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Restaurantes têm prejuízo de R$ 13 milhões neste ano em Santa Maria

Levantamento é da Associação de Hotéis, Restaurantes e Agências de Viagem (Ahturr)

Eduardo Tesch
Foto: Foto Pedro Piegas (Diário)

Foto Pedro Piegas (Diário) 

Em um ano de restrições provocadas pela pandemia, o setor de bares e restaurantes vive o momento mais crítico de 2021 em função das medidas restritivas impostas pelo governo do Estado. Desde o final de fevereiro, os estabelecimentos não podem atender clientes presencialmente depois das 18h, inviabilizando o funcionamento noturno de parte do setor. 

Em Santa Maria, segundo a Associação de Hotéis, Restaurantes e Agências de Viagem (Ahturr), o prejuízo acumulado no setor de alimentação é de cerca de R$ 13,7 milhões somente neste ano. 

- A gente entende que a maior parte do faturamento do setor da alimentação provém do horário da noite e do final de semana. Então, restringir o horário até as 18h gerou um problema que se agravou, e que resultou em muitas demissões e alguns estabelecimentos tiveram que encerrar as suas atividades - relata Emerson Nereu, presidente da Ahturr.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Brasil (Abrasel), seccional do Rio Grande do Sul, 79,5% do setor demitiu funcionários durante a pandemia. Levantamento da Ahturr relata que cerca de 230 pessoas foram demitidas nos bares e restaurantes da cidade somente neste ano. Já dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor promoveu o desligamento de 113 funcionários entre janeiro e fevereiro de 2021 em Santa Maria. 

Por outro lado, realizou a contratação via carteira assinada de 135 pessoas. O saldo positivo, no entanto, tem uma explicação muito clara ao setor.  

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- Como no ano passado todo mundo demitiu bastante, na virada do ano, com as coisas um pouco mais normais, se contratou novamente essas pessoas, principalmente até a metade do mês de fevereiro. Ou seja, são contratações de pessoas que já haviam sido demitidas - relata o presidente da Ahturr, João Provensi, ao enfatizar as 1,7 mil demissões no setor durante o ano de 2020 na cidade, segundo o Caged. 

Proprietário de Sushibar Morita e do Terrazzo, o empresário Victor Lampert, 31 anos, relata a dificuldade para manter a operação dos estabelecimentos. 

- Quem está ficando rico são os bancos. Por meio deles é que a gente está tentando pegar dinheiro para ir pagando os funcionários para que a engrenagem não pare totalmente. Porque, se dependesse do que está acontecendo, já tinha, praticamente, perdido tudo - relata. 

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pegue e leve 

Pelos decretos estaduais, mesmo após as 18h, o cliente pode buscar uma encomenda em qualquer restaurante até as 20h. No entanto, a restrição de horário para o sistema de pegue e leve desagrada os donos dos estabelecimentos, que consideram injusta a medida. 

- O cliente pode vir aqui até 20h, mas pode ir no mercado até 21h e fazer as compras dele. Isso dificulta um pouco mais o nosso trabalho, que já está ruim. É complicado e estamos tentando sobreviver. Isso está nos acabando, está nos sugando e está chegando a um limite - enfatiza o sócio-proprietário do restaurante Churrasquito, Josué Reis. 

A partir deste fim de semana, há expectativa de que os bares e restaurantes possam voltar a atender durante a noite. Pedido nesse sentido partiu da prefeitura de Santa Maria ao governo do Estado (leia abaixo).

"Acredito que neste final de semana teremos novidades", antecipa secretário de Desenvolvimento Econômico 

Com o prejuízo acumulado no setor e a pressão sob o governador Eduardo Leite (PSDB), a tendência é que o governo estadual flexibilize as regras em vigor atualmente para bares e restaurantes. O atual decreto que determina o fechamento para atendimento ao público às 18h vale desta sexta-feira. 

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Maria, Ewerton Falk, relata que o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) mandou diretamente ao governador um pedido que haja uma flexibilização das medidas restritivas para o setor. Uma resposta deverá ser dada até este final de semana.  

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- Conversamos com a Ahturr na semana passada e eles nos deram um documento oficial em que o prefeito encaminhou diretamente ao governador. Acreditamos que neste final de semana teremos novidades por parte do Estado, e elas foram provocadas a partir de um movimento de Santa Maria porque a gente entende que, realmente, o setor está em uma dificuldade violenta - relata Falk. 

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Santa Maria, João Provensi, mostra-se otimista com a retomada. 

- O que está se comentando no Estado e, principalmente, na Capital é que o governador vai mudar o decreto. A esperança é grande, tendo em vista que os números da pandemia melhoraram - afirma.

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Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seção do Rio Grande do Sul, aponta que:

  • 79,5% dos bares e restaurantes do Estado demitiram funcionários durante a pandemia. Além disso, mais 10,4% pretendem fazer algum desligamento
  • 85,7% dos bares e restaurantes têm dívidas e aberto
  • 66,2% dos empresários deixaram de pagar impostos
  • 76,9% dos estabelecimentos operaram no prejuízo durante o mês de fevereiro
  • 56,8% dos estabelecimentos podem fechar as portas em definitivo nos próximos 60 dias
  • 83,8% dos bares e restaurantes trabalha à noite, sendo que 26,9% funcionam apenas no período noturno



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