aulas presenciais

Maioria das entidades é contrária à retomada das aulas na próxima terça

Na contramão de outros sindicatos, Sindicreches e Sinepe são favoráveis ao calendário proposto pelo governo do Estado

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

O novo calendário proposto pelo governo do Estado para a retomada gradual das aulas presenciais foi divulgado na tarde de ontem. Conforme a sugestão, as atividades retomariam a partir da próxima terça-feira, começando pela Educação Infantil. Após, voltam os Ensinos Superior e Médio, Ensino Fundamental - Anos Finais e, depois, Ensino Fundamental - Anos Iniciais. O governador Eduardo Leite reafirmou que a decisão final cabe aos municípios, que não são obrigados a acatar o calendário. A permissão será dada apenas para as regiões que estão sob bandeira amarela ou laranja há, pelo menos, duas semanas pelo modelo de Distanciamento Controlado do Estado e não pelo sistema de cogestão adotado por algumas regiões. 


Mesmo com a previsão de retorno do Ensino Médio em 21 de setembro, a proposta é que as escolas da rede estadual só retomem as aulas em 13 de outubro. Por isso, a sugestão para este mês se aplica apenas às instituições privadas. 

De acordo com Eduardo Leite, o calendário apresenta uma retirada das restrições de forma gradual e que deixa a decisão final para os pais dos alunos. Ainda conforme o governador, o assunto tem sido debatido com os municípios, epidemiologistas, especialistas e dentro do próprio governo, e que o calendário só se manterá conforme o anunciado se os índices de contaminação seguirem sem aumento.

- Não é uma volta a qualquer custo, não é um retorno desorganizado nem uma permissão ao retorno ao normal. Trata-se de um calendário para deixar de restringir, e não para obrigar ao retorno - afirmou o governador.

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Sobre a retomada iniciando pelo Ensino Infantil, Leite justificou a necessidade de os pais terem onde deixar as crianças para poder trabalhar, da importância de estímulos de ensino nos primeiros mil dias de vida, para evitar que essas crianças tenham estresse pós-traumático por conta do distanciamento, e porque muitas escolas privadas estão tendo que encerrar as atividades, o que levaria uma demanda muito grande de estudantes para o ensino público, que não teria vagas suficientes para todos.

Em relação ao retorno das aulas em escolas da rede estadual, Leite afirmou que a Secretaria Estadual de Educação está fazendo a aquisição de equipamentos que permitam a segurança dos estudantes na retomada, prevista para outubro. (Colaborou Janaína Wille)

LIDERANÇAS REAGEM À PROPOSTA DE RETORNO EM SETEMBRO
A proposta do calendário foi apresentada, em um primeiro momento, em reunião com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), na manhã de ontem. Por nota, a entidade afirmou ser contrária à retomada na próxima semana. Segundo o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, as cidades não contam com a estrutura necessária para cumprir os protocolos. 

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O prefeito de Tupanciretã e presidente da Associação dos Municípios da Região Centro (AMCentro), Carlos Augusto Brum de Souza, segue a mesma tendência. Ele afirma que será realizada uma reunião para alinhar as opiniões dos chefes do Executivo da região. No entanto, acredita que o retorno não se dará na próxima semana. O Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm) se manifestou por nota dizendo que "ainda não é o momento de retornar ao ensino presencial". O representante do 2º Núcleo do Cpers/Sindicato, Rafael Torres, também criticou o calendário.

Já a secretária municipal de Educação, Lúcia Madruga, afirmou que só irá se manifestar depois da definição oficial por parte do governo do Estado. 

Por outro lado, o Sindicato Intermunicipal dos Estabelecimentos de Educação Infantil do Estado do Rio Grande do Sul (Sindicreches) é favorável à retomada começando pelo Ensino Infantil. Segundo Luciana de Menezes Coelho, vice-delegada do sindicato em Santa Maria, essa já era uma demanda do setor. O Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) defende a opção de reabertura para as instituições privadas nos municípios que não autorizarem a reabertura das escolas públicas. 

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CALENDÁRIOS
Proposta anterior (divulgada em agosto) 

  • 31 de agosto - Educação Infantil (estabelecimentos públicos e privados)
  • 14 de setembro - Ensino Superior (instituições públicas e privadas)
  • 21 de setembro - Ensino Médio e Técnico (escolas públicas e privadas)
  • 28 de setembro - Ensino Fundamental (anos finais de escolas públicas e privadas)
  • 8 de outubro - Ensino Fundamental (anos iniciais de escolas públicas e privadas) 

Proposta atual (apresentada ontem)

  • 8 de setembro - Educação Infantil
  • 21 de setembro - Ensino Superior e Médio 
  • 13 de outubro - Rede estadual de ensino
  • 28 de outubro - Ensino Fundamental (anos finais)
  • 12 de novembro - Ensino Fundamental (anos iniciais)


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