em tóquio

Maria Portela começa busca pela medalha olímpica na noite desta terça-feira

Estreia será às 23h49min. Caso avance, demais lutas serão na sequência, ao longo da madrugada

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Foto: Foto: Divulgação


Foto: Divulgação 

Quando começou conheceu o judô, aos 8 anos, a castilhense Maria de Lourdes Mazzoleni Portela jamais imaginava transformar o esporte em sua profissão. Chegar a uma Olimpíada, então, era algo impensável. Perdeu o pai criança, quando ainda morava em Júlio de Castilhos. Aos 8 anos, se mudou com a família para Santa Maria. Já foi babá para ajudar no sustento da casa enquanto estudava e praticava judô ainda como diversão. Cria de um projeto social que transformou muitas vidas, ela aplicou vários ippons nas dificuldades até conseguir chegar ao profissionalismo esportivo. 

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Desde 2007, a atleta representa a seleção brasileira de judô mundo afora. Na noite desta terça-feira, a "Raçudinha dos Pampas" pisará em um tatame olímpico pela terceira vez. As duas edições anteriores, no entanto, não lhe trazem boas lembranças. No ano de 2012, em Londres, aos 24 anos, foi eliminada em sua primeira luta para a colombiana Yuri Alvear, medalhista de bronze naquela ocasião. Caiu no choro, se abalou. Conquistou uma nova vaga para a Rio 2016. Em casa, já uma atleta mais madura, a expectativa aumentou. Venceu a primeira luta, o que lhe tirou um peso das costas, mas caiu nas oitavas de final. Levantou-se, brigou e conquistou com méritos uma nova chance de participar da Olimpíada no Japão, país berço do judô. Aos 33 anos, em sua última Olimpíada, com a confiança renovada, ela sentencia: 

- Me sinto bem e estou treinada para enfrentar qualquer adversária.

CHANCE DE PÓDIO
Atualmente, Maria é a melhor brasileira em sua categoria, a de 70 quilos, e a 10ª do ranking mundial. Durante a pandemia, enfrentou dificuldades para manter a rotina de treinamentos, mas, ainda assim, já subiu duas vezes ao pódio em 2021: foi ouro no Grand Slam da Geórgia e bronze na disputa por equipes mistas do Mundial de Judô.

Como está bem ranqueda, é cabeça de chave, e não enfrenta as melhores do mundo logo de cara. Em luta marcada para às 23h49min desta terça, ela entrará no tatame contra a judoca Nigara Shaheen, de 28 anos, do Afeganistão, que representa a Equipe Olímpica de Refugiados. Se passar de fase, a próxima luta será na madrugada de quarta, às 0h40min, contra a vencedora da disputa entre Madina Taimazova (da Rússia, 14ª do ranking) ou María Bernabéu (Espanha, 18ª do ranking). Foi em uma final contra Taimazova que Maria conquistou o ouro na Geórgia neste ano. Na semifinal, Maria pode encontrar uma pedreira pela frente: a judoca Margaux Pinot, da França, atual 4ª colocada no ranking da categoria e bronze no Mundial em 2019. A final da categoria está marcada para 6h40min. 


Foto: Janaína Wille (Diário)
Os sobrinho Bernardo e Pedro Henrique, a mãe Sirlei e o irmão Luiz vão torcer pela Raçudinha uniformizados 

ORIGENS
Quem apresentou o judô para a Raçudinha foi a professora Aglaia Pavani, em uma visita à escola de Maria, no Bairro Tancredo Neves, região oeste de Santa Maria. Foi no projeto Mãos Dadas, capitaneado por Aglaia, que a atleta olímpica foi revelada. 

- Eu gostei da primeira atleta que vai lutar com ela. A primeira luta sempre é dificil, porque a adrenalina ainda não tomou conta do corpo. A adversária é um pouco mais tranquila. Depois, começa a complicar, até porque são as melhores do mundo que estão lá. É uma tarefa difícil, mas não impossível - analisa Aglaia. 

Para acompanhar as lutas, a família dela, que mora no Bairro Nova Santa Marta, vai se reunir na casa da mãe, a aposentada Sirlei Portela, 66 anos, que mandou confeccionar camisetas com a foto da filha.

- Ela é o nosso orgulho, queremos muito que consiga um bom resultado. Mas, acima do resultado, amamos muito ela. Vamos fazer uma festa para mandar boas energias - conta Sirlei. 


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