safra de novembro

Área plantada de trigo deve aumentar 17% na Região Central

Principal cultura de inverno, comércio do grão servirá para produtores rurais recuperarem uma parte dos prejuízos que tiveram com a soja

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Foto: Foto: Cotrijuc (Divulgação)
Plantações de trigo começam a se desenvolver na região de Júlio de Castilhos

Foto: Cotrijuc (Divulgação)
Plantações de trigo começam a se desenvolver na região de Júlio de Castilhos

Os campos da Região Central começaram a verdejar com a principal cultura de inverno, o trigo. Essas terras antes serviram de base para a soja, que teve a safra castigada pela estiagem. Agora, elas veem crescer o grão que dá origem a tantos alimentos do dia a dia da mesa da maioria das famílias, como pão e farinha.

De acordo com dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a expectativa é que a colheita, em novembro, seja cerca de 17% maior do que a última (veja os dados abaixo).

Em 2019, o total da área plantada ficou em 44 mil e 551 hectares. Em 2020, o número deve ficar em torno de 55 mil e 590 hectares. O levantamento é feito junto aos agricultores, com base na intenção de plantio.

O engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater, Luis Fernando Oliveira, diz que a safra do trigo pode representar um novo fôlego para os cofres dos produtores rurais, bastante afetados pela quebra na safra da soja. O trigo é vendido para cooperativas e empresas cerealistas.

- Podemos ter um relativo atraso no plantio esse ano, por conta das chuvas das últimas semanas. Nem todos começaram a plantar. A chuva também pode levar alguns a desistirem do trigo em 2020 - acrescenta Oliveira.

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QUALIDADE
O técnico agrícola da Getagri Assessoria Agrícola, Felipe Mello, explica que o aumento da área plantada se deve à previsão de boas condições climáticas para o crescimento do grão. A necessidade de recuperar prejuízos financeiros também fala alto.

- Temos o trigo tipo pão, muito pedido pelos moinhos. O nosso tem a mesma qualidade do cereal argentino, de onde o Brasil importa o grão muitas vezes. Assim, as plantações fomentam o mercado interno - explica Mello, que presta assessoria para a Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc), uma das três maiores do Rio Grande do Sul.

Além da rentabilidade econômica, o trigo serve como palhada, método usado para proteger o solo que receberá a soja daqui a alguns meses. Na região, Tupanciretã se manterá como a maior produtora do grão, com 15 mil hectares plantados.

PREVISÃO DO PLANTIO DE TRIGO NA REGIÃO CENTRAL

  • Cacequi - 720
  • Cachoeira do Sul - 4.500
  • Capão do Cipó - 6.000
  • Itaara - 200
  • Ivorá - 350
  • Jari - 4.500
  • Júlio de Castilhos - 7.000
  •  Nova Palma - 500
  • Novo Cabrais -120
  • Pinhal Grande -1.200
  • Santa Maria - 300
  • Santiago - 6.000
  • São Francisco de Assis - 2.500
  • São Martinho da Serra - 3.000
  • São Sepé - 1.200
  • Tupanciretã - 15.000
  • Unistalda - 1.500
  • Vila Nova do Sul 1.000
  • Total - 55.590

*Colaborou Rafael Favero


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