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POD COMENTAR: após o Gre-Nal, restam dúvidas de qual é o melhor time?

Na final do segundo turno do gauchão, ficou evidente a superioridade gremista na vitória por 2 a 0

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio)
Arbitragem perfeita, gramado em excelentes condições. Qual é o problema colorado?

O Grêmio é melhor time. Antes, existem análises, expectativas, discursos. Depois do jogo, o que vale é o desempenho e ganha quem coloca mais bola na rede. E nos Gre-Nais mais recentes, especialmente o último, quem fez isso foi o Grêmio. Não há como discutir este mérito. O Tricolor levou a taça do segundo turno com autoridade e provavelmente conquistará o Gauchão 2020.

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Na decisão, o Tricolor não apresentou novidades táticas ou técnicas, não precisou inovar, correr além do previsto ou forçar a criatividade dos jogadores na hora de criar jogadas. Foi ao natural, consciente e sem surpresas, que o Grêmio aumentou para nove jogos a invencibilidade em um dos maiores clássicos do planeta.

Por isso, quero falar do Inter.

Num vislumbre dos anos 90, o atual time colorado parece incapaz de encarar um clássico. A falta de qualidade ficou evidente, e a escassez de peças no banco também (vide Coudet dando mais voltas que pião para explicar as alterações na segunda etapa). Times piores podem vencer times melhores, mas com organização, marcação cerrada e psicológico forte. Tudo o que o Inter não apresentou. O acúmulo recente de insucessos em gre-nais parece pesar nas costas dos atletas, que parecem perdidos em campo. Quanto mais derrotas, maior o peso, maior a pressão, e maior a profundidade do buraco onde a equipe está se metendo.

Grêmio faz 2 a 0 no Inter e garante título do segundo turno do Gauchão

Foram dois gols com falhas defensivas gravíssimas por parte do Colorado. O primeiro, uma tabela de cabeça entre Diego Souza e Maicon. Maicon, o volante gremista, longe de ser conhecido por sua velocidade, apareceu livre, na pequena área, enquanto Bruno Fuchs e Musto observavam, parados, ao longe. Estes dois atletas, inclusive, são questões que Coudet terá que responder. Musto já foi criticado aqui, neste espaço. Fuchs, ontem, pareceu ser o garoto que realmente é encarando o experiente ataque gremista. O problema crônico nas laterais do Inter permanece. Moisés, o lateral esquerdo, falhou bisonhamente no gol de outro jogador com nome bíblico, o desconhecido Isaque, que já tem mais gols que Guerrero em clássicos. Jogadores de meio-campo, especialmente Marcos Guilherme, Boschilia e o badalado Thiago Galhardo, não tiveram qualidade suficiente para superar a defesa gremista. Faltou infiltração. Estes jogadores falharam na missão de levar a bola ao ataque. O Inter teve 65% de posse de bola, totalmente improdutiva. Na principal chegada ao ataque, faltou qualidade de Galhardo para empurrar para a rede. Guerrero, desabastecido e ferozmente marcado por Geromel e Kannemann, mais uma vez, nada pode fazer.

Toda essa situação leva ao descontrole emocional. É só observar a reação de Patrick após o segundo gol. Confusão e expulsão desnecessária, o que minou qualquer chance restante de reação ao time vermelho.

Segue o impasse sobre a retomada da Divisão de Acesso

A arbitragem de Leandro Vuaden foi perfeita. O gramado, um tapete. Pressão da torcida? Jogadores profissionais não podem sentir pressão do barulho de caixas de som em um estádio vazio. Mas então, qual é o problema?

Pode ser difícil de aceitar. Mas é simples: o problema é o Inter.

* colaborou Felipe Backes


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