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Prefeito e representantes do comércio falam sobre novas diretrizes para bandeira vermelha

Governador anunciou mudanças de protocolos dentro do modelo de distanciamento controlado

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)
Santa Maria segue em bandeira laranja no modelo de distanciamento controlado do Estado. Novas definições valem para municípios em bandeira vermelha

Foto: Renan Mattos (Diário)
Santa Maria segue em bandeira laranja no modelo de distanciamento controlado do Estado. Novas definições valem para municípios em bandeira vermelha

O governo do Estado divulgou, nesta terça-feira, novas diretrizes para regiões classificadas como bandeira vermelha, ou de risco alto de contaminação pelo coronavírus, no modelo de distanciamento controlado. A principal mudança é referente ao funcionamento do comércio e restaurantes.

A partir desta quarta-feira, comerciantes de cidades de bandeira vermelha poderão abrir de quarta-feira a sábado, em horário reduzido, das 10 às 16h, e com 25% dos trabalhadores. Já os restaurantes poderão ter atendimento presencial com 25% de lotação, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. 

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O prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB), afirma que as medidas são bem-vindas e que, para ele, o comércio não é foco de contaminação pelo coronavírus. 

- Não tenho a menor dúvida de que o comércio não é culpado. É uma série de fatores, como a questão da aglomeração e uso de máscara, coisas que dentro do comércio há um comprometimento absoluto. A nossa posição é manter os critérios que o governo estabeleceu. Se o Estado tem amparo técnico e científico para nos orientar, e está dando certo até agora, por que vamos mudar? - questiona o prefeito. 

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A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Maria, Marli Rigo, diz que o funcionamento do comércio, mesmo que em bandeira vermelha, é uma questão de sobrevivência do setor.

- É muito importante, se os dias e horários estão reduzidos ou não. Redobraremos os cuidados, cuidando o distanciamento. Isso prova que é uma questão de necessidade o comércio funcionar, é uma questão de sobrevivência das pessoas - relata a empresária. 

O presidente do Sindilojas Santa Maria, Ademir José da Costa, que também é um dos vice-presidentes da Facomércio-RS, vê com bons olhos a decisão do Piratini. 

- É uma coisa que nós estamos trabalhando com o governador por meio da Fecomércio. É uma necessidade que o comércio funcione mesmo que parcialmente para não quebrar as empresas. Se pudéssemos trabalhar todos os dias, seria bem melhor, mas o pior é nada - afirma o dirigente. 

Atualmente, Santa Maria segue classificada como bandeira laranja dentro do modelo de distanciamento controlado e as regras seguem as mesmas.

PROTOCOLOS
A médica infectologista Jane Costa alerta que os principais meios para evitar a disseminação do coronavírus são o distanciamento entre as pessoas, higienização e uso de máscara. Para ela, o fato do comércio varejista considerado não essencial não estar funcionando em cidades de bandeira vermelha não está reduzindo o número de casos. 

- Não está diminuindo o contágio. As pessoas precisam seguir direito os protocolos, isso sim. O que estamos observando é que as pessoas sem trabalhar estão tendo muitas complicações. Não sei se a restrição de horário é uma coisa boa, porque pode gerar aglomerações. Se tivesse um horário mais amplo, as pessoas poderiam se organizar melhor - pondera.


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