Coluna Gilson Alves

Inter-SM teve um 2020 positivo e Riograndense quer voltar ao futebol em 2021

Colunista faz uma análise sobre a dupla Rio-Nal e fala sobre o que viu de bom e ruim do futebol nacional na temporada que passou

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Foto: Pedro Piegas (Diário)

Um ano de pandemia traz más consequências para todas as áreas, e no futebol não poderia ser diferente. No entanto, o Inter-SM, apesar da frustração do final (a eliminação nas semifinais contra o Santa Cruz) pode avaliar a temporada como positiva. Aqui vai o meu reconhecimento ao trabalho executado pela diretoria. No começo de 2020, um bom grupo jogadores, e uma perspectiva positiva para a participação na Divisão de Acesso. Bem, aí chegou o coronavírus. Pois mesmo assim, o presidente Jauri Daros persistiu, lutou pelo futebol, primeiro pela continuidade do Acesso, e depois pela disputa da Copinha. E o clube se manteve em atividade. Um novo plantel foi montado, a arrancada foi boa, e houve a impressão de que a vaga na Copa do Brasil era possível. Mas, havia o Santa Cruz do outro lado, com outro bom trabalho sendo feito, e os santa-cruzenses levaram a melhor.

No geral, só pelo fato de não desistir, de lutar, querer jogar, manter empregos, mesmo sem a presença de torcedores nas arquibancadas para evitar aglomerações, com os estádios sem receber público, o Inter-SM quis jogar. Só por isso, já merece os parabéns! Que 2021 venha junto com aquele algo mais e os objetivos sejam alcançados. 

Foto: Renan Mattos (Diário)

É de se esperar que o 2021 seja melhor do que o ano que passou para o Riograndense. Há a esperança de que a bola volte a rolar de forma profissional. "Devagarinho", em 2020, o clube retomou um dos principais eventos sociais, o "Galeto Periquito". Há a informação, extraoficial, de que no mesmo ritmo, aos poucos, o futebol possa voltar a ser o principal foco do Esmeraldino. 

Ainda na primeira quinzena de janeiro, um ex-jogador da dupla Rio-Nal, o zagueiro Diego Borges, deve visitar o Estádio dos Eucaliptos para se encontrar com o departamento de futebol do clube para tratar da volta aos gramados. Em dezembro, a Doutora. Maria de Lourdes Pinto Trindade assumiu o Periquito, e o primeiro passo continua sendo a liberação do estádio para jogos oficiais. Algo que não é tão simples, pois a "novela" se estende há mais de dois anos. Está sempre "quase liberado". Em breve, são esperadas novidades. Boa sorte Riograndense!

Positivo

Tivemos futebol mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. Há de se comemorar. Não é nada simples, criar e, muito menos, cumprir os protocolos de segurança, que não são poucos, e trazem custos que não são fáceis de serem sanados. Não sabemos bem quando vamos nos livrar disso tudo, mas o futebol voltou. E em diversos âmbitos. Primeiro, a Europa retomou as atividades. Depois, houve a continuidade dos estaduais, e logo vieram as disputas das competições nacionais. No que diz respeito ao futebol local, a Divisão de Acesso foi cancelada, mas a bola rolou na Copa Ibsen Pinheiro, a Copinha. O Inter-SM participou e, em nenhum momento, houve um surto ou algo semelhante. Apesar do registro de inúmeros casos da Covid-19, em geral, no futebol, houve um controle em função dos testes realizados frequentemente.

Negativo

Nada me incomodou mais no futebol em 2020 do que os gols entregues na saída de bola. Na temporada que passou, a cada rodada, seja no futebol brasileiro, ou europeu, foi um tal de "atravessar a bola na frente da própria área", "mania de recuar para o goleiro", mesmo quando não é o único recurso possível. Não entregar gols para o adversário é um requisito básico. Sei que está "na moda" sair jogando com troca de passes desde a defesa, mas que isso seja bem feito. Quando a marcação aperta, é só fazer o simples: não está fácil para dar o passe, simplifica, "transfere", para não dizer "dá o balão", que pode soar antiquado demais, e também porque não é, exatamente, o que eu acho certo. Que, em 2021, possamos ver menos gols por demérito do oponente, que o "entregou", e mais por mérito de quem balançar a rede. 


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