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Governo estadual propõe retomada das aulas presenciais com revezamento de alunos

Novo calendário deve ser apresentado na próxima terça-feira após reunião

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Em live nesta quinta-feira, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou a nova proposta para a retomada das aulas presenciais no Rio Grande do Sul. A proposta inicial era de retomar atividades dia 31 de agosto com alunos da Educação Infantil. Agora, o novo plano deve ser anunciado na próxima semana. Uma proposta apresentada por Leite, ao lado do secretário de Educação, Faisal Karam, é um sistema híbrido com o ensino presencial e remoto simultaneamente.

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O secretário enfatizou que a retomada das aulas é discutida desde a suspensão das atividades presenciais, em março. Karam também argumentou que o retorno não depende apenas do plano de retomada. Os fatores apresentados que também interferem na retomada são o transporte dos alunos, a limitação de 50% da capacidade de cada veículo, de até 50% do número de alunos em cada sala de aula e na escola. A proposta também deve ser com a carga horária de três horas por dia, de manhã ou tarde. De acordo com o secretário, a cada semana, o aluno que esteve em ensino presencial, deve voltar ao esquema remoto por uma semana.

- A gente tem feito conversas no sentido de buscar uma alternativa para um retorno presencial às aulas. É evidente que não será feito nenhum movimento de retorno sem segurança para os alunos. Na próxima terça-feira, devemos consolidar uma projeção de retorno de datas para cada ensino. Os retornos deverão ser feito com protocolos, cuidados específicos. Estamos propondo redução de turmas, redução de horários, os recreios serem intercalados, até os horários de entrada na escola - falou o governador.

A proposta de retomada deve ser discutida junto do comitê científico, Ministério Público, Tribunal de Contas Estado, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), prefeitos das 27 associações regionais e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), além das secretarias de Apoio aos Municípios, Justiça e dos Direitos Humanos, Educação e Saúde. A reunião está prevista para a próxima terça-feira. A representação dos professores, o Cpers Sindicato, não está na lista de participantes.

PRIMEIRA PROPOSTA
A proposta de retomada ainda em agosto não agradava a classe dos professores. Os prefeitos da Região Central também se posicionavam contra o retorno. Em pesquisa do Cpers Sindicato com 1,7 mil pais, alunos, professores, funcionários das escolas e equipes diretivas de 730 instituições estaduais de 253 municípios gaúchos, 86% dos participantes defenderam ser inviável que as aulas sejam retomadas antes de uma vacina contra o coronavírus.

O secretário Faisal Karam enfatizou que a retomada das aulas é discutida desde a suspensão das atividades presenciais, em março. Karam também argumentou que o retorno não depende apenas do plano de retomada.

- As famílias podem também decidir se querem mandar seus filhos para a escola ou não. É uma decisão pessoal de cada pai, cada mãe. Tudo atrelado aos próprios números, achatamento da curva, as bandeiras definidas pelo governo do Estado. Tudo tem que ser planejado. Não sabemos quantos alunos irão retornar. Terão, também, os gestores a decisão de retornar em outras redes - privada ou municipal. - defende Karam.

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R$ 8,5 milhões são destinados para garantir internet a alunos e professores
Também na live de hoje, o governador Eduardo Leite e o secretário Estadual de Educação, Faisal Karam, anunciaram o pacote de acesso à internet que vai garantir o acompanhamento das atividades remotas por todos os 820 mil alunos da rede estadual de ensino. Segundo Leite, o projeto foi resultado de uma "costura técnica e financeira" por parte do governo.  

A oferta de internet patrocinada ocorre por meio de um chamamento público de cadastramento das operadoras Oi, Vivo, Tim e Claro e graças a uma parceria do governo do Estado, que investe R$ 3,1 milhões, com a Assembleia Legislativa, que aporta mais R$ 5,4 milhões em recursos economizados pelo Parlamento que serão repassadas ao Executivo para aplicar no projeto.

Conforme Karam, o programa já funcionava em forma de teste desde o dia 21 de agosto, com 23 mil alunos conectados e utilizando a plataforma. Para o secretário, um dos pontos positivos do aplicativo é a possíbilidade de o Estado acompanhar o uso pelos estudantes: quanto tempo permanecem conectados, quais tópicos são mais acessados e quais operadoras têm o maior número de usuários. Outro benefício é garantir a todos os professores as ferramentas necessárias para produção das aulas.

A iniciativa proporcionou, por meio do Google Classroom, a criação de mais de 37 mil turmas espelhadas e mais de 500 mil ambientes virtuais divididos por componentes curriculares.

*Colaboraram Leonardo Catto e Luiza Oliveira




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