ocorrência natural

Entidades monitoram surtos de gafanhotos no Estado

Não há registro de nenhuma nuvem, apenas surtos pontuais em algumas cidades gaúchas. Insetos são nativos do RS e não migratórios

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Foto: Foto: Secretaria de Agricultura (Divulgação)


Foto: Secretaria de Agricultura (Divulgação)

Nesta semana, começaram a circular nas redes sociais imagens de gafanhotos em lavouras do Rio Grande do Sul. O fato gerou preocupação aos agricultores, uma vez que os grupos de gafanhotos são conhecidos pelo seu poder de destruição em plantações. Um comitê formado pela Secretaria Estadual de Agricultura com entidades que representam produtores e pesquisadores, no entanto, alerta que a ocorrência destes gafanhotos não é tão ameaçadora como as nuvens que foram registradas na Argentina durante o mês de agosto e se aproximaram do Estado

O professor Jerson Guedes, do Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da UFSM, explica que a espécie de gafanhotos já foi identificada e é nativa do Estado, ou seja, não é espécie migratória. Sendo assim, os insetos nasceram na proximidade do local onde foram localizados e não é comum que eles se desloquem em grandes distâncias.

- São surtos pontuais. Essa espécie já existe no Rio Grande do Sul há bastante tempo. O que acontece é que agora, até por causa da exposição relacionada a nuvens de gafanhotos nos últimos meses, o pessoal está mais atento. Ainda estamos investigando as reais consequências e abrangência deste surto. Mas, a suspeita é que se trata de uma espécie endêmica e comum. Mas, apesar disso, também acabam causando danos quando alcançam alguma lavoura - relata o pesquisador.

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Conforme a Secretaria de Agricultura, as investigação sobre surtos de gafanhotos se concentram na região noroeste do Estado, onde foram registrados os primeiros surtos. As informações de ocorrência partiram dos produtores, sindicatos rurais e entidades da região. Segundo Guedes, há registro de uma ocorrência também em Cachoeira do Sul. Mas, como a espécie de gafanhotos encontrada não é migratória, não é esperado que se desloque para outras regiões, como a de Santa Maria.

- Há equipes diligenciando a região noroeste para o monitoramento e orientação aos produtores. A secretaria está avaliando as medidas necessárias de resposta, havendo necessidade - explica o agrônomo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do RS. 

O comitê ainda não identificou a causa exata dos surtos, mas é provável que esteja relacionada com os longos períodos de estiagem dos últimos meses. Com as temperaturas mais altas, há menos predadores naturais ativos para combater esses insetos quando aparecem. 

Por enquanto, não há nenhum produto químico ou medida de controle autorizada para combater os focos de surtos da espécie identificada. Mas, o comitê enviou um pedido para que o Ministério da Agricultura libere alguns produtos para tratamento fitossanitário, além da contratação de serviços de aplicação.

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*Colaborou Janaína Wille


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