desafio gastronômico

VÍDEO: assista ao segundo episódio de BaitaChef

O roqueiro Pylla fez um 'Arroz de Sacrifício'. Confira a receita

Da redação
Foto: Foto: Gabriela Perufo (Diário)


Hoje, no segundo episódio do BaitaChef, chegou a vez do roqueiro Pylla mostrar suas habilidades culinárias. O nome do prato não deixou a desejar: Arroz de Sacrifício.

- É um prato que não existe, na verdade. Fui pesquisar e não achei. É feito de uma parte inferior do boi. Nas estâncias, os patrões pegavam as partes boas para comercializar e jogavam fora os ossos sacro e ilíaco do boi, como é feito até hoje. Ali ficam uns restos de carne, de gordura, que dá pra ser aproveitado. Por isso chamo de sacrifício - explicou o músico.

: Assista aqui o primeiro episódio do BaitaChef, com cantor Cícero

A produção do BaitaChef, inclusive, teve dificuldades em encontrar o corte. O próprio Pylla foi atrás de um açougueiro e conseguiu tudo gratuitamente. Segundo o artista, essa parte do boi não é vendida nem como carne de segunda. Para o preparo, chamou como ajudante um amigo de longa data. Rui Augusto Corrêa Pinto é cuteleiro e auxiliou o cantor na lida com as facas.

- Resolvi trazer esse prato porque vivemos a cultura do desperdício. Imagine quantos bois são mortos por dia. Se usássemos isso, poderíamos acabar com parte da fome que ainda existe nesse Estado, no país, no mundo - enfatizou.

Esporadicamente, Pylla prepara o arroz de sacrifício para consumo próprio. Para ele, o prato tem um significado especial.

- Faço o prato para relembrar o passado, a maneira que eu vivia e a maneira que vivo hoje. As dificuldades que eu tive no passado e as facilidades que tenho hoje. É para não esquecer da minha raiz, de onde eu vim. Quando eu faço ele até ouço a voz da minha mãe dizendo para eu ir ao açougue pedir a cadeirinha do boi. Então, isso me vem na lembrança. É um sabor da minha infância -lembra o artista.

Mesmo assim, Pylla treinou antes da competição e preparou uma porção do arroz e levou a um bar próximo. Segundo o roqueiro, todos aprovaram. No dia da competição, tudo correu dentro do previsto para a dupla. Ele afirma que o arroz de sacrifício traz um sabor e um aroma campeiro, um gosto de "pecuária", algo que lembra uma casa de campo, um galpão.

Assim como Sandro e Cícero, apresentados ontem, Pylla não cria expectativa em torno da vitória.

- A minha expectativa é poder colaborar com essa ideia. Não trabalhei apenas para que o prato seja vencedor da competição. Quero tornar o arroz de sacrifício mais conhecido, que mais pessoas tenham acesso a isso, pois o mundo ainda tem muita pobreza. Quanto mais gente souber fazer o aproveitamento desse corte que normalmente é jogado fora, melhor - finalizou Pylla.

Amanhã será a vez de você conhecer o prato produzido pelo cantor nativista Pirisca Grecco.

Arroz de Sacrifício 


Foto: Gabriela Perufo (Diário)

Ingredientes 

  • 1 peça de "sacrifício" ou "cadeirinha bovina" (osso sacro e ilíaco) cortado em fatias finas
  • 1kg de arroz branco tipo 1
  • 3 dentes de alho
  • 1 cebola grande
  • 6 tomates
  • 1 pimentão verde, 1 amarelo e 1 vermelho
  • 1 maço de tempero verde
  • 1kg de farinha de mandioca torrada sem tempero (para acompanhamento)
  • Sal e pimenta a gosto

Utensílios

  • Panela de pressão
  • Panela de ferro
  • Prato de barro
  • Frigideira

Modo de preparo

  • Na panela de pressão, arrume os pedaços de sacrifício e cubra com água. Deixe cozinhar por 15 minutos após pegar pressão. Reserve o caldo.
  • Após esfriar, remova as carnes e cartilagens dos ossos, recorte em pedaços regulares e leve a uma panela de ferro. Frite brevemente com um fio de azeite e reserve.
  • Em uma frigideira, frite a cebola, o alho e os pimentões com azeite e uma colher de manteiga, respeitando o tempo de fritura de cada ingrediente.
  • Em outra frigideira refogue o tomate até tomar a consistência de molho.
  • Junte o conteúdo das frigideiras ao reservado da panela. Acrescente o arroz, sal e pimenta e adicione o caldo do cozimento do sacrifício a cerca de dois dedos acima do conteúdo da panela.
  • Cozinhe até o arroz estar no ponto.
  • Ao empratar, utilize os ossos limpos para decorar. Cubra com cebolinha e pimentões coloridos bem picados e polvilhe ao redor da porção a farinha de mandioca torrada.

Assista ao episódio anterior:



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