aulas a distância

Cursos da UFSM terão de adotar aulas remotas em outubro

Segundo semestre letivo será integralmente online e deve começar em 19 de outubro

Carmen Staggemeier Xavier e Luiza Oliveira

Em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi aprovado, nesta segunda-feira, o documento que regula o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (Rede) em toda a instituição. Entre os principais pontos, estão a definição do calendário deste ano e a confirmação de que todas as atividades letivas do segundo semestre serão desenvolvidas de forma remota. 

Diferentemente do primeiro semestre, que ainda está em andamento e em que a adesão ao Rede não era obrigatória, no segundo semestre, esse será o regime único de atividades para todos os cursos. Conforme o texto, caberá a cada colegiado definir quais disciplinas serão ofertadas para garantir a continuidade do processo de ensino.

Segundo o texto, o fechamento parcial do primeiro semestre deve ocorrer em 4 de outubro. O semestre seguinte terá início no dia 19 do mesmo mês e deverá terminar em fevereiro de 2021. Não há previsão de retorno das aulas de forma presencial.

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ACESSO À INTERNET
Um dos pontos muito discutidos na reunião do Cepe, que teve início às 8h30min e foi finalizada por volta das 17h de segunda, trata do acesso dos alunos à tecnologia e à internet para acompanhar as atividades pelo Rede. Segundo o reitor da UFSM, Paulo Burmann, os estudantes que possuem o Benefício Socioeconômico (BSE) têm o amparo garantido. 

- Estamos mantendo todo o esforço possível para atender nossos alunos e garantir que eles tenham acesso às atividades. Claro que toda medida depende de recursos orçamentários - ressalta.

A instituição também está buscando recursos para garantir o auxílio inclusão digital. Uma das fontes é o Ministério da Educação (MEC), que lançou edital de licitação para fornecer pacotes de dados aos alunos.

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A garantia de acesso ao Rede é um dos pontos questionados pelo Diretório Central de Estudantes (DCE). Segundo um dos representantes do DCE no Cepe, Daniel Balin, o valor do auxílio inclusão digital será debatido em nova reunião.

PRINCIPAIS DATAS

  • Fechamento parcial do primeiro semestre - 4 de outubro
  • Recesso - 5 a 18 de outubro
  • Início do segundo semestre - 19 de outubro
  • Término do segundo semestre - 13 de fevereiro de 2021
  • Início do calendário suplementar (após parecer do Comitê de Biossegurança e de decretos governamentais) - Março de 2021

ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 

  • O segundo semestre letivo de 2020 será totalmente remoto
  • Caberá a cada colegiado e coordenação de programas e cursos definir quais disciplinas poderão ser ofertadas de forma remota, considerando que atividades poderão ser realizadas por meio do Rede e quais as que exigem a presencialidade
  • As orientações valem para todos os níveis de ensino (Médio e técnico, graduação e pós-graduação)

ATIVIDADES PRÁTICAS SEM PRAZO PARA REALIZAÇÃO 
As aulas que precisam ser recuperadas, principalmente as práticas, serão realizadas no período suplementar, segundo o pró-reitor substituto de Graduação, Jerônimo Tybusch. Para que esse calendário comece é preciso, primeiro, que o Comitê de Biossegurança aprove o retorno presencial, ou seja, isso ocorrerá apenas no momento em que a pandemia estiver sob controle. 

A previsão é de que essa suplementação comece em março de 2021 e deverá durar 15 semanas. Se essa possibilidade se confirmar, as aulas do primeiro semestre de 2021 começariam apenas em junho. Sobre o retorno presencial, o DCE solicitou que um comitê de biossegurança analisasse essa possibilidade para pesquisas e projetos de extensão, não os professores e coordenadores, como constava anteriormente no documento. O pedido foi acatado. 

Para a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), o regime não contempla o ensino de qualidade. Segundo o representante da entidade no Cepe, Gihad Mohamad, o regime aprovado vai, basicamente, atender um perfil de professor, e não uma totalidade; um perfil de aluno, o que vai levar à exclusão de muitos que têm dificuldade de acesso.

- Quando a gente abre mão dessas questões presenciais, a gente começa a ter uma precarização do trabalho. O modelo não contempla a inclusão - avalia.

Os professores também defendem que não se comece o segundo semestre, e sugerem que o vínculo dos alunos com a universidade seja garantido por meio de atividades complementares.


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