magistério estadual

Professores de Santa Maria debatem propostas do governo para terminar a greve

Em encontro com representantes do governo do Estado, categoria não aceitou propostas

Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)


Em plenária regional realizada na tarde desta quarta-feira, no Instituto de Educação Olavo Bilac, professores de Santa Maria e região avaliaram as propostas do governo
Foto: Renan Mattos (Diário)

Na tarde desta quarta-feira, os professores estaduais do 2º Núcleo do Cpers/Sindicato fizeram uma plenária no salão do Instituto Educacional Olavo Bilac. Os educadores debateram sobre a proposta apresentada pelo governo estadual e como está a situação da greve em cada escola de abrangência do 2º Núcleo. O encontro ocorreu após uma audiência entre o comando de greve do Cpers e representantes do governo do Estado, em Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira, que foi encerrada sem acordo e, portanto, com manutenção da greve. 

Segundo o secretário geral do Cpers regional, Lúcio Ramos, a plenária, como a realizada em Santa Maria, é diferente de uma assembleia, já que, neste tipo de encontro, os educadores apenas debatem sobre assuntos relacionados à paralisação, conversam sobre estratégias e fazem avaliações do movimento. Já nas assembleias, os professores votam as ações serão desenvolvidas.

A próxima assembleia regional do 2º Núcleo deve ocorrer na tarde de segunda-feira, também no salão do Bilac. A definição desta reunião, será levada à assembleia geral da categoria, em Porto Alegre, na terça-feira.

NEGOCIAÇÕES
Ainda na manhã desta quarta-feira, após reunião com lideranças do governo estadual, o Cpers/Sindicato optou por manter a paralisação, já que não houve acordo. A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, disse que a proposta de retomada das aulas com desconto de 20% na remuneração para cada dia de paralisação não contempla aos interesses da categoria.

Uma nova assembleia geral dos professores será realizada na próxima terça-feira, em Porto Alegre, para deliberar acerca da proposta do governo. A tendência é que, nestas condições, os professores, de forma coletiva, também não aceitem o acordo, convergindo com o posicionamento da entidade após a reunião de ontem. 

- Na proposta apresentada, infelizmente, o governo não abre mão do desconto dos dias parados e isso, com certeza, não contempla aquilo que decidimos. Para nós, isso é uma punição. Isso pode criar um "caldo" para que, em 2020, não se inicie o ano letivo - afirmou Helenir. 

Ainda conforme a presidente, a Secretaria de Educação teria proposto que os professores retomassem as aulas, com depósito de uma folha salarial suplementar em até cinco dias, contemplando o período de paralisação. Após seis meses, os dias de greve seriam descontados na folha de pagamento. 

A greve dos professores estaduais começou em 18 de novembro de 2019. A categoria se posiciona contra o Reforma RS, projeto do governo de Eduardo Leite (PSDB) que propõe alterações nas carreiras dos servidores, aposentadorias e contribuições previdenciárias, além de mais de 100 novas regras. 

NA PAUTA

O que pedem os professores

  • Garantia do pagamento do salário
  • Não punição dos professores grevistas
  • Observação da gestão democrática, sem abrir mão de cumprir os 200 dias letivos
  • Retirada do projeto Reforma RS, que trata do plano de carreira e outros temas ligados ao funcionalismo público estadual, da pauta de votação da Assembleia Legislativa

Os termos do governo 

  • Em cinco dias úteis, o Estado geraria uma folha suplementar e pagaria integralmente os dias parados
  • Educadores recuperariam as aulas faltantes para o fim do ano letivo
  • Nos próximos seis meses, os dias parados seriam descontados do contracheque, em parcelas de até 20%
  • Ou seja, o corte de ponto seria parcelado, ao invés de integral
  • O governo propõe também que haja uma nova negociação sobre os termos do desconto após a recuperação


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