Reportagem especial

VÍDEOS: de quem é a responsabilidade e qual é o destino do lixo gerado em Santa Maria?

Em meio a uma pandemia, a atitude de cada um reflete em toda a cidade

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Foto: Fotos: Pedro Piegas
O ?estar mais em casa? por conta da pandemia fez apenas com que o excesso de embalagens mudasse de lugar. Resíduos do que se consumia em lugares públicos agora fica nos lares e, na maioria das vezes, é descartado em local errado

Fotos: Pedro Piegas

O "estar mais em casa" por conta da pandemia fez apenas com que o excesso de embalagens mudasse de lugar. Resíduos do que se consumia em lugares públicos agora fica nos lares e, na maioria das vezes, é descartado em local errado

Com o isolamento domiciliar, o lixo, que já era um assunto muito discutido na pauta ambiental do mundo, volta a ser um dos principais problemas no quesito sustentabilidade. Principalmente na luta contra o novo coronavírus, não se pode negligenciar essa questão. Afinal, tudo o que acumulamos ou descartamos, de forma consciente ou não, tem efeito no meio ambiente. E essas consequências podem permanecer por muito tempo. Nesta pandemia, se por um lado, percebemos a diminuição de circulação de pessoas nas ruas, por outro, deparamo-nos com o aumento do lixo domiciliar.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), estima-se que, durante o período de emergência sanitária decorrente da pandemia da Covid-19, e por conta das medidas de isolamento, a geração de resíduo domiciliar cresceu em mais de 10% e deve chegar a 15% a 20% a mais na maioria das cidades brasileiras. Estima-se, ainda, um crescimento bastante considerável na geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde.

Em Santa Maria, também já dá para perceber essa realidade. Conforme dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, houve um aumento de resíduos na cidade de 550 toneladas entre os meses de março e maio deste ano, em relação a 2019. Nos primeiros cinco meses de 2020, o crescimento total foi de 821 toneladas em relação ao mesmo período do ano passado.

O que se compreende nisso tudo é que, em casa, os hábitos de consumo, que antes eram praticados nas ruas, parques, shoppings, bares e restaurantes, apenas mudaram de lugar. Com isso, o acúmulo ou o descarte incorreto de sacolas, pacotes, copos, pratos e bandejas tende a ser um outro "vírus" a ser vencido.

Nesta reportagem, o Diário traz alguns dados sobre a coleta seletiva na cidade, histórias de quem adotou o descarte correto como estilo de vida e dicas de como cuidar mais do lixo nosso de cada dia.

"O discurso é bonito, mas falta informação"

Foto: arquivo pessoal
Catia tem a sustentabilidade como prática diária

A infância no interior e a convivência com o avô que tinha a atenção ao meio ambiente como rotina influenciaram a arquiteta e especialista em sustentabilidade e projetos corporativos Catia Verônica Lisboa a cuidar da natureza. Em distanciamento social para se proteger do coronavírus, ela, como muitos santa-marienses, passou a pedir mais entregas em casa. Mas evita o que vêm com muitas embalagens e resíduos não aproveitáveis.

- Se não mudarmos os hábitos de descarte e consumo, o impacto na natureza será irreversível. Não é só o lixo descartável que aumentou. O resíduo orgânico também entra nesta conta. Não é fazer campanha contra os pedidos em casa. É evitar serviços que exageram na quantidade de sacolas, isopor e plásticos. Podemos e devemos exigir atendimentos que cuidem do planeta - diz a arquiteta.

Sacolas retornáveis fazem parte dos itens de uso de Catia. Em contrapartida, isopor não é bem-vindo por não ser reciclável e pouco aproveitável.

- Separe os orgânicos, eles não são lixo, viram adubo. Converse com os fornecedores, diga não à sacolas plásticas, descarte os eletrônicos nos pontos corretos. Se puder, plante temperinhos em casa - sugere a arquiteta.

Por mais informação

Catia aponta que há pouca informação a respeito da sustentabilidade. Para ela, conhecer os efeitos é a melhor maneira de mudar os maus hábitos. Ela entende que, às vezes, o custo de ser sustentável é mais alto:

- Isopor é barato, plástico compostável e alimentos orgânicos são caros. Não sei por que o "amigável" custa mais. Mesmo assim, devemos insistir. É para o bem de todos. Precisamos da educação ambiental. Será que as pessoas sabem que os contêiners laranjas servem apenas para o descarte de resíduos recicláveis?

"Separe o lixo sempre. Na dúvida, faz a tua parte"

Greice De Bem Noro também vende e compra por delivery. No entanto, insiste em entregas com menos embalagens e disponibiliza sacolas e potes biodegradáveis aos clientes

Empresária e ambientalista assumida, Greice De Bem Noro identifica-se nas duas pontas desse cenário, que além de sustentável, implica na economia. Proprietária de um estabelecimento comercial na área alimentar, ela vende e entrega produtos na casa dos clientes. Além disso, como professora de Administração, participou de vários projetos da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (Asmar). Para Greice, cuidar do ambiente em que se vive é uma questão social, econômica e, principalmente, afeta na saúde como um todo.

- Fico triste ao ver minha cidade tão atrasada nesse assunto. Esses dias, saí com o meu marido e fiz várias fotos das ruas. Vimos lixo jogado no chão, pichações e toda espécie de sujeira e descuido. Estamos longe, não só na falta de conscientização ambiental, mas de estrutura e recursos para que a coleta seletiva se efetive. Cuidar do meio ambiente envolve consciência e gestão. Não adianta exigirmos que os cidadãos façam a parte deles se não oferecermos condições - questiona a empresária.

Adianta separar?
Muitos argumentam que "separam o lixo, mas tudo fica misturado nos contêiners". Mesmo assim, na opinião de Greice, selecionar resíduos é fundamental, visto que, lá no aterro, essa atitude vai fazer diferença para quem manuseia os objetos:

- Para dormir tranquilo, na dúvida, faz a tua parte. Cada ação é fundamental neste aspecto. Aqui na loja, quem trouxer o pote de volta, ganha desconto. E tem mais. Todas as embalagens que usamos são recicláveis. Sacolas de plástico, canudinhos e o isopor agridem, e muito, o lugar em que vivemos.

Eletrônicos, lâmpadas, pilhas e remédios precisam ser descartados no lugar correto, alerta Greice, porque podem cortar ou contaminar quem os manuseia (veja mais na página ao lado). Limpar caixinhas de leite e garrafas pet têm que estar na rotina das pessoas, assim como carregar sacolas retornáveis:

- Mas não adianta tudo isso, se não houver fiscalização. É tudo uma rede. Lavar as mãos, usar álcool gel, consumir menos era para ser básico. Ver o descaso do ser humano acaba comigo.

Tele-entrega ou drive-in, mas com embalagem sustentável

Desde que o atendimento presencial foi suspenso, Felipe Weber passou a vender somente por encomenda. Além de priorizar a qualidade do produto, ele evita danos à natureza

Luiz Felipe Weber, sócioproprietário da Tribano Bar e Cozinha, conta que o estabelecimento trabalha com delivery há um ano. Há três meses, com atendimento presencial suspenso, todo o atendimento é por tele-entrega ou drive-in, em que o cliente recebe o produto no carro. E, pensando no meio ambiente, todas as refeições são entregues em sacos kraft. Já as sacolas plásticas são utilizadas apenas quando chove.

Ainda conforme o empresário, há poucas semanas a Tribano não usa mais caixas de isopor.

- Eu repudiava o isopor por vários motivos, entre eles, os danos ao meio ambiente, já que não tem nem prazo para se decompor e não há como reciclar. Além disso, no recipiente, os lanches que, no nosso caso, tem o pão como principal ingrediente, tendem a murchar - explica Luiz.

UMA REDE

Todo produto vem de algum lugar e vai para outro. Só que esse processo não se dá sozinho. Muitas mãos são envolvidas. Da fábrica ao consumidor, a natureza atua do início ao fim. Nesta rede, e em uma época em que as pessoas não devem sair de casa, os pedidos para entregas aumentam. Com isso, o descarte não fica mais por conta do restaurante ou das lojas, é uma obrigação individual que influencia, e muito, no coletivo.

Gestor de negócios da Delivery Much, serviço de encomenda on-line, Alexandre Cardoso assegura que o número de pedidos pelo aplicativo realmente aumentou desde o início da pandemia. A empresa, que tem origem em Santa Maria, atende restaurantes, lancherias e mercados.

Alexandre acrescenta que, hoje, para muitos estabelecimentos, o delivery é a única opção de atendimento. Outro diferencial, segundo o empresário, é que mesmo quem nunca haviam trabalhado com delivery, precisou migrar para o serviço.

- Estamos cientes do problema dos descartes incorretos, e orientamos os estabelecimentos a priorizarem embalagem de boa qualidade. O maior agente de mudança, neste caso, deve ser a prefeitura, fornecendo infraestrutura para o descarte ideal. Com certeza, seremos os primeiros a apoiar e nos engajar nesta causa - comenta Cardoso.

Para ele, o ideal é que todos os estabelecimentos utilizem embalagens biodegradáveis, mas o maior impeditivo é o custo. Outro problema, segundo Cardoso, é a menor resistência destas embalagens se comparadas às convencionais, podendo não resistir a produtos pesados.

"O descaso com a natureza, pode fazer mal à saúde"Fotos: Gabriel Haesbaert

Engenheira ambiental e sanitarista, Natana Schmachtenberg adverte sobre os riscos de descartar materiais em lugares errados. A Químea, onde ela trabalha, disponibiliza 25 pontos de coleta de eletroeletrônicos em Santa Maria. Na cidade, os contêiners laranjas são para liberação de resíduos secos

De acordo com a engenheira ambiental e sanitarista Natana Schmachtenberg, nem tudo o que se descarta é lixo e muitas pessoas tiram o sustento de objetos dispensados nas residências. Segundo ela, é das lixeiras que milhares de famílias tiram os recursos para sobreviver.

- Não cuidar do próprio lixo impacta no desenvolvimento de plantas e animais, na economia, na contaminação do solo e das águas, bem como no bem-estar e na saúde do próprio ser humano. Por exemplo, resíduos como tonéis e pneus podem ser reutilizados ou reciclados. No entanto, se expostos a céu aberto, além de poluir, podem ser foco para proliferação de pragas, como o mosquito transmissor da dengue. Poluição e contaminação estão diretamente ligadas ao descarte incorreto do lixo - explica.

Natana diz que é necessário mais informações sobre a sustentabilidade e acrescenta que é importante cada uma fazer a sua parte, separando diferentes tipos de resíduos de forma correta:

- O lixo de banheiro, por exemplo, não é reciclável. Guardanapos ou bandejas de papel com resíduos de gordura e alimentos não se aproveitam, já que estarão sujos. Já as máscaras de pano usadas durante a pandemia devem ser lavadas e, se possível, reutilizadas. Caso for dispensar a máscara, coloque em um saquinho fechado com identificação e jogue no lixo do banheiro. E atenção: uma simples folha de papel poderá ser reciclada se não for colocada na lixeira do banheiro ou em contato com resíduos orgânicos.

Perigo
Faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Logística Reversa, que determina que estabelecimentos recebam lâmpadas, baterias e pilhas, além de outros itens contaminantes. O objetivo é que esses materiais não ofereçam perigo às pessoas que os manuseiam. Produtos eletroeletrônicos entram nesta lista. Coordenadora do setor ambiental da Químea, Natana atua no plano de gerenciamento de resíduos sólidos de empresas:

- Para esse processo é fundamental realizar treinamentos, orientando as pessoas quanto ao manuseio, separação e destinação correta de resíduos. Tudo está relacionado com a saúde. O Brasil já conta com uma melhora no comportamento ambiental. Em contrapartida, enfrentamos o aumento de resíduos, como máscaras de proteção, luvas, entre outros.

Foto: Gabriel Haesbaert

Para o catador Pedro Alan Osório, 22 anos, se a população separasse pelo menos lixo orgânico do inorgânico, o trabalho dele renderia mais dinheiro. Resíduo úmido misturado ao seco faz com que muito material se perca, segundo ele.

- O pessoal costuma separar só o papelão. Quando chego em casa, depois de passar o dia catando, tenho que fazer todo o trabalho de separação novamente - diz Osório que, na quarta-feira, puxava uma carrocinha cheia de papelão e vasculhava um contêiner da Rua Tuiuti.

Natana lembra que há alguém no final desse processo:

- Um pai, uma mãe ou um filho trabalha no lixo que você gera. Vamos cuidar do planeta, da saúde e uns dos outros, mais do que nunca, como um novo hábito. (Colaborou Rafael Favero)

O que é reciclável?

É todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou do todo. Esses materiais poderão retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais. A Resolução Conselho Nacional do Meio ambiente (Conama) estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos gerados. O método é adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. Confira abaixo:

Saiba o código de cores para os diferentes tipos de resíduos

  • Azul - papéis de todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não recicle papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono
  • Vermelho - plásticos 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados
  • Verde - vidros quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana
  • Amarelo - além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos.  Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora 
  • Preto - madeira
  • Laranja - resíduos perigosos
  • Branco - resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
  • Roxo - resíduos radioativos
  • Marrom - resíduos orgânicos
  • Cinza - resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

Mais lixo com o isolamento

A pós a adoção de medidas restritivas para conter a propagação do novo coronavírus, como o isolamento social, Santa Maria registrou um aumento na geração de lixo doméstico. Conforme levantamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, houve um acréscimo no total de resíduos coletados, principalmente nos meses de abril e maio, na comparação com o mesmo período do ano passado (confira no quadro). Somente nos primeiros cinco meses de 2020, o município registrou a geração de 821,7 toneladas a mais de resíduos em relação aos primeiros cinco meses de 2019. Entre as causas para esse aumento, estão o maior consumo de alimentos e outros artigos em casa (compras online e delivery), com o consequente uso de mais embalagens, e o tempo em casa, o que, em um primeiro momento, levou muita gente a realizar "faxinas", desfazendo-se de materiais que estavam guardados. 

- A tendência é de estabilização na geração de resíduos e da volta à normalidade. E, mesmo com permanência da pandemia por mais um período, pode haver decréscimo por conta da redução do consumo, por razões econômicas - comenta o secretário de Meio Ambiente, Guilherme Rocha.

Foto: Pedro Piegas (Diário)
Além do material recolhido em Santa Maria, muitos depósitos irregulares surgiram na cidade. Descarte de resíduos não atende legislação ambiental

Essa ponderação no consumo se explica pela mudança de comportamento da própria população. Logo no início da pandemia, a preocupação e a ansiedade exageradas fizeram com que muitas pessoas realizassem compras desnecessárias, estocando alimentos e outros produtos. Passado esse primeiro momento, o consumo voltou a ser mais ponderado. Mesmo assim, com as restrições adotadas pelo Estado e pelo município, as compras por internet ou aplicativo ainda irão predominar, resultando em mais embalagens e pacotes.

O ideal, segundo os ambientalistas, é reduzir a geração de resíduos. Caso isso não seja possível, há maneiras de contribuir para que o material possa ser reutilizado. Conforme orientações da Secretaria de Meio Ambiente, a população deve fazer a sua parte, verificando o tipo de embalagem em que veio o produto. No caso de alimentos, é preciso conferir se não há resíduos, como restos e gordura. 

Os materiais recicláveis - papel, papelão, alumínio, embalagens plásticas, etc - devem ser limpos e separados dos demais resíduos e destinados aos pontos de recolhimentos de materiais recicláveis. A separação dos resíduos evita a contaminação dos materiais recicláveis e facilita a retirada desse material por selecionadores. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305) estabelece que a população, que é a geradora do lixo, é responsável pelos resíduos produzidos. Dessa forma, conforme orientação da Secretaria de Meio Ambiente, uma maneira de ampliar a contribuição é reduzir o volume do que hoje é destinado ao aterro e levar os resíduos diretamente aos locais que trabalham com a reciclagem, tais como associações e cooperativas. 

- Buscar alternativas de redução diária dos resíduos que geramos é fundamental. Podemos ponderar em relação aos produtos comprados, quanto a sua real necessidade, durabilidade, embalagens e, ainda, implantar de composteiras domésticas, que são viáveis em qualquer moradia inclusive apartamento - destaca o secretário.



Na ponta, os riscos de quem vive da coleta

Apesar do aumento no volume de resíduos gerados em Santa Maria nos últimos meses, quem está na ponta da linha e depende da coleta para obter e renda e garantir sua sobrevivência não tem muito o que comemorar. Na Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (Asmar), a carga de produtos considerados recicláveis diminuiu. Mas, pela falta de informação ou de consciência, até luvas e máscaras chegaram a ser destinadas ao local.

- É preciso que as pessoas entendam que nosso trabalho depende de uma matéria-prima. Se cada um fizer sua parte, vamos todos contribuir para melhorar a saúde pública e das pessoas - explica uma das coordenadoras da Asmar, Margarete Vidal.

O fazer a sua parte, a que ela se refere, é separar o material que é reciclável e, preferencialmente, destinar as embalagens já limpas. Margarete ressalta que isopor, çuvas e máscaras não são produtos reciclados pela associação. A Asmar e outras organizações que trabalham com reciclagem em Santa Maria têm como matéria-prima papel, papelão, plástico, vidro e metais.

- O que é descartável em uma residência é nossa fonte de renda. Nossos trabalhadores merecem cuidado e respeito, e contamos com a população para manter nossa saúde e da cidade - reforça.

Segundo Margarete, a limpeza de embalagens e potes, por exemplo, ajuda não somente o trabalho na associação mas é também fundamental para evitar a proliferação de insetos e roedores nos pontos de coleta e até mesmo dentro das residências.

- Com mais compras por delivery, se cada um destinar corretamente as embalagens, vai ajudar a todos - pede Margarete.

CONSCIENTIZAÇÃO

A atitude responsável quanto ao lixo gerado nas casas começa pelas famílias. E essa contribuição começa pela separação dos resíduos e utilização correta dos coletores públicos.

No município, a instalação de contêineres de cores diferentes tentou auxiliar ña separação do que pode ser reciclado e do que não é. Nesse sentido, 10 contêineres de cor laranja foram colocados em locais estratégicos, como forma de dar início à coleta seletiva na cidade. O projeto previa a instalação de 100 desses coletores.

Porém, segundo informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, essa proposta será reavaliada, uma vez que boa parte das pessoas não tem colaborado com a separação, destinando qualquer tipo de resíduos nesses recipientes e inviabilizando o destino às associações. 

No ano passado, a prefeitura lançou a campanha "Recicle no Laranja", com o objetivo de orientar a população a utilizar corretamente os contêineres destinados aos materiais recicláveis. Mesmo assim, pouca coisa tem sido destinada às associações. Além do pouco volume de resíduos corretamente separados, grande parte do material nobre dos contêineres laranjas são recolhidos por selecionadores de rua.

A Secretaria de Meio Ambiente disponibiliza uma de lista de pontos de entrega licenciados. Confira:

Resíduos da construção civil

  • Material - Alvenaria (com e sem resíduos, gesso, madeira de obra
  • Local - Eco Santa Gestão Integrada de Resíduos, na BR-158, 440, Bairro Pinheiro Machado
  • Informações - (55) 3222-9999

Lâmpadas fluorescentes

  • De acordo com a Lei Municipal 5.539/2011, os estabelecimentos comerciais revendedores de lâmpadas são obrigados a recebê-las
  • Após o esgotamento energético ou vida útil, os usuários podem entregá-las nesses locais (hipermercados, supermercados, mercearias de bairros, lojas de materiais de construção, lojas de material elétrico, distribuidores, atacadistas e estabelecimentos que comercializam este tipo de produto

Vidros

  • Material - Todo tipo de resíduo de vidro
  • Local - Maringá Metais, na Rua Miguel de Carvalho Macedo, 250, Bairro Uglione
  • Informações - (55) 3213-2074 ou pelo e-mail [email protected]

Componentes eletrônicos

  • Material - Monitor com tubo, estabilizador/no break, placas vídeo-mãe, aparelhos celulares, impressoras, memórias, HDs, conectores, coolers, fontes, fios e cabos de força, processadora de cerâmica, processador de acrílico, drives e disquetes, cd-rom, teclados, mídias (cds ou dvds), mouses
  • Local - Maringá Metais
  • Informações - (55) 3213-2074 ou pelo e-mail [email protected]

Inservíveis da linha branca

  • Material - Máquinas de lavar, geladeiras, máquinas de secar, lava-louças, freezers
  • Local - Maringá Metais
  • Informações - (55) 3213-2074 ou pelo e-mail [email protected]
  • Local - Eco Santa Gestão Integrada de Resíduos
  • Informações - (55) 3222-9999

Pneus

  • Material - Todo tipo de resíduo de pneu
  • Local - Ecotires Soluções Ambientais Ltda
  • Informações - (55) 3263-2393, 98454-3198 ou no site ecotires.com.br

Móveis

  • Material - Resíduos inservíveis de móveis
  • Local - Eco Santa Gestão Integrada de Resíduos
  • Informações - (55) 3222-9999

Isopor e plásticos

  • Material - Resíduos de todo tipo de isopor e plástico
  • Local - Eco Santa Gestão Integrada de Resíduos
  • Informações - (55) 3222-9999


Como separar o lixo doméstico

Recicláveis

  • Não misture recicláveis com orgânicos, como sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes
  • Coloque plásticos, vidros, metais e papéis em sacos separados
  • Lave as embalagens do tipo longa vida, latas, garrafas e frascos de vidro e plástico. Seque-os antes de depositar nos coletores
  • Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel ou colocados em uma caixa para evitar acidentes

Lixo comum

  • Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos sujos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários
  • Clipes, grampos, esponjas de aço, canos
  • Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana
  • Pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos

Embalagens mistas

  • Prefira embalagens mais simples. Mas, se não tiver opção, desmonte-as, separando as partes de metal, plástico e vidro, depositando cada parte nos coletores apropriados
  • No caso de cartelas de comprimidos, é difícil separar o plástico do papel metalizado. Descarte-as junto com os resíduos plásticos

EXPEDIENTE
Reportagem - Carmen Staggemeier Xavier e Luisa Neves
Colaborou - Gabriele Bordin
Fotos - Gabriel Haesbaert e Pedro Piegas
Edição de vídeos - Rodrigo Nenê


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