Sofrimento

Atletas santa-marienses que atuam no futsal italiano comentam sobre o caos no país

Jogadores trazem relatos das dificuldades que têm passado na Itália devido ao coronavírus

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Fotos: Arquivo pessoal
Cesar, à esquerda, e Cristiano, jogam em equipes da Itália

A Itália está sendo um dos países mais afetados pelo novo coronavírus. Na última semana, ultrapassou a China em número de óbitos pela pandemia.

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O ala santa-mariense Cesar Sachet joga no Active Network, de Viterbo, cidade que fica há cerca de 40 minutos de Roma. A equipe disputa a Série A2 do Campeonato Italiano de Futsal. Por recomendação do governo, o jogador, que atua há 11 temporadas naquele país, e sua família, estão há praticamente duas semanas sem sair de casa.

- Nos últimos dias, saí só duas vezes para ir no mercado. Todo mundo anda de máscara, uns desconfiados dos outros. Virou algo sem controle e não é mais um problema exclusivo de idosos. Já atingiu jovens e crianças. É coisa de filme de terror - afirma o atleta.

De acordo com Sachet, fica explícito que as pessoas da Itália demoraram a ter a noção da gravidade do coronavírus.

- Quando começou a se falar no coronavírus, o povo italiano não levou muito a sério, achando que fosse algo menos grave e muita gente foi se contaminando. Não teve mais como segurar. Foi piorando e chegou a um ponto que começou a morrer gente. Faço um apelo para que essa pandemia não seja menosprezada, que levem a sério e respeitem as normas - diz Sachet.

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O fixo Cristiano Goulart vive situação semelhante. Atleta do Gear Sport, da cidade de Piazza Armerina, região da Sicília, sul daquele país. Junto da esposa e dos filhos, ele segue a orientação das autoridades que é sair de casa o mínimo possível.

- A situação aqui é pior do que vocês imaginam. Porém, na região onde eu moro, as coisas estão mais controladas. No norte e no centro do país, o coronavírus se espalhou de forma avassaladora. Estamos no sul, o que ameniza um pouco. Os hospitais estão todos lotados e não há leitos para todo mundo que está doente. Na minha cidade (Piazza Armerina), passa um carro de som orientando as pessoas a não saírem para as ruas - comenta o jogador.

Goulart relata algo que é, provavelmente, o que mais choca a todos nesse momento complicado: a impossibilidade de um funeral digno.

- No norte da Itália, os corpos estão sendo incinerados, mas não há incinerador para todos. Como não pode haver aglomerações, as pessoas não têm o direito de realizar o velório dos entes queridos. Apenas receber as cinzas - complementa Goulart.

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Nenhum dos dois jogadores têm previsão de quando as coisas irão se normalizar na Itália e nem de quando poderão voltar ao Brasil.


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