nova lei

Cantinas de escolas têm 3 meses para se adaptar à lei que proíbe venda de guloseimas e refrigerantes

Medida visa contribuir no combate a obesidade, diabetes e hipertensão

Gilson Alves

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Nova lei visa estimular a alimentação saudável

Na última segunda-feira, o Diário Oficial do Estado publicou a sanção do governo do Estado à lei que estimula a alimentação saudável e proíbe a venda de produtos industrializados em bares e cantinas instalados em escolas públicas e privadas do Rio Grande do Sul. A lei passa a valer a partir desta terça-feira e visa contribuir no combate a obesidade, diabetes e hipertensão.

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De acordo com o documento, os estabelecimentos têm um período de três meses para se adaptar. Depois disso, estarão sujeitas à penalidades como o fechamento da empresa e multas de até R$ 1,5 milhão. Há duas semanas, o Diário ouviu as cantinas de 10 colégios particulares e muitas praticam (em partes) a lei que irá proibir guloseimas .

É proibida a venda de itens como balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoitos recheados, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos industrializados, frituras, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas, alimentos industrializados cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% das calorias totais, alimentos onde na preparação seja utilizada gordura vegetal hidrogenada e alimentos industrializados com alto teor de sódio. 

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É vedada também a venda de alimentos que contenham nutrientes comprovadamente prejudiciais à saúde. As cantinas escolares serão obrigadas a oferecer pelo menos duas variedades de frutas, inteira ou em pedaços, ou na forma de suco.

O QUE DIZEM AS ESCOLAS 
O Diário entrou em contato com as escolas particulares de Santa Maria para questionar sobre as adaptações das cantinas à lei. Veja o que cada uma disse:

  • Sant'Anna - Houve uma reunião entre a direção e a proprietária da cantina para estabelecer como será feita a adaptação na escola, mas ainda não há uma definição sobre o assunto
  • Santa Maria - Já incentiva a alimentação saudável, deixando expostos alimentos naturais. Será feita uma reunião para estabelecer como ocorrerá a substituição dos produtos proibidos pela lei. Por enquanto, ainda é feita a venda de refrigerantes e doces
  • Adventista - A direção informou que a norma da rede determina a venda de, somente, produtos saudáveis
  • Santa Catarina - A nova lei já está em vigor na escola, onde refrigerantes, balas e doces não são mais comercializados
  • Riachuelo - Em Camobi, há uma nutricionista que auxilia na alimentação dos alunos. Ainda é feita a comercialização de refrigerante e algumas guloseimas, que devem ser retirados de venda nos próximos meses. No Centro, não há cantina na escola. O contrato da cantina existente no local é com o pré-vestibular, onde alunos do colégio também podem comprar

*O São José e o Coração de Maria não atenderam às ligações da reportagem. O Colégio Fátima informou que a direção da escola só está na parte da manhã. No G10, a direção da escola também não estava. O Medianeira, o Nossa Senhora da Providência e o Gandhi informaram que a direção está em reunião. O Marcopolo informou que a direção retornaria a ligação para a reportagem.


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