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Gasolina chega a R$ 5,69 em Santa Maria. E subirá mais

Tendência é que petróleo siga em alta no mercado internacional, o que impulsionará os preços dos combustíveis ainda mais

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Foto: Foto: Anselmo Cunha (Diário)


Foto: Anselmo Cunha (Diário) 

Em apenas uma semana, o litro da gasolina subiu mais de R$ 0,30 e é cobrado por volta de R$ 5,50 em Santa Maria. O aumento significativo é consequência da quarta elevação no valor dos combustíveis pela Petrobras somente neste ano. O mais recente chegou às bombas na sexta-feira - 10,2% na gasolina e 15,1% no óleo diesel.

Em resposta à elevação, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou o general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras. A interferência fez com que as ações da estatal na bolsa desabassem, chegando a cair 18% no meio da tarde de ontem. Antes da decisão, Bolsonaro havia anunciado, em transmissão ao vivo no Facebook, que vai zerar os impostos federais sobre o óleo diesel, o que deve fazer com que o litro do combustível seja reduzido em cerca de R$ 0,35 no Rio Grande do Sul.

A iniciativa é uma clara resposta aos caminhoneiros, que têm seus ganhos diretamente ligados ao preço do diesel, e que demonstram insatisfação em relação aos altos custos do combustível. A categoria tem forte mobilização e protagonizou uma greve que paralisou o país em 2018.

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OS MOTIVOS
São duas as explicações para o aumento significativo dos últimos meses. O primeiro é que, desde o governo Michel Temer (MDB), a Petrobras - que detém 98% da capacidade de refino do país - utiliza o mercado internacional para balizar o valor dos combustíveis no Brasil. A medida, à época, foi justificada devido aos sucessivos prejuízos que a estatal e detentores de ações da companhia acumulavam ao longo dos últimos anos.

A segunda explicação é a alta no preço do brent (petróleo cru) no mercado internacional. Existem duas explicações para a elevação de demanda: o frio extremo no hemisfério norte do planeta e o avanço da vacinação contra o coronavírus, com consequente retomada de atividades econômicas ao redor do mundo. Como comparação, em abril do ano passado, o brent fechou o mês cotado a US$ 25,27. Na última sexta-feira, estava na casa dos US$ 62,72.

A tendência, ao menos no curto prazo, é que o preço não pare de subir.

- As previsões são de que o barril chegue aos US$ 70 em breve, muito em função do inverno no hemisfério norte. Eles necessitam de muito petróleo para o aquecimento - explica o sócio diretor da rede de postos Santa Lúcia, Jones Santa Lúcia.

Se, por um lado, a Petrobras discute os rumos do preço dos combustíveis acompanhando a flutuação do mercado internacional, por outro, os proprietários de postos ouvem os reflexos diretamente dos consumidores.

- Não tem como não repassar os reajustes. Quem conseguiu, por exemplo, carregar uma ou duas cargas com o preço antigo, ainda consegue por alguns dias. Mas, hoje em dia, não tem mais - relata o empresário Antônio Peninha, proprietário dos Posto Peninha.

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POLÍTICA
A política de preços da Petrobras é o principal motivo para a oscilação recorrente dos preços dos combustíveis no país. Durante parte do governo Dilma Rousseff (PT), mesmo com o barril de petróleo em alta, a estatal congelava os preços, não deixando a elevação chegar ao consumidor, mesmo pagando mais caro pelo petróleo. A mudança veio após o impeachment, com Temer, quando a Petrobras passou a trabalhar com o preço da gasolina maior do que o do petróleo. Os reajustes começaram a ser constantes. O lucro da estatal cresceu.

- O grande cerne da questão é que tivemos uma política totalmente equivocada de preço durante o governo Dilma. O governo represou os preços da gasolina. Toda vez que um governo tentou fazer isso em uma estatal, deu muito errado - afirma o professor Daniel Coronel, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria.

O professor defende que o governo discuta, novamente, a política de preços da estatal:

- É preciso voltar a falar dessa política adotada e ver se, realmente, é a mais adequada. 


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