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VÍDEO: jogador da várzea vive drama após lesão grave e aprovação em concurso

15 Maio 2019 07:30:00

Vinícius Bebê rompeu os ligamentos do joelho e precisa de R$ 37 mil para cirurgia de reconstrução


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Todos que acompanham o esporte sabem que um único lance pode mudar destinos. Foi mais ou menos isso o que aconteceu com Vinícius Dias da Silva, o Bebê, hoje com 23 anos, em dezembro do ano passado. Mas, no caso dele, as consequências foram negativas. Ele jogava pelo Maringá, de Santa Maria, e enfrentava, no campo do Juventude, o Mata/Clarion, semifinais da Copa Diário.


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- No primeiro jogo ganhamos de 1 a 0 com gol meu. Comemorei com um negócio que faço no salão e em todo lugar que jogo, uma máscara. A foto saiu no jornal e a gurizada achou que eu estava provocando eles. Então, passaram a semana inteira me provocando por mensagens para que eu não fosse jogar a segunda partida. Só que precisava do dinheiro. Eu tenho o piá pequeno, só com o salário não dava. Então fui - conta Bebê.

Em uma cobrança de lateral, ainda no começo da partida, recebeu a bola e o adversário chegou para a dividida. A marca da pancada na canela da perna direita segue até hoje, mas a parte que mais sofreu foi o joelho. Mais tarde, o jogador teve constatado o rompimento parcial de alguns ligamentos do joelho e total de outros, além do descolamento do menisco. Passados mais de cinco meses, Vinícius ainda se locomove com a ajuda de muletas.

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- Com oito minutos já tinha sofrido quatro faltas. Não foi sem querer, não foi coisa de jogo, todo mundo viu - desabafa.

Para entender melhor a história, é preciso conhecer a trajetória de Vinícius. Nascido e criado na Vila Oliveira, Bebê jogava futebol desde os sete anos. Na base do Inter-SM, ganhou projeção para o futebol e chegou a atuar profissionalmente pelo Tupi, de Crissiumal, na Divisão de Acesso de 2016, e pelo Aimoré no segundo semestre. Mas aí, o pequeno Gabriel apareceu em sua vida.

- Minha esposa ficou grávida, e como o futebol do interior é só no primeiro semestre, não quis arriscar e resolvi parar, arranjar um trabalho - relata.

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Aposentado precocemente do futebol profissional, Vinícius passou a atuar pelo futebol amador, onde passou por diversos times de Santa Maria e da Região. Segundo ele, ganhava entre R$ 300 e R$ 400 por domingo de jogo, um complemento na renda da jovem família. Neste meio tempo, também fez um concurso para o Corpo de Bombeiros e foi aprovado. Bebê ainda está na expectativa de ser chamado para trabalhar.

VOCÊ PODE AJUDAR
Com a lesão que o impede de trabalhar e faz com que passe a maior parte do tempo em casa, não há mais a renda fixa do emprego e nem do futebol amador em que, segundo os médicos, Bebê nunca mais poderá atuar. Ele, a esposa Fernanda e o filho Gabriel residem com a família dela, em Santa Maria, de quem recebem apoio financeiro. Bebê também está recebendo auxílio-doença no período enquanto não puder voltar ao trabalho.

A cirurgia é cara e a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para a consulta com especialista está estimada em mais de seis anos. Vinícius já entrou na Justiça para conseguir a cirurgia, mas não obteve sucesso. A única forma de conseguir a cirurgia de reconstrução do joelho é por médicos particulares. O procedimento está orçado em R$ 37 mil e nem ele nem a família dispõe do montante. Por isso, Bebê conta com a solidariedade. Uma vaquinha online, iniciada em 27 de abril, busca arrecadar o valor. Por ali, já foram doados, até ontem, R$ 1.665, 4,5% do total necessário. Com outras doações recebidas por outros meios, Bebê estima ter R$ 2 mil para o procedimento. A campanha "Joelho para o Bebê" se encerra em outubro.

Quem quiser ajudar pode doar pela internet neste link.

*Colaborou Felipe Backes


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