pedido ao executivo

VÍDEO + FOTOS: músicos de Santa Maria protestam e pedem liberação de música ao vivo

Mais de 30 pessoas participaram do ato, na manhã desta sexta-feira. Artistas protestam contra a proibição de música ao vivo em bares

Arianne Lima
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

Na manhã desta sexta-feira, músicos e artistas se reuniram na Praça Saldanha Marinho. Com instrumentos em mãos e cantando canções como "O que é, o que é", de Gonzaguinha, eles caminharam até a frente da prefeitura de Santa Maria, para pedir explicações e soluções acerca da proibição da música ao vivo em bares e estabelecimentos da cidade.

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Organizada a partir de um grupo de WhatsApp, a manifestação contou com a presença de mais de 30 pessoas. De acordo com o músico Joca Farias, 53 anos, a ação busca a reflexão sobre a decisão tomada pela Associação de Municípios da Região Central (AMCentro), em uma nova publicação de normas para a manutenção do Sistema 3 As.

- Os bares estão abertos. São os donos que definem quantas pessoas entram. Eles não vão colocar mais gente do que comporta a capacidade do bar, porque será fiscalizado pela prefeitura. Se vai haver um número correto de pessoas e distanciamento, por que o músico não pode estar em um canto tocando? É por isso que estamos fazendo essa movimentação - argumenta Farias.

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No início de junho, representantes da categoria foram recebidos por parlamentares na Câmara dos Vereadores, em busca de uma solução que auxiliasse a classe durante a pandemia. Jonas Pinheiro Viana, 34 anos, esteve presente nas duas oportunidades ao lado do também músico, Guilherme Trindade, do Grupo Samba Move. Para ele, falta iniciativa do município em defender a classe musical.

- Faz um ano e meio que não conseguimos trabalhar. Sabemos que, em outras regiões, bares e restaurantes estão funcionando com música. E aqui, na cidade, não está acontecendo. É uma decisão do prefeito, que está se omitindo, dentro da AMCentro. Estamos esperando uma resposta tanto da entidade quanto dele. Em uma região com 33 cidades, sendo que Santa Maria é a maior, ela não está tendo voz ativa em relação aos outros (municípios). Estamos pedindo com todo o carinho e em uma manifestação pacífica, que consigamos ter um respaldo, e que a música volte, principalmente pelo direito de trabalhar - conclui Viana.

Em nota, a prefeitura de Santa Maria informou que respeita a manifestação que ocorreu nesta sexta-feira, mas reitera que a decisão faz parte das medidas do Plano de Ação Regional definidas e aprovadas pela AMCentro. E, portanto, conta com a compreensão dos setores artísticos e culturais de Santa Maria. O Diário tentou contato com o presidente da AMCentro, Jocelvio Gonçalves Cardoso (MDB), durante a tarde desta sexta, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. 


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