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Alunos e professor restauram móveis de anfiteatro do Hospital Veterinário

Turma 101 do curso de Medicina Veterinária lixou e pintou as mesas e cadeiras que estavam deterioradas

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)
gratidão Para Guilherme (a partir da esq.), Gilson, Sabrini e Ernani, dedicar-se ao voluntariado é uma forma de retribuir oportunidades

Foto: Pedro Piegas (Diário)
Para Guilherme (a partir da esq.), Gilson, Sabrini e Ernani, dedicar-se ao voluntariado é uma forma de retribuir oportunidades

Uma simples e pequena ação que demonstra um enorme sentimento de gratidão para com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É essa a história da turma 101 do curso de Medicina Veterinária da instituição. Em dezembro de 2019, em meio às últimas provas do semestre, acadêmicos juntos ao professor Gilson Antônio Pessoa reformaram mesas e cadeiras do Anfiteatro Dr. Bozano, do Hospital Veterinário Universitário (HVU). No local, os graduandos têm aulas de diversas disciplinas ao longo da formação. Quem for usufruir do espaço no semestre que está para começar, em março, já contará com um ambiente renovado.

O espaço foi criado em 1996 e as mesas, compridas e de madeira maciça, estavam bastante desgastadas. Os móveis haviam perdido a cor original e acumulavam todo o tipo de rabisco e mofo. A estética da sala estava prejudicada. Quase todos que passavam pelas classes deixavam seu "recadinho" gravado com caneta. Então, os alunos compraram verniz e outros materiais, como rolos de pintura e lixas, para colocar a mão na massa. O valor gasto foi divido entre os alunos e o professor. Ao todo, cerca de 50 acadêmicos contribuíram com o custo financeiro ou com a mão de obra.

- Nem todos os alunos que tinham aula na sala conseguiram ajudar presencialmente. Estávamos nas últimas semanas de aula, entre provas, e alguns também já tinham ido para casa. Mesmo assim, a maioria abraçou a causa - explica a estudante Sabrini Schefer.

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O professor Gilson fala que a solicitação do lixamento das mesas do Anfiteatro Dr. Bozano foi feito há dois anos para o setor de serviços da UFSM. No entanto, não havia sido realizado até então. Foi preciso que os próprios alunos se disponibilizassem.

- É comum encontrar móveis desgastados nos cursos que tem uma estrutura mais antiga, principalmente nas salas de aula. Se cada turma fizer um pouco, a situação melhora, e muito - diz o docente, que atua no Departamento de Clínica de Grandes Animais.

Gilson também comprou com recursos próprios as tintas para a pintura das paredes internas e externas do prédio do anfiteatro. Este trabalho, de pintura das paredes, foi feito pelo setor de serviços.

Foto: arquivo pessoal
Registro feito pelo professor mostra a alegria dos alunos ao participarem da ação

AGRADECIMENTO
O trabalho de restauração durou cerca de duas semanas. No período de férias, apenas três alunos que participaram da ação voluntária estão na universidade. Sabrini Schefer, Ernani Muraro Júnior e Guilherme Rech cumprem o estágio curricular na instituição.

O trabalho realizado é singelo. Mesmo assim, é carregado de significados. Para Sabrini, lixar as mesas é uma maneira de agradecer tudo o que a UFSM tem lhe oferecido durante a graduação:

- Meu sonho era cursar Medicina Veterinária. Além das oportunidades de estágio, a UFSM me proporcionou crescimento pessoal e profissional.

Sabrini diz que dedicar tempo para a iniciativa também é uma oportunidade de retribuir o conhecimento dado pela UFSM.

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Ernani se sente acolhido pela instituição, que, para ele, é a sua segunda casa:

- Sou grato ao apoio e incentivo que recebo dos professores. Todos são muito empenhados a nos passar conhecimento da melhor forma. As oportunidades são amplas na UFSM - comenta o acadêmico.

Guilherme vê a restauração das mesas e cadeiras como uma semente que, uma vez plantada, incentiva outros a fazerem o mesmo pelo patrimônio público:

- Ajeitar as mesas foi simples. Cada um de nós gastou cerca de R$ 10 na compra dos materiais. Valeu muito a pena. O retorno virá daqui a um tempo. Com certeza, estudar em um ambiente limpo e organizado incentiva os alunos.

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Segundo Gilson, outras turmas serão desafiadas a realizar ações semelhantes. O professor admira e respeita os cidadãos dedicados à preservação dos bens comuns.

- Estudei nesse espaço. Era triste ver a situação que estava ficando. Vai ser muito legal se outras turmas se empenharem em iniciativas como essa. É um trabalho para as próximas gerações - completa.

*Colaborou Rafael Favero


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