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Na bronca

Os motivos que fazem o Inter-SM não disputar a Copinha

11 Julho 2019 20:00:00

Torcida questiona ausência do alvirrubro comparando com outros times menores que estarão no torneio. Clube alega falta de recursos para jogar a competição

Gilson Alves
Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário/Arquivo)
No ano passado, Inter-SM enfrentou o time de transição do Grêmio quatro vezes, sendo eliminado pelo Tricolor nas oitavas de final com um gol no último minuto de jogo

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário/Arquivo)
No ano passado, Inter-SM enfrentou o time de transição do Grêmio quatro vezes, sendo eliminado pelo Tricolor nas oitavas de final com um gol no último minuto de jogo

Das 16 equipes que disputaram a Divisão de Acesso deste ano, apenas quatro delas vão jogar a Copa Seu Verardi. Da Região Central, apenas a Ser Cruz Alta vai estar em campo. O Inter-SM jogou a competição no ano passado, mas desta vez não estará presente. Durante essa semana, o assunto foi motivo de discussão em grupos de torcedores alvirrubros, já que os cruz-altenses voltaram ao futebol profissional apenas no ano passado. O questionamento da torcida é por quais motivos o time de Santa Maria não teria condições de estar no campeonato. 

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O presidente do Inter-SM, Luiz Cláudio Mello, revela que a participação chegou a ser discutida, mas não se tornou viável pela questão financeira.

- Nos reunimos várias vezes e a direção avaliou que não seria possível disputar a Copinha. Meu mandato termina em outubro, e se jogássemos, ficaria uma dívida para o próximo presidente pagar e isso não é de meu feitio. O custo giraria em torno de R$ 40 mil mensais, então, resolvemos não jogar - comenta o mandatário.

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Uma disputa com uma folha baixa, arcando apenas custos de viagem e alimentação foi descartada por Luiz Cláudio Mello. Esse é o modelo adotado pela Ser Cruz Alta, por exemplo. A equipe contará praticamente só com jogadores da cidade, que não receberão salários. Por isso, o custo gira na casa dos R$ 5 mil mensais.

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- Eu sei que alguns clubes disputam a Copinha só para se manter em atividade. Porém, jamais poderíamos disputar com um time sem custo. Embora reduzindo salários, teríamos valores a pagar e nossa realidade exigiria resultados. Com todo o respeito às equipes que fazem isso, o Inter-SM não poderia fazer isso. Tu imagina perdermos jogos em sequência. O torcedor não quer saber disso. Seríamos cobrados - analisa Mello.

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Além dos gastos normais, a "folha paralela" de dívidas trabalhistas que o Alvirrubro carrega há algumas temporadas também contribui diretamente para pensar em contenção de gastos.

- Ainda estamos pagando dívidas. Desde 2013, estão sendo quitadas mais de 60 dívidas trabalhistas. Seguimos com uma folha salarial a ser paga todo mês, só para contar pendentes. É um custo que ainda temos, independente da bola estar rolando ou não - conta o presidente alvirrubro.

Decepção 

Luiz Cláudio Mello não esconde que a participação do Inter-SM na Copinha 2018 foi uma decepção em termos de retorno do torcedor. 

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- Claro que eu, como torcedor, gostaria de que o Inter-SM jogasse o segundo semestre, mas aí tu convocas a torcida, faz mensalidade a R$ 20 e não chegamos a 500 sócios. Ano passado nos cobraram, disputamos, e a média de público no Presidente Vargas não chegava a 150 pagantes. Não tivemos boa resposta nas arquibancadas - disse Mello.

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Sem querer ser mal agradecido com aqueles torcedores fiéis, o presidente revela que se questionou bastante se valeria a pena ou não jogar a Copa Seu Verardi.

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- Eu sinto pela cidade, pelo pessoal da imprensa. Santa Maria ficará sem representante. Mas sem generalizar, será que a torcida merece uma equipe profissional jogando a Copinha? Pergunto eu, diante do quadro que nos foi apresentado ano passado - complementa Mello.


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