na bandeira preta

'Não é possível esperar a vacinação', diz governador sobre volta às aulas

Em nova medida, aulas da Educação Infantil e 1º e 2º ano do Fundamental ficam autorizadas de forma presencial a partir de segunda-feira

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Foto: Renan Mattos (Diário) 

Após anunciar, em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE), que as aulas passam a ser incluídas na cogestão e, com isso, abre a possibilidade de aulas presenciais mesmo na bandeira preta, o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), falou sobre a decisão em coletiva de imprensa.  Acompanhado da secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, Leite garantiu que não será possível esperar a vacinação de professores e outros profissionais de educação para a volta presencial, de forma híbrida, das aulas. Na bandeira preta, a cogestão é válida para a Educação Infantil e também para turmas de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. 


- Não é possível esperar a vacinação. Assim como profissionais de saúde não puderam parar, os profissionais do supermercado, do transporte coletivo, quem trabalha em setor de energia e em tantas áreas essenciais, a educação é essencial, especialmente nos anos iniciais. Um profissional de educação, especialmente na alfabetização e Educação Infantil, estimula o cérebro e a parte cognitiva das crianças. Isso diz sobre o potencial de uma criança que é determinado pelos estímulos na primeira infância, e se não receber ali, a capacidade de recuperar é muito difícil. Não defendemos um retorno normal, existem protocolos e cuidados a ser tomadas e estabelecidos - argumentou o governador. 

Leite disse que pretende vacinar professores, começando justamente pela Educação Infantil e 1º e 2º ano do Fundamental, junto da vacinação das comorbidades. Para isso, é preciso autorização para que os educadores sejam incluídos nas ações de imunização. O governo estadual pediu autorização para antecipar a vacinação dos professores junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido deve ser analisado na próxima semana. 

O governador, ainda na live, adiantou que possivelmente todo o Estado continue sob a bandeira preta porque apesar de o número de hospitalizações por Covid-19 reduzir nas últimas semanas, ele segue estabilizado em um patamar muito elevado. 

Nesta sexta-feira, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrou com uma petição junto ao Tribunal de Justiça (TJ) informando a decisão. O TJ já tinha definido que, na bandeira preta, atividades escolares presenciais ficam suspensas. A reportagem contatou o Tribunal, por meio de assessoria de comunicação, que respondeu que o processo está em análise pelo relator.

NA REDE PÚBLICA
A secretária de educação Raquel Teixeira informou que, na rede pública, os alunos mais vulneráveis, como aqueles que não têm acesso a equipamentos para aulas remotas ou até mesmo na questão da alimentação, serão priorizados. Segundo a secretária, o governo já tem relação de trabalhadores de idade avançada ou com comorbidades na rede estadual que ficarão ausentes e garante a contratação de temporários para "que nenhuma sala de aula fique sem professores". 

A secretária pede que os pais dos estudantes da rede pública aguardem os comunicados de cada escola antes de mandar os alunos na próxima semana já que deve analisar quais escolas estão aptas a receber os alunos. 

PROTOCOLOS
Entre as regras a serem seguidas, as mesas dos estudantes precisam ter 1,5m de distância e fica vetado o compartilhamento de materiais e atividades que envolvam contato físico. Para que o protocolo seja seguido, deve haver rodízio de alunos nas turmas. Cada escola deve elaborar o seu plano de segurança e encaminhar ao Centro de Operação de Emergência em Saúde para a Educação (COE-E) antes da retomada.

CPERS EXIGE CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO
O Cpers , em publicação nas redes sociais , disse que ainda nesta sexta-feira levará a pauta para reunião do Conselho Geral do sindicato e deve discutir com a categoria mobilizações na tentativa de evitar a retomada precoce de atividades presenciais. O sindicato reitera o pedido de vacinação para a comunidade escolar e critica a falta de recursos para investir em testes de Covid-19 e compra de equipamentos necessários para manter os protocolos. O sindicato exige que o governo estadual apresente um calendário completo de vacinação ao Piratini, protocolando ofício junto ao gabinete do governador, Eduardo Leite (PSDB).  Segundo o Cpers, o governo ainda não apresentou um plano concreto para vacinar os profissionais da área da educação. Veja na íntegra:


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