expectativa pela retomada

VÍDEO: ídolo do Inter-SM, Chiquinho encara nova rotina e luta pela volta da Divisão de Acesso

Camisa 10 alvirrubro, o meia, que mora em Santa Maria, treina em casa enquanto aguarda pela retomada dos jogos

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Foto: Pedro Piegas (Diário)
Um dos novos passatempos do jogador é a carpintaria

11 de março de 2020. Foi nesse dia, em Bagé contra o Guarany a última vez que o meia Chiquinho, de 39 anos, craque e capitão do Inter-SM, entrou em campo para um jogo oficial válido pela Divisão de Acesso. Desde então, com a suspensão do torneio por conta da pandemia do novo coronavírus, a rotina do veterano dos gramados do interior gaúcho mudou completamente. Morador de Santa Maria, Francisco Ribas Resende agora se dedica a afazeres domésticos, treinamentos físicos dentro da própria casa e luta, em conjunto com jogadores representantes de outras equipes, pelo retorno dos jogos nas divisões inferiores do futebol gaúcho.


ROTINA

Gaúcho de Bagé, o camisa 10 não dispensa um bom chimarrão pela manhã e as vestimentas no estilo gaudério, como bota, bombacha e boina. Mesmo sem os treinamentos no clube, que tomavam todo o tempo do dia, Chiquinho segue acordando cedo, por volta de 7h. A esposa e o filho trabalham fora, e uma das filhas casou durante a pandemia e mudou de casa. Com o contrato com o clube suspenso, via Medida Provisória do Governo Federal, o atleta passa o tempo em casa.

A retomada da Série A do Gauchão é um alento para o Inter-SM

- Os afazeres domésticos têm ficado por minha parte. Sou um cara muito ativo. Quando acordo, o momento que sossego é quando tomo chimarrão. Depois, sempre estou fazendo alguma coisa. Todo dia tem roupa para lavar, fazer comida, arrumar a casa. Mas onde mais tenho me entretido, é na montagem de palets. Minha filha tinha palets no quarto dela, e quando ela foi para a casa dela, desmontei e acabei fazendo alguns móveis - conta.

A garagem, nos fundos da residência, é o local de trabalho do agora carpinteiro. Apenas com algumas ferramentas básicas, como serrote e martelo, o capitão apresenta com orgulho alguns dos objetos fabricados, como um portão e uma mesinha.

Virtualmente, Inter-SM retoma os treinamentos

Para ele, o período da pandemia também é de reflexão e aprendizagem.

- Para nós, atletas, que passamos a maior parte do nosso trabalho viajando, concentrando, dentro do próprio do clube, é agora, nesse período em casa, que a gente como vê como é importante valorizar nossa família - relata.

TREINOS
Os atletas foram pegos de surpresa com a paralisação do campeonato, ainda em março. Chiquinho seguiu treinando, por conta, todos os dias por dois meses após a parada. Só não imaginava que fosse durar tanto tempo.


Foto: Pedro Piegas (Diário)
Chiquinho realiza os exercícios na própria garagem

- Depois, sem perspectiva de retorno, a gente acaba se desmotivando um pouco, porque não se vê uma solução por parte dos comandantes da competição. Tudo muito indefinido, fiquei o mês de junho praticamente sem treinar - desabafa.

Em julho, o clube retomou os treinamentos de forma online, com orientações da comissão técnica. Chiquinho realiza os exercício na sala de casa, quando não precisa de tanto espaço, ou na garagem. São exercícios físicos, estacionários, sem bola.

APOSENTADORIA
Mesmo com toda as dificuldades e com 39 anos completados em junho - uma idade já avançada para o futebol - o ídolo alvirrubro descarta uma aposentadoria.

Estão definidos os semifinalistas do segundo turno do Campeonato Gaúcho

- Não cogitei aposentadoria em nenhum momento. Já passei por uma situação como essa em 2017. Eu tinha parado de jogar e fui trabalhar em uma outra empresa. Na época, o Vinicius Munhoz, treinador, me convenceu que eu ainda poderia contribuir pro futebol. Hoje, não penso em parar de jogar, muito pelo contrário. Sei que o retorno, para os atletas, vai ser bem difícil, mas a gente tem que se superar. Sou um cara muito motivado em conquistas, não me limito pela minha idade. Ainda tenho sonhos dentro do futebol, dentro do Inter-SM - garante.

MOBILIZAÇÃOFoto: Pedro Piegas (Diário)
Veterano e conhecido no futebol gaúcho, Chiquinho busca usar a influência para pressionar pela retomada do esporte

Chiquinho faz parte de um grupo de jogadores que, em conjunto com o Sindicato dos Atletas, busca expôr o ponto de vista dos atletas durante a pandemia. Esse grupo, em contato diariamente via redes sociais, pressiona pela retomada do futebol e o término das competições dentro do campo também em divisões inferiores, e não apenas no Campeonato Gaúcho, como vem acontecendo. Entretanto, a pressão maior é para que as entidades que comandam o esporte auxiliem clubes do interior, que penam no sentido financeiro.

- É inevitável que os protocolos existam, pela segurança dos atletas e das pessoas que nos cercam. Temos visto o Campeonato Gaúcho trabalhado de forma correta, com testes e tudo mais. No futebol do interior, há uma dificuldade financeira muito grande, e é provável que os clubes não tenham recursos para praticar esses protocolos em um nível excelente. Então, acredito que, pela competência da FGF, junto com a CBF, teria que ter essa ajuda. Sem a ajuda da federação, creio que é impossível - comenta.

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Ainda não há manifestação oficial da Federação Gaúcha de Futebol em relação ao retorno da Divisão de Acesso, competição da qual participa o Inter-SM e vale uma vaga na elite do futebol gaúcho para 2021. O torneio envolve 16 equipes e foi paralisado na terceira rodada.


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