retomadas hoje, mas tudo acontece de forma remota. Com a vigência da bandeira preta, apenas o setor administrativo de cada escola pode funcionar presencialmente, mas com expediente interno. Nem todas as escolas são favoráveis ao retorno das atividades, ainda que remotas, neste momento da pandemia. 


Na Rômulo Zanchi, a primeira semana será de acolhimento e contato com os alunos. Conforme a diretora Jane Zorzi, os professores ainda planejam como serão repassadas as atividades aos alunos e aguardam orientação da Secretaria Estadual de Educação. 

- Ainda não estamos com aulas e atividades efetivas, porque neste primeiro momento acontece um acolhimento. Fazemos contato por telefone, pelo Facebook, por mensagens. Estimulamos os alunos a fazerem leituras. Esperamos em breve começar com os conteúdos planejados - conta a diretora. 

Por lá, segundo uma pesquisa feita pelo colégio no ano passado, cerca de 80% dos 436 estudantes matriculados têm acesso limitado à internet para acompanhar as aulas. Segundo a diretora, as famílias até têm internet, mas muitas têm apenas um celular em casa, o que não dá conta de realizar todas as tarefas escolares, ainda mais quando as famílias têm mais de um filho com aulas. 

- É uma realidade difícil, que varia de acordo com a escola. A nossa realidade com as aulas online é essa. É um desafio atingir toda a nossa comunidade. Esperamos sair da bandeira preta para ver se é possível disponibilizar os materiais impressos ou até fazer um atendimento presencial agendado para tirar dúvidas. Por enquanto, isso não é possível - relata. 

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Nas escolas Professora Naura Teixeira Pinheiro e General Gomes Carneiro, os professores conseguiram realizar as primeiras atividades com um grupo considerável de alunos:

- Realizamos há algumas semanas cursos de formação para nossos professores, para melhor atendermos nas aulas remotas. Mesmo com alguns dias até o fim das matrículas, nossas turmas estão praticamente prontas - comenta Dirlei das Graças Pigatto Motta, diretora do Gomes Carneiro

DESCONTENTAMENTO
Na tarde desta segunda, a reportagem do Diário entrou em contato com outras cinco escolas da rede estadual de ensino. Os profissionais não quiseram ser identificados, mas demonstraram descontentamento com o retorno das aulas, mesmo que de forma remota. Soma-se a isso a situação de bandeira preta decretada pelo governo estadual em 25 de fevereiro, e que vai durar, pelo menos, até o dia 21 de março.

A condição de restrição a maioria dos serviços afetou também as rematrículas nas escolas. O envio dos documentos por parte das famílias ainda está acontecendo e será encerrado apenas no dia 22 de março. A vice-diretora de uma das escolas relatou que, com os serviços como os de xerox e impressões impedidos de abrir na bandeira preta, muitos pais ficaram sem condições de encaminhar os documentos necessários para a matrícula dos filhos. Isso teria impedido algumas escolas de efetuar de forma satisfatória o acolhimento dos alunos no primeiro dia letivo de 2021.

REGULADORES
Segundo a coordenadora pedagógica da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª Cre) Maria Márcia Hoffmann, o calendário letivo estava planejado para retornar de forma híbrida, mas foi interrompido devido às medidas sanitárias tomadas pelo governo do Estado. A princípio, nesta segunda-feira, começariam as aulas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, no dia 11, as aulas dos anos finais, e no dia 15, o Ensino Médio. Quanto à semana de acolhimento, ela reafirma que as atividades podem ocorrer ao longo desta semana.

Já o Núcleo 2 do Cpers, que abrange a cidade de Santa Maria, manifestou insatisfação por meio de seu diretor geral, Rafael Torres. Ele explica que alguns professores enfrentam dificuldades para terem condições de dar aulas de casa e que os problemas são os mesmos enfrentados no ano passado.

- Não são todos que possuem internet, e internet banda larga, menos ainda. Só com uma conexão de qualidade é possível iniciar e finalizar uma apresentação sem passar por quedas e problemas de velocidade - conclui.

*Colaborou Gabriel Marques


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