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Professora aposentada, Cleonice encontrou no voluntariado um novo sentido de viver

12 Novembro 2018 12:00:00

Ela conta que sempre gostou de ajudar e, junto de um grupo de amigos, viu a oportunidade de fazer a diferença

Da Redação
Foto: Foto: Natália Venturini
Cleonice é professora aposentada e dá aulas, de maneira voluntária, na Casa Maria, espaço de acolhimento a pessoas em tratamento contra o câncer e seus familiares

Foto: Natália Venturini
Cleonice é professora aposentada e dá aulas, de maneira voluntária, na Casa Maria, espaço de acolhimento a pessoas em tratamento contra o câncer e seus familiares

Foi através de uma turma de amigos que Cleonice Matellet começou a vida de voluntária. A professora diz que, desde a infância, sempre gostou de ajudar e conta que viu, na turma do chimarrão, uma oportunidade de distribuir donativos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela e os amigos se reúnem uma vez ao mês para arrecadar alimentos não perecíveis em mercados e casas de conhecidos e de familiares e vão a instituições da cidade para deixar as doações.

Cleonice está aposentada há um ano, mas, mesmo assim, dá lições de matemática a domicílio. Ela também trabalhou em projetos de alfabetização em escolas de Santa Maria.

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- O voluntariado me encanta. Quando posso, ajudo com meu conhecimento e alimentos. Por quase dois anos, fiquei sem realizar nenhuma atividade solidária, e isso me deixou mal. Para mim, estar ajudando ao próximo até mesmo com um abraço é uma forma de me manter viva e realizar minha missão - afirma ela.

VOLUNTARIADO

Cleonice, ou Eunice como carinhosamente é conhecida na comunidade, diz que decepções a levaram a abrir mão do voluntariado por um tempo. Mas, com o tempo, sentiu falta da caridade e procurou uma instituição que pudesse ajudar. Há seis meses, ela trabalha na Casa Maria, com pessoas em tratamento oncológico e seus familiares.

A pensionista Iria Holzszhuh, 78 anos, conta que as aulas de Cleonice mudaram a vida dela. Por mais de quatro anos, ela acompanhou a luta da neta para vencer um câncer. A idosa contou com a ajuda de psicólogos e voluntários da instituição desde que a neta fazia tratamentos.

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- Após a minha neta falecer, continuei frequentando a casa. Lá é um refúgio, onde posso conversar acompanhar outras pessoas com câncer e também onde aprendi a lidar com meu luto - conta Iria.

A pensionista diz que, nas tardes de sextas-feiras, quando acompanha as aulas de Cleonice, ela se sente muito bem.

- Gosto muito dela. Também mantemos contato fora da instituição. Ela me liga para saber como estou, combinamos passeios e viagens e vamos nos ajudando - comenta a aluna.

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Nas aulas de Cleonice, o que ela mais gosta de fazer é desenhar. A parte artística é desenvolvida para ajudar a aliviar a dor da perda.

Colaborou Natália Venturini


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