na pandemia

VÍDEO: com diminuição de visitantes, quais são as perspectivas do turismo na Quarta Colônia?

Prefeituras e empresas da região já planejam o cenário pós-pandemia. Um das novidades é a segunda torre do Hotel Recanto Business Center, no Recanto Maestro

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Distribuídas em nove cidades, atrações ambientais da Quarta Colônia oferecem grande potencial a investidores no turismo. O distrito de Recanto Maestro é um caso de sucesso

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Distribuídas em nove cidades, atrações ambientais da Quarta Colônia oferecem grande potencial a investidores no turismo. O distrito de Recanto Maestro é um caso de sucesso

A Quarta Colônia de Imigração Italiana, na região central do Estado, agrega nove municípios. Além da cultura e da culinária típica, o local se destaca pelas paisagens, valorizadas por morros e uma vegetação inigualável. Além disso, as cidades estão próximas a Santa Maria, polo universitário do Rio Grande do Sul, e conta, também, com a Antônio Meneghetti Faculdade (AMF). Localizada no Recanto Maestro, distrito entre Restinga e Sêca e São João do Polêsine, a instituição é reconhecida internacionalmente.

Esses e outros fatores testificam que turismo e educação movimentam a economia local. Então, diante dos prejuízos causados pela pandemia, assim como em todo o país, a Quarta Colônia precisa se reinventar.

Nos últimos quatro meses, o Hotel Recanto Business Center, também no Recanto Maestro, registrou queda significativa no número de hospedagens. Aos fins de semana, conforme a gerente Patrícia Rossato, o número de clientes chega a, no máximo, 20% ou 30% da capacidade. Pessoas que viajam a negócios, principalmente da área da agricultura, ou a passeio e profissionais ligados à AMF ou à fundação fazem parte do público do hotel.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Entre São João do Polêsine e Restinga Sêca, distrito agrega o Hotel Recanto Business Center. Na região, há pelo menos 20 hotéis e pousadas destinados a turistas e reuniões corporativas

- As percepções do cenário atual, de modo geral, são diversas. Nosso hotel, além da hospedagem, recebe vários eventos. Como esses não têm sido realizados, a demanda é menor. Mesmo assim, conseguimos ser criativos, queremos fazer novos negócios e desenvolver novas visões a respeito do turismo e hospedagem - conta a gerente.

Porém, as dificuldades não abalaram o empreendimento, inaugurado há quatro anos. Uma nova torre com mais 164 apartamentos deve ser concluída em outubro.

- A região precisa manter uma sinergia. Temos que movimentar toda a cadeia de empreendimentos. Quando recebemos um hóspede, informamos sobre onde almoçar e jantar, por exemplo. É um trabalho de formiguinha - comenta Patrícia.

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ATENTA AOS POTENCIAIS DA REGIÃO, FACULDADE IRÁ AMPLIAR ESTRUTURA
Na Antônio Meneghetti Faculdade (AMF), estudam cerca de 900 alunos, distribuídos em cursos de graduação e pós-graduação, em três imponentes prédios com 15 mil metros de área construída. A instituição está ligada à Fundação Antonio Meneghetti de Pesquisa Científica, Humanista, Cultural e Educacional, criada pelo professor italiano que dá nome à entidade.

A direção da AMF buscou alternativas para manter a educação com o máximo de qualidade possível. De acordo com o professor Eloy Teixeira, coordenador do curso de Administração, pelo menos 35 lives foram feitas pela equipe da faculdade, além das aulas remotas. As disciplinas criaram 10 podcasts, que alcançaram 1.317 reproduções.

Segundo a professora e gestora administrativa Patrícia Wazlawick, nesse período, a equipe entrou em contato com todos os alunos e também ofereceu o programa Converse com a AMF, para tratar de aspectos emocionais dos acadêmicos.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Fundada em 2007, a Faculdade Antônio Meneghetti, conta com cinco cursos de graduação

CRESCIMENTO
Na crise, a educação se uniu mais à comunidade. Uma das ações realizadas foi a doação de 200 protetores faciais pela Fundação Antonio Meneghetti a quatro prefeituras.

Patrícia garante que a AMF permanece atenta aos potenciais da Quarta Colônia de Imigração Italiana e prepara três novos cursos, Hotelaria e Turismo, Ciências Contábeis e Gastronomia. Para esse, já há um prédio em construção. A estimativa de entrega é de dois anos.

- Nosso objetivo é o crescimento da região. Precisamos formar jovens profissionais, líderes e empreendedores - acrescenta Patrícia.

O Recanto Maestro tem, atualmente, 40 empresas. A Fundação Antônio Meneghetti desenvolve 28 projetos educacionais e culturais junto à população, entre eles, um que capacita professores de escolas públicas para o uso da tecnologia no ensino remoto. 

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CIDADES SE ADAPTAM E INVESTEM EM POSTOS
Outros municípios da Quarta Colônia também registram queda no número de visitantes. Em Faxinal do Soturno, devido às medidas de restrição necessárias na prevenção contra a pandemia do coronavírus, o prefeito Clovis Montagner (PP) sentiu-se obrigado a interditar a Ermida de São Pio.

Segundo ele, principalmente aos finais de semana, muitas pessoas escolhiam o local para passear, o que poderia gerar aglomerações. Mesmo assim, para Montagner, o momento é propício a preparar a cidade para o turismo pós-pandemia.

- Aproveitamos essa época para fazer investimentos. Estamos restaurando 16 capitéis (pequenas capelas) do interior e também iremos aplicar recursos no Museu Fotográfico. Estamos preparando a nossa infraestrutura, inclusive no que diz respeito a estradas, para receber uma visitação maior depois que a pandemia passar - explica.

Foto: Prefeitura de Silveira Martins (divulgação)
Pórtico construído em Silveira Martins

No início de julho, Silveira Martins ganhou um novo pórtico. O investimento foi de R$ 263 mil, com verba do Ministério do Turismo, e mais R$ 20 mil como contrapartida da prefeitura. O local, com as cores verde, vermelho e amarelo, destaca o município como berço da Quarta Colônia.

Por outro lado, conforme a secretária de Cultura, Turismo, Desporto e Eventos, Catia Ferret, outra parte do pórtico, com paisagismo e espaço para recepção de visitantes, ainda não foi construída, justamente para evitar aglomerações.

A situação que mais preocupa, segundo a chefe da pasta, é a movimentação no Monumento ao Imigrante Italiano. Para dar conta disso, o ponto conta com fiscalização de servidores do Executivo e da patrulha do efetivo da Brigada Militar (BM). A ação contribui para o controle de público.

- Chegamos a fazer placas de interdição, mas, ainda assim, o pessoal não respeita. Então, trabalhamos com fiscalização e conscientização. A presença da BM inibe um pouco as junções - pondera Catia.

PASSEIOS PRIVATIVOS
Há 20 anos na Quarta Colônia, a Viaggio Tur criou os roteiros privativos. Neles, os clientes percorrem os pontos recomendados nos próprios carros, conforme a proprietária, Andreia Brondani. Para ela, essa é uma maneira de controlar higienização e quantidade de pessoas circulando nos locais.

- Percebemos que muita gente vem à Quarta Colônia. Os roteiros são uma forma de otimizar a experiência do público na região e fazer com que direcionem recursos a empreendimentos daqui - comenta Andreia.

Outro atrativo da região em fase de conclusão é o Termas Romanas Recanto Maestro, parque de águas termais.

*Colaborou Rafael Favero


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