paralisação

Greve só acaba com retirada de pacote da Assembleia, dizem professores

Servidores do magistério estão em greve desde o dia 18 de novembro

Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)
Escola Rômulo Zanchi (foto) está entre as instituições que mantêm atividades parciais

Foto: Pedro Piegas (Diário) 
Escola Rômulo Zanchi (foto) está entre as instituições que mantêm atividades parciais

O governo do Estado apresentou novas propostas para o projeto intitulado Reforma RS, popularmente conhecido como Pacote de Medidas e que foi encaminhado à Assembleia Legislativa (AL). O texto modifica os planos de carreira dos servidores públicos estaduais. Entretanto, os professores, que estão em greve desde 18 de novembro, dizem que seguem paralisados até a retirada do projeto do parlamento gaúcho.

O diretor do 2º Núcleo do Cpers/Sindicato, Rafael Torres, diz que a categoria tem três pedidos: a retirada do pacote da Assembleia, fim do parcelamento dos salários e reajuste salarial.

- Não temos reajuste desde 2014. Pedimos, pelo menos, a inflação deste ano. Mas para acabar a greve mesmo, só com a retirada do pacote da Assembleia Legislativa - afirma Torres.

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Inclusive, o sindicato organiza uma grande mobilização de amanhã a quinta-feira, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, que fica em frente ao parlamento gaúcho. Conforme o diretor do 2º Núcleo, a ideia é que todas as escolas paralisem nesses três dias, mesmo as que têm atividades parciais, para que os professores acampem na praça. A previsão é que a discussão do pacote na AL ocorra a partir de amanhã.

Para hoje, um grupo de alunos que apoia a greve dos educadores convoca a uma caminhada, a partir das 9h30min, com saída da Escola Cícero Barreto. Segundo o evento no Facebook, o ato quer unificar as categorias e mostrar a força da mobilização.

RECESSO
Com a proximidade do recesso de final de ano, comenta-se que a discussão e a votação do projeto possam ficar para 2020. Neste caso, Torres diz que será preciso uma assembleia geral do sindicato para definir os rumos da greve. O diretor do Núcleo do Cpers acredita que, caso o projeto fique para o próximo ano, os professores retomem as aulas e concluam o ano letivo 2019.

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Por outro lado, o governador Eduardo Leite (PSDB) já anunciou que quer convocar os deputados estaduais para sessões extraordinárias em janeiro. Assim, o projeto Reforma RS poderá ser apreciado e votado logo após as festas de Natal e Ano Novo.

QUADRO GERAL
Em levantamento feito pelo Diário, nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, foi constatado que, em Santa Maria, 6 escolas da rede estadual seguem com aulas normais, 24 estão com greve parcial e duas estão com as atividades letivas totalmente paralisadas. Além disso, três instituições não atenderam aos telefonemas feitas pela reportagem das 9h às 17h de cada dia.

*Colaborou Felipe Backes


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