educação

Duas escolas cívico-militares começam a ser implantadas na região

Tupanciretã e Santiago iniciaram o processo de transformação de duas instituições municipais para o novo método de ensino, que terá presença de militares como monitores nos colégios

Janaína Wille
Foto: Foto: Márcio Brasil (Prefeitura de Santiago)


Foto: Márcio Brasil (Prefeitura de Santiago) 
Escola São José, em Santiago, vai adotar um novo modelo de ensino 

Dois municípios da Região Central anunciaram a implementação de escolas cívico-militares. Tupanciretã e Santiago já iniciaram o processo de transformação de escolas municipais para o novo modelo, que contará com militares como monitores nos colégios.

Em Santiago, será a escola São José que terá o novo método de ensino. De acordo com a secretária de Educação, Mara Rebelo, o colégio foi escolhido por ser o maior do município, com quase 600 alunos. A ideia é que o formato comece a funcionar quando as aulas presenciais retornarem.

- Serão contratados militares para realização de oficinas. Esses profissionais podem ser do Exército ou também da Brigada Militar. Serão oficinas voltadas ao empreendedorismo, ética, valores sociais e música. A escola São José será o nosso piloto. Depois, mais escolas municipais poderão aderir - explica Mara. 

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Existem dois planos, estadual e federal, que permitem a inserção de escolas em modelos cívico-militares. Mas, a prefeitura de Santiago optou por estudar os dois modelos e, a partir deles, criar uma proposta própria de implementação. A proposta já foi aprovada pelo Conselho Municipal de Educação. 

O projeto prevê que a cada 90 alunos se tenha a presença de um professor militar, que será contratado pelo município. O público-alvo para as oficinas ministradas por esses professores serão os alunos do 6º ao 9º anos. A Secretaria de Educação também estuda investir em uniformes diferentes para essa nova identidade da escola.

Diferentes das escolas militares, as cívico-militares são instituições públicas comuns em que a gestão administrativa e de conduta são responsabilidade de militares ou profissionais da área de segurança, enquanto que a gestão pedagógica fica com pedagogos e profissionais de Educação.

EM TUPANCIRETà
No município de Tupanciretã, foram abertas as inscrições para um processo seletivo destinado a 325 vagas de Ensino Fundamental na escola cívico-militar que será criada. O período de inscrição vai até 20 de abril pelo site da prefeitura. As famílias que não possuem acesso à internet poderão realizar a inscrição na sede da prefeitura. Os requisitos para participação no processo seletivo são: estar matriculado no ano escolar pretendido em escola da rede pública ou privada e comprovar residência no município de Tupanciretã.

A prova será realizada na Escola Municipal Tupanciretã, que foi a escolhida para adotar o novo modelo, entre os dias 10 e 14 de maio, conforme o ano escolar. A previsão é que as aulas comecem em junho. 

 - A principal mudança é que teremos a presença de monitores que são militares da reserva. Esses monitores, que são cinco, foram indicados pelo comando da nossa Brigada Militar e serão contratados pelo município. Eles serão responsáveis por resgatar a cidadania e o culto aos valores sociais - afirma o prefeito Gustavo Terra (Progressistas). 

O projeto que está sendo implantado em Tupanciretã é do Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares, que é uma iniciativa da Secretaria Estadual da Educação, mas diferente do projeto federal. O modelo acontece em parceria com a Secretaria da Segurança Pública, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar. A prefeitura interessada deve apresentar um conceito de educação voltado para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, com a participação do corpo docente da escola e apoio de policiais militares. A manifestação de interesse é feita através de ofício do prefeito à Seduc, indicando a escola municipal a ser contemplada, bem como o número de alunos por turmas do Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano), do Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio.


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