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VÍDEO: Como os shoppings de Santa Maria estão garantindo a prevenção

Cuidados na higiene e saúde e alternativas para reduzir impactos financeiros são estratégias de driblar o momento de crise e de pandemia

Diogo Brondani e Eduardo Tesch

Fotos: Gabriel Haesbaert, Pedro Piegas e Renan Mattos (Diário)

Para poder reabrir as portas aos clientes, os shoppings de Santa Maria reforçaram as medidas de segurança. O Royal Plaza Shopping, do administrador Ruy Giffoni, é um deles. Giffoni garante que o local está tomando todas as precauções necessárias para evitar a disseminação do coronavírus e, ao mesmo, tempo, reverter a realidade econômica dos seus lojistas que ficaram por quase um mês de portas fechadas. Com um cenário não muito favorável e com consumidores ainda retraídos, a direção precisou reinventar métodos visando resgatar a confiança dos clientes sem que corram riscos. 


O responsável pelo Royal enfatiza que o compromisso é com a saúde e o bem-estar de todos, mas que necessita que a economia dentro do complexo de lojas seja restabelecida.

- O nosso shopping foi o terceiro do Brasil a reabrir. Prezamos muita pela segurança, por isso oferecemos aos clientes a higienização adequada, temos medidores de temperatura de quem entra pela porta principal e, pelo estacionamento, há um tapete com produtos para desinfecção de calçados na entrada. Tem álcool gel em diferentes pontos, é feita a limpeza do piso a cada duas horas usando soluções de higienização, assim como corrimãos, maçanetas, botões de elevador, escadas rolantes, etc. Posso te dizer que os shoppings são os ambientes mais seguros que as pessoas frequentam - ressalta Giffoni.

O administrador ressalta que a doença precisa ser levada a sério.

- A Covid é uma coisa séria, que precisa ser respeitada. Aqui, a palavra de ordem é reforço na higienização, uso de máscaras e a não realização de aglomerações. São pequenos gestos que podem mudar o resultado, e vamos lutar para que isso aconteça o mais rápido possível - destaca ele.

A redução no faturamento foi um fator que afetou a todos os setores. E como tentativa de amenizar as perdas, uma série de ações foram tomadas. Segundo Giffoni, as pessoas ficaram com medo e isso impactou diretamente nas vendas.

- Houve uma queda no período, o que é normal. No entanto, tivemos muito cuidado com as medidas. Nos primeiros dias de abertura, procuramos não fazer promoções para não gerar aglomeração. Além disso, queríamos que os clientes viessem com naturalidade - explica.

Outras ações pensando em aumentar o fluxo seguro de pessoas foram a liberação do pagamento do estacionamento, inicialmente, e, agora, a adoção de um preço único. E as medidas já são consideradas positivas.

- Algumas lojas alcançaram em torno de 50% do faturamento do maio do ano passado. Não é bom, mas, considerando a nova realidade e o cenário imposto pela pandemia, é muito satisfatório - destaca Giffoni.

O mês de junho deve ter uma melhor receita para os lojistas por causa do Dia dos Namorados, em que o shopping trabalha com uma campanha entre os dias 8 (a partir de segunda-feira) e 14. As lojas estarão oferecendo descontos especiais na compra dos presentes. São três tipos de descontos diferentes, em linhas variadas de produtos. É possível garantir o menor preço também através de vouchers.

PERSPECTIVA
Projetar um novo cenário econômico mais perto do que era praticado em anos anteriores ainda é difícil. No entanto, a direção do Royal Plaza pensa que é um momento de redescoberta onde saúde e economia dependem uma da outra.

- Trabalhamos com a possibilidade de chegar a novembro com 80% do faturamento. Estamos otimistas pela nossa vivência e experiência, e não por dados estatísticos. Entendemos que vamos ter uma retomada, o comércio recomeçou, a sindústria recomeçou, mas a iniciativa pública ainda está parada, e isso deixa de circular recurso. Temos que ter responsabilidade, abrindo na medida do possível, sem exageros e fazer as coisas acontecerem - considera.

APOSTA EM NOVAS FERRAMENTAS

Além do shopping como um todo, os lojistas precisaram reformular suas estratégias de venda. Na loja Evi Store, os canais digitais passaram a ser a principal ferramenta.

- Quando voltamos, senti saudade das pessoas e precisei agir rápido para manter o contato com nossos clientes. Precisei criar uma demanda de compras. Criamos ações nas redes sociais para engajar as pessoas, como homenagens e também o incentivo de postagem de fotos em que usam nossas peças. Também fiz alguns vídeos e tive um retorno muito positivo com muitas mensagens de apoio. Foi uma forma de manter a proximidade, de aquecer o coração e também de que pudessem ver que estamos ativos - diz a empresária Evi Franciscatto Xavier.

Segundo ela, a venda passou a ser 100% delivery, uma prática que já existia, mas não de forma tão efetiva. E a própria empresária é quem vai até a casa das clientes entregar os produtos. Além disso, a criação de uma loja online, que era um plano futuro, precisou ser adiantada. Claro que os efeitos da pandemia também atingiram o faturamento da lojista, que teve uma brusca redução. Ela precisou diminuir a carga horária de duas funcionárias e uma terceira foi desligada.

No quesito segurança de quem entra na loja, ela garante que todos os passos de prevenção ao coronavírus são cumpridos.

- A higienização é constante. Temos álcool gel à disposição e exigimos o uso de máscaras. Também tiramos as poltronas e o cafezinho que disponibilizávamos para evitar que as pessoas fiquem no interior da loja. Foi preciso readequar a forma de atendimento e fizemos isso com cautela e responsabilidade para fazer a engrenagem andar - afirma a empresária, complementando que está tendo acolhimento da direção do shopping, o qual sempre escuta os lojistas e está dispostos a ajudar.

ROYAL PLAZA SHOPPING

  • Fundação - 2009
  • Lojas - 101
  • Empregos diretos - 600
  • Empregos indiretos - 1.8 mil
  • No digital - Facebook, Instagram e site

OTIMISMO PARA VOLTAR A CRESCER
A pandemia reduziu o movimento no Shopping Praça Nova e, em decorrência disso, o faturamento dos lojistas. Em vista disso, os donos de lojas buscam reinventar propostas com o objetivo de recuperar-se economicamente. Tudo isso, sem deixar de lado os cuidados de prevenção ao novo coronavírus. Apesar do cenário, o otimismo segue entre os lojistas.

- Cada um está trabalhando para manter a sua marca. Todos estão traçando estratégias próprias, alguns com vendas pelos canais digitais, outros com entrega sem custo, e por aí vai. Estamos todos muito otimistas e nos reorganizando, já planejando uma ação coletiva para o mês de julho. É tudo muito novo, e um cenário que muda a cada hora, o que não permite planos a longo prazo - afirma Daniela Gonçalves Kliemann, proprietária de uma livraria e integrante da direção de Associação de Lojistas do shopping.

Independentemente do segmento da loja, a esperança por melhores resultados no faturamento é o que motiva a empresária Graziele Filipetto Tronco.

- Com a reabertura do shopping, precisamos nos reinventar. Colocamos em prática a loja virtual, que estava no papel e precisou ser adiantada. Também passamos a vender pelo WhatsApp, com entrega grátis para Santa Maria. Foram pequenas ações que fizeram a diferença, já que impactou positivamente os clientes antigos e ainda nos trouxe novos. Estamos otimistas e abertos a novos tempos. Claro, dando atenção para todas as medidas de cuidados com a saúde e com pensamento positivo para suportar a crise - revela a lojista que adotou o rodízio de colaboradores para evitar demissões.

ESTRATÉGIAS
Assim como cada lojista tomou iniciativas próprias, a direção do shopping Praça Nova adotou algumas estratégias visando reaquecer as vendas do local em meio à pandemia.

- Estamos trabalhando com todas as plataformas digitais (take-way, delivery) e criamos uma área organizada para o lojista poder fazer esse trabalho. Esse jeito de trabalhar com cuidado, divulgando as orientações de segurança, está fazendo com que o nosso cliente esteja encorajado em vir para o shopping. O que vai mudar o cenário econômico é a retomada da confiança das pessoas em sair de casa - explica a superintendente do shopping Luciane Lanção.

Essas ações já têm dado resultados quanto ao número de visitantes, uma vez que a semana registrou os melhores números de público desde a reabertura. Segundo ela, o local teve a melhor segunda, a melhor terça e a melhor quarta-feira desde a reabertura. O destaque foi para a quarta, o melhor dia desde então, quando o shopping recebeu 90% do público da primeira quarta-feira de junho do ano passado.

- Reforço que temos que comprar do nosso parceiro, do nosso vizinho, para valorizar a nossa indústria, nossos serviços, a nossa cidade. Temos que fomentar a economia para levantar Santa Maria. Não vai ter uma mágica para isso - diz a superintendente­.

PREVENÇÕES E CUIDADOS
Quem chega ao shopping Praça Nova pode perceber as alterações realizadas pela direção visando evitar a disseminação do novo coronavírus. Desde a emissão do ticket de estacionamento de forma automática para evitar que o cliente toque no botão da cancela, até orientações aos visitantes, todos os cuidados foram tomados. De acordo com a superintendente do shopping, o trabalho é feito com muita sinalização na forma de orientar os consumidores.

- Temos o termômetro para medição de temperatura das pessoas, álcool gel, higienização constante dos espaços, sem falar na exigência do uso de máscaras. Tudo isso porque, cada vez mais, queremos ter condição de ser ágil nessa oferta de segurança - afirma Luciane.

Segundo ela, outras medidas que vão além do protocolo estabelecido pelos órgãos de saúde também foram adotadas.

- Testamos todos os nossos funcionários para Covid. E temos trabalhado muito com uma comunicação institucional do shopping com objetivo de salientar que não é o momento de falar: "vem todo mundo". É o momento de dizer que não tem lugar mais seguro que os shopping centers. Temos permissão de receber 50% da nossa capacidade de público, mas não temos a intenção de passar disso, visando garantir a segurança de todos - destaca.

Outras ações realizadas no local foram a redução de 50% dos lugares da praça de alimentação, a implementação de marcadores de fila, as orientações aos lojistas e aos visitantes, e a retirada de bancos e atrações do hall central do empreendimento.

SHOPPING PRAÇA NOVA

  • Fundação - 2017
  • Lojas - 115
  • Empregos diretos - 100
  • Empregos indiretos - 1.1 mil
  • No digital - Facebook,  Instagram e site

REDUÇÃO DE COBRANÇAS
Em meio à pandemia do novo coronavírus e impedido de abrir as portas em determinado período do isolamento social, o Santa Maria Shopping decidiu dar descontos nos aluguéis e na cobrança de condomínio aos lojistas. Tudo para diminuir o impacto financeiro causado pelos dias parados e a consequente redução do número de visitantes em um período de encolhimento da atividade econômica. A administradora do shopping, Oneide Serro, ressalta o esforço do empreendimento, localizado no coração de Santa Maria, para manter os espaços comerciais ocupados.


- Enquanto ficamos por vários dias fechados, foram cobrados de todos o condomínio referente somente aos dias que eles trabalharam e que pudemos abrir. Depois que foi permitida a volta, houve uma negociação sobre o aluguel que varia de 30% a 40% - explica Oneide.

Após a autorização dos agentes públicos para a reabertura, todos os cuidados sanitários estão sendo tomados. Entre eles, a aferição da temperatura na entrada dos clientes, disponibilização de álcool gel e limpeza de corrimões a cada uma hora. Por força de decretos municipal e estadual, todas as pessoas são obrigadas a utilizar máscara de proteção individual ao entrar.

- Todos os funcionários passaram por um treinamento especial, onde tudo foi mudado - enfatiza a administradora do shopping.

REINVENÇÃO
Sócia-proprietária de uma loja de roupas, a empresária Natalia Brandão encontrou na internet um fôlego extra para as contas. Utilizando uma funcionária como modelo e postando as roupas no Instagram, ela montou, na sala de casa, uma extensão da loja. Ela ressalta a importância dos descontos oferecidos pelo shopping para a saúde financeira do negócio.

- No período em que ficamos fechados, e, agora, com a redução do horário, o shopping diminuiu o valor do condomínio e não tivemos a cobrança nos dias fechados. A nossa loja é alugada e a gente também teve um abatimento nesse valor. Nos ajudou bastante - relata.

SANTA MARIA SHOPPING

  • Fundação - 27 de novembro de 1998
  • Lojas - 58
  • Empregos diretos e indiretos gerados - 380
  • No digital - Facebook e Instagram 

DESAFIO E APRENDIZADO
Localizado no Bairro Nossa Senhora de Lourdes, o Monet Plaza Shopping resolveu tomar uma medida enérgica para manter a saúde financeira dos lojistas em meio à pandemia do novo coronavírus: o shopping não está cobrando o valor do aluguel e nem verbas para propaganda dos empresários. Fundado em 1997, o shopping movimenta diariamente cerca de 450 colaboradores, entre empregados diretos e indiretos.

- É um desafio e um aprendizado diário este novo momento. Estamos reaprendendo tudo junto com os lojistas. Todos os dias conversamos e buscamos uma nova forma de como podemos andar com as coisas daqui para a frente - afirma a gerente de marketing, Dafne de Mello Lopes.

A partir da próxima segunda-feira, o shopping vai ampliar em duas horas seu horário de funcionamento, ficando com as portas abertas das 11h às 19h. Contudo, para isso, uma série de medidas de higiene estão sendo adotadas. O uso de máscara de proteção individual, assim como em outros espaços públicos e privados, é obrigatório. O shopping ainda disponibiliza álcool gel em vários ambientes e afere a temperatura de todo o cliente ao entrar.

- Estamos seguindo todas as orientações dos decretos e portarias, que é o uso obrigatório da máscara, disponibilização de álcool gel. A praça de alimentação foi reduzida em 50% da capacidade, assim como o público em geral do shopping - finaliza gerente de marketing.

INCENTIVO
Proprietária da loja Bali Hana, a empresária Tânia Antoniolli ressalta que a iniciativa do empreendimento em não cobrar aluguel dos lojistas é fundamental para a continuidade dos negócios.

- Significa de R$ 8 mil a R$ 10 mil a menos por mês. É muito importante. Claro que estamos pagando os outros custos, mas só de tirar o aluguel já é fundamental. O Monet, para nós, está sendo excepcional com essa atitude - relata a empresária. 

MONET PLAZA SHOPPING

  • Fundação - 24 de março de 1997
  • Lojas - 29
  • Colaboradores - 450 diretos e indiretos
  • No digital - Facebook e Instagram

REORGANIZAÇÃO E CUIDADOS
Com 12 lojas em funcionamento, o Elegância Center Shop também precisou se reinventar em decorrência do coronavírus. Assim como os outros empreendimentos que precisaram fechar as portas devido às medidas de isolamento social, o empreendimento resolveu dar desconto no aluguel dos lojistas.  

A auxiliar da administração, Beatriz Farias, explica que no primeiro mês foi dado 30% de desconto, 50%, no segundo mês, e, novamente, 30%, no último.

- É uma parceria entre os lojistas e proprietários - salienta.

Localizado bem no centro de Santa Maria, entre as ruas Dr. Bozano e Floriano Peixoto, o shopping funciona com duas portarias. Em ambas, um funcionário afere a temperatura dos clientes e disponibiliza álcool gel. O uso e máscara de proteção individual também é obrigatório para a entrada.

MUDANÇAS
Agente de viagem em uma empresa de turismo, Ricardo Ramires reconhece o esforço do shopping, fundado em 1995, para ajudar os lojistas em meio à pandemia.  

- O Elegância reduziu os aluguéis e tem reduzido todas as nossas despesas internas. Com isso, a gente está se reinventando, trabalhando mais a nível de mídia social, vendas a distância, reduzindo os custos e reorganizando a empresa de uma forma que ela se torne minimamente sustentável - explica Ricardo. 

ELEGÂNCIA CENTER SHOPPING


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