entrevista

'Geramos 80% dos empregos, mas não somos respeitados ', afirma presidente do Sindilojas

Ademir José da Costa participou do programa Direto da Redação da TV Diário

Redaç
Foto: Foto: Anselmo Cunha (Diário)

Foto: Anselmo Cunha (Diário) /

Em entrevista ao programa Direto da Redação, da TV Diário, ontem, o presidente do Sindilojas de Santa Maria, Ademir José da Costa, falou sobre o atual momento do setor frente à reabertura das lojas após três semanas de fechamento em função das restrições impostas pela pandemia.

       

Diário - Há um ano que o comércio sofre um abre e fecha em função da pandemia. Qual é a situação atual dos lojistas de Santa Maria?

Ademir José da Costa - É bem ruim, bem complicada. Nós tivemos penalidades muito fortes no período em que a pandemia se iniciou, com restrições rigorosas, sem necessidade. Não estou fazendo nenhum julgamento se foi ou não foi errado, até porque é muito mais fácil fazer a análise depois. Fechamos o comércio durante 30 dias, em março do ano passado, enquanto não tínhamos contaminação em Santa Maria. Com isso, a gente foi vendo os erros que se cometeram e os prejuízos que as restrições foram causando ao comércio, e as perdas foram violentas.

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Diário - Como está sendo o período de reabertura após as restrições impostas?

Costa - Estamos muito felizes que, neste momento, depois de tantas restrições a nível estadual, nível municipal, porque sempre Santa Maria restringiu mais do que o Estado, a gente está podendo trabalhar de segunda a sexta-feira. Não vi as notícias de hoje (ontem), mas ontem (quarta-feira) tivemos uma reunião com o setor do governo e há uma possibilidade de a gente conseguir trabalhar no sábado. Isso, para nós, do varejo, é muito importante. Porque os setores que trabalham durante a semana e que às vezes não conseguem vir comprar, eles vêm. Então, sábado é muito importante para a gente. As dificuldades do varejo são muito fortes, não são todos os setores. Alguns conseguem ir muito bem, os setores essenciais estão muito bem, mas um setor muito atingido é o de calçados, convecções, varejo e que são setores que eu gostaria até de falar porque ele nos atingem profundamente. Em um momento em que bares não estão funcionando, em que eventos não estão realizando casamentos, uma cadeia onde fornecedores não estão funcionando, o que gera uma riqueza muito grande, o que atinge o setor de confecções, calçados, cabeleireiros, todo mundo perde um pouco, porque as pessoas não estão comprando, se arrumando para sair. E, isso, também, gera um grande problema para nós do varejo. O setor do comércio sempre foi muito competitivo porque a gente sabe que se hoje fecham 10, amanhã têm oito abrindo no lugar. Nós, hoje, geramos cerca de 80% dos empregos de Santa Maria, mas não somos respeitados.

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Diário - Com o avanço da vacinação na cidade, o senhor enxerga uma retomada econômica?

Costa - A vacinação, para nós, será a salvação e da segurança das pessoas em voltarem a circular quando todos estiverem vacinados, para termos essa tranquilidade de sabermos que vai seguir a doença, mas a chance em termos de perdas é bem menor. Então, para nós, a vacinação é um alento. Estamos torcendo que o mundo consiga produzir vacina para atender toda a demanda, não só do Brasil.  


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