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greve geral da educação

Comunidade universitária da UFSM protesta contra cortes na educação

15 Maio 2019 08:42:00

Protesto interrompe o trânsito na rótula de acesso ao campus nesta manhã

da redação*
Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

ATUALIZAÇÃO: Matéria atualizada em 15 de maio de 2019, às 10h28min

Desde às 8h, a rótula de acesso à UFSM - no cruzamento da RSC-287 (Faixa Velha) com a Avenida Roraima - foi fechada por estudantes, servidores e professores da instituição. A manifestação faz parte de uma série de protestos previstos para o dia de hoje contra os cortes do orçamento das universidades federais e congelamento das bolsas de pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Mais de 80 escolas e comunidade escolar da UFSM aderem à Greve Geral da Educação

O dia 15 de maio foi nomeado como Greve da Educação e antecede o 14 de junho, quando vai acontecer a chamada Greve Geral. Além de se posicionar contra as decisões do Governo Federal sobre a educação superior, os protestos têm como tema a Reforma da Previdência. Segundo o material distribuído pelos manifestantes, "não há nenhuma justificativa econômica para os cortes na educação".

Os ônibus não são desviados. Quem deseja ir até a UFSM precisa descer na última parada da Faixa Nova. E quem quer pegar ônibus em direção ao centro da cidade também só consegue se deslocando até a Faixa Nova.

Entretanto, pacientes do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e familiares têm passagem liberada. A Brigada Militar está auxiliando no redirecionamento do trânsito para essas pessoas.

Confira, em vídeo, como está o trevo de acesso a UFSM:


O membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mateus Lazaretti reiterou a intenção de paralisar a Universidade:

- A gente sabe que tem professor que acaba passando ou até marca prova, mas acredito que antes de meio-dia não saímos daqui.

Capes desbloqueia quatro bolsas de pós-graduação que estavam suspensas na UFSM

A diretora da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), Maristela da Silva Souza, afirmou que a paralisação busca conscientizar a sociedade:

- A principal pauta da Sedufsm é mostrar a educação como uma dimensão importante da sociedade. Sem educação, a sociedade pode parar.

Outros protestos compõem a programação de manifestações para o dia de hoje. A partir das 9h30min, professores municipais vão se mobilizar pela valorização da educação e dos educadores, na Praça Saldanha Marinho.

À tarde, por volta de 14h30min, inicia a concentração de estudantes, servidores e professores na praça com atrações artísticas e culturais. Mais tarde, às 16h, começa uma marcha que une comunidades escolares municipais, federais e estaduais.

No Colégio Politécnico da UFSM, professores, estudantes e servidores se reuniram para uma programação especial.

Pela manhã, aconteceu uma palestra sobre o orçamento da UFSM, que também vai ocorrer às 14h no Anfiteatro do Colégio. O diretor Valmir Aita falou que a programação extra tem o intuito de mostrar os impactos no contexto do Ensino Médio.

- Aproveitamos o momento para convidar os alunos para esta discussão. Além de conversar sobre a Reforma do Ensino Médio, que pode nos afetar diretamente - falou o diretor.

Foto: Gustavo Pinto da Silva (Arquivo Pessoal)

*(Colaborou Leonardo Catto)


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