cortes na UFSM

Restaurante Universitário deixa de ofertar suco e cogita reduzir atendimentos

UFSM não descarta reduzir número de refeições caso contigenciamento seja mantido

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Foto: Foto: Jean Pimentel (Arquivo)

Foto: Jean Pimentel (Arquivo)

A direção do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou, no começo da tarde desta sexta-feira, uma nota de esclarecimento à comunidade em que afirma que, a partir da próxima segunda-feira, não irá mais ofertar o suco como opção no cardápio.   

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A medida, que visa minimizar os gastos da instituição, tem como justificativa o alto custo desse item ao RU frente aos contingenciamentos de recursos financeiros que a UFSM enfrenta. "Embora o suco sempre tenha sido bem aceito pelos usuários do RU, não tivemos outra escolha e optamos pela retirada do item menos necessário e com baixo valor nutritivo do cardápio", diz um trecho da nota publicada no site da universidade e na página do Facebook do RU. 

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De acordo com o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Clayton Hillig, o serviço é terceirizado e tem um custo anual de R$ 800 mil, englobando os três RUs de Santa Maria (dois no campus sede, em Camobi, e um no prédio da Antiga Reitoria, no Centro). 

- De fato, nós temos recursos só para mais dois meses. Então, estamos iniciando um corte de gastos e tentando planejar alguma forma de manter o serviço o máximo de tempo possível. Estamos estudando alternativas, pois sem dúvida alguma, se nós seguirmos funcionando na capacidade máxima, vamos até metade de outubro e teríamos que paralisar o funcionamento - apontou o pró-reitor.

Contingenciamento pode limitar refeições ofertadas
Além do corte na oferta do suco, Hillig afirma que a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), a Pró-Reitoria de Administração (Pra) e a direção do RU, estão discutindo propostas para o atendimento do restaurante nesse semestre. A instituição não descarta a possibilidade de limitar a oferta de refeições apenas para os estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE), que representa 50% dos usuários dos RUs.

- Já nos reunimos essa semana com as representações dos estudantes para debater essa situação. A proposta inicial é que, talvez, para garantir o funcionamento até o final do ano, nós tenhamos que atender só esses estudantes. E essa medida teria que ser tomada já no final de agosto. No entanto, estamos em contato com o Ministério da Educação para verificar a possibilidade de um descontingenciamento para que isso não seja necessário - afirmou o responsável pela Prae.

Por ano, são servidas aproximadamente 1,8 milhão de refeições à comunidade universitária (alunos, professores e servidores) e cerca de 9 mil refeições (sendo seis mil almoços) por dia, nos três restaurantes. Portanto, caso a restrição na oferta das refeições entre em vigor, metade dos usuários dos RUs seriam afetados com a medida. 

- A alimentação é um elemento fundamental na garantia de permanência dos estudantes na universidade. Não só para os que têm o benefício, mas para todos os nossos alunos. E nós precisamos garantir essa necessidade básica para a permanência dos nossos estudantes na instituição - finalizou o pró-reitor. 

Confira, abaixo, a nota na íntegra:


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