Coluna Gilson Alves

As contestações a Eduardo Coudet e a fábrica de atacantes de velocidade no Grêmio

Técnico colorado perdeu quatro Gre-Nais em cinco disputados e Pepê começa confirmar sua importância

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Foto: Ricardo Duarte (Inter/Divulgação)

Não tive tempo para fazer esse levantamento, mas duvido que qualquer técnico de Grêmio ou Inter tenha permanecido no cargo após quatro derrotas em cinco Gre-Nais. Pois esses são os números de Eduardo Coudet. E eu não vejo nem cogitarem sua troca. Por enquanto, de acordo com a direção colorada, o trabalho é bom.

Mesmo que a situação na tabela no Brasileirão e na Libertadores seja satisfatória, Coudet poderia escalar a equipe melhor. Aqui vou reforçar o primeiro erro, que aliás, segue até hoje. Tirar Rodrigo Moledo dos titulares não tem explicação. Ele é o melhor zagueiro do Inter e não tem o aval do treinador com a justificativa de que é necessário um bom passe na saída de bola. Antes, Bruno Fuchs, e, atualmente, Zé Gabriel, também não têm essa qualidade. Prova disso é que este último errou passes que ocasionaram, recentemente, gols do Bahia, no Brasileiro, e do América de Cali, na Libertadores.

Escalar jogadores fora de suas posições é, de praxe, para Coudet. Já vi D'Alessandro atuando como atacante, Marcos Guilherme recuado, no meio-campo, Matheus Jussa improvisado na lateral-esquerda, e o próprio Moledo entrando aos 40 do segundo tempo para ser centroavante.

E o que eu me impressiono é que Coudet tem diversos admiradores que o elogiam constantemente, como se tivesse realizando um trabalho inovador. A paixão pelo volante Musto, por si só, já é questionável. Escalá-lo junto de Rodrigo Lindoso, aí é o fim. Mas, tem gente que gosta. Ah, e se ele ganhar o Gre-Nal do dia 3 de outubro, pelo Brasileirão, não estará absolvido dos erros anteriores. Terá, somente, quebrado um tabu, contra uma equipe que também vai mal, mas por ter mais qualidade individual tem vencido os clássicos. 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio/Divulgação)

Alguns anos atrás, o Grêmio revelou Pedro Rocha. Peça importante na conquista da Copa do Brasil 2016. Até o mês passado, era Everton Cebolinha, que carregava o Grêmio nas costas por, pelo menos, duas temporadas, inclusive acobertando inúmeros erros coletivos, sobrepostos por sua qualidade, capaz de ganhar jogos praticamente sozinho. E, agora Pepê. Este último recém foi promovido a titular absoluto, mas já marcou mais de 20 gols com a camisa do Grêmio, desde suas primeiras aparições, em 2018. E o que sempre acrescenta no currículo: já foi decisivo em Gre-Nal. Em comum, nos três, a característica de jogar pelo lado de campo e de, seguidamente, fazer gols. Todos oriundos das categorias de base.  



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