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Royale Escola de Dança e Integração Social completa duas décadas em Santa Maria

A instituição prevê uma série de comemorações e lançou uma vaquinha on-line para arrecadar dinheiro

Suelen Soares
Foto: Renan Mattos (Diário)


Foto: Renan Mattos (Diário)

Royale Escola de Dança e Integração Social comemorou 20 anos de história, nesta quarta-feira. Responsável pela introdução de mais de 2,5 mil crianças à dança, a instituição prevê uma série de comemorações com o objetivo de celebrar a data. Mas, para isso, é necessário que os santa-marienses apoiem o projeto por meio de uma campanha de financiamento coletivo hospedada na plataforma da Kickante.

A meta a ser alcançada é de R$ 16,5 mil e o financiamento recebe doações a partir de R$ 20. A campanha segue até o dia 31 de julho.

De acordo com a diretora artística e coordenadora de projetos da escola, Daniela Nascimento, os recursos serão utilizados no espetáculo comemorativo, que ocorrerá no dia 11 de agosto, no Theatro Treze de Maio. Além disso, a verba servirá para revitalizar a fachada da sede, que terá a arte produzida pela artista visual Marcela Batista Nuñes.

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Daniela conta, ainda, que para eternizar a história da instituição, está sendo preparada uma edição especial de uma revista comemorativa.

- A ideia, com a revista e o espetáculo, é fazer um resgate desses 20 anos. Teremos depoimentos de alunos, professores e os demais profissionais que fizeram ou ainda fazem parte dessa história e também de sócios - afirma a diretora.

Dependendo do valor doado, os apoiadores ganharão recompensas, como um texto de agradecimento especial, registro na revista comemorativa, camiseta, ecobag, entre outros.

Os empresários que também se interessarem, podem apoiar. Uma das cotas oferece uma apresentação da escola na empresa. Outras informações sobre o financiamento podem ser acessadas no Kickante.

TRANSFORMANDO VIDAS
De acordo com Daniela, muitas pessoas cresceram frequentando as aulas na Royale. E esse crescimento não foi apenas físico, pois, a escola, segundo ela, auxilia na formação do cidadão por meio da arte e da educação. 

A estudante Naylana da Rosa Ferreira, 20 anos, chegou à instituição com apenas 8 anos. Todo esse tempo na escola influenciou diretamente na vida dela, principalmente na escolha profissional e do curso que ela quis estudar.

Naylana é acadêmica da faculdade de Dança, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Além dela, suas duas irmãs, Alana e Layana, que também são alunas da escola, cultivam o amor pela dança.

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- A Royale foi e é um ganho para nossas vidas. Foi na escola que eu cresci e tive certeza da profissão que eu queria seguir. É uma segunda casa, uma porta que se abriu para nós e nela estavam pessoas maravilhosas que sempre me acolheram - enfatiza a estudante.

O promotor de vendas Fabiano Rosário dos Santos, 38 anos, conta que o balé era um sonho de infância, porém, com um custo muito alto para a sua família. Por esse motivo, ele resolveu buscar alternativas, como as danças urbanas no Colégio Manoel Ribas.

O tempo passou e essa vontade nunca foi esquecida por ele, que somente aos 31 anos, por intermédio de uma amiga, chegou à Royale.

- Quando eu cheguei, a minha adaptação foi tranquila, porque eu já tinha postura de balé e fazia teatro. Isso me ajudou bastante. Para mim, a Royale é um lugar onde eu consigo reafirmar a minha cidadania e personalidade - afirma o bailarino.

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Tanto Naylana quanto Fabiano ainda fazem parte da Royale Companhia de Dança. Em função de suas experiências ambos são referência para os mais novos. Segundo Fabiano, esse reconhecimento é o resultado de muito trabalho.

- Queremos ser um exemplo e queremos que as pessoas tenham essa mesma oportunidade que nós tivemos. Na escola, nada se perde, só ganhamos com tudo o que aprendemos - finaliza Fabiano. 


Foto: Renan Mattos (Diário)

UM PROJETO DE VIDA
Em 1996, a Royale, ainda como escola privada, ofereceu uma oficina gratuita de balé clássico para crianças carentes em uma escola da rede municipal de ensino da cidade. A experiência despertou a vontade de que o projeto fosse ampliado e, com isso, o objetivo da escola também mudou.  

- Nós passamos a ensinar além do balé clássico. Trabalhamos a dança como uma ferramenta de educação. O objetivo é desenvolver as potencialidades dos alunos e a inclusão social. E todos os nossos trabalhos pedagógicos são embasados no método Paulo Freire - explica Daniela.

Atualmente, a ONG atende 180 crianças, adolescentes e jovens que frequentam as aulas no turno inverso à escola. A maioria dos alunos estuda na rede municipal de ensino e reside em regiões de alta vulnerabilidade social. Além das aulas de balé, eles também têm acesso ao serviço pedagógico, às artes visuais, educadora especial, psicóloga, entre outros serviços. No total, são nove profissionais, todos contratados e remunerados por meio de projetos de incentivo. Além disso, o casarão, na rua Treze de Maio, é alugado e, assim como os profissionais, é pago com os recursos dos projetos e mensalidades de sócios. 

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RECONHECIMENTO NACIONAL
Durante esses 20 anos, a Royale desenvolveu inúmeros projetos e ganhou prêmios pelo trabalho desenvolvido na cidade. Ainda em 1998, a escola trouxe para Santa Maria o Prêmio Souza Cruz Comunidade Unida, realizada pela Empresa Souza Cruz e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Depois dele, vieram reconhecimentos nacionais como o Itaú-Unicef e seus projetos também ganharam os apoios importantes como o Criança Esperança da Rede Globo, Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, entre outros. 

Em 2016, no programa Fantástico, da Rede Globo, a escola foi destaque em uma reportagem produzida pelo jornalista santa-mariense Marcelo Canellas. Para este ano, além do financiamento coletivo, a Royale aprovou, por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, o projeto Dança - Movimentos para a Cidadania, e busca apoiadores para poder captar o valor de R$ R$ 50.187,32. São ações artísticas e educativas para crianças, adolescentes, jovens e famílias das periferias da cidade do Coração do Rio Grande.

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- Nós temos esse sonho de conseguir a nossa sede própria, mas é muito complicado. Estamos sempre atrás de recursos. E para os espetáculos também tem um custo com figurinos, sapatilhas, entre outras coisas. Para esse ano, nós aprovamos o projeto na LIC, mas ainda não conseguimos captar - comenta a coordenadora Daniela.


PRÊMIOS E PROJETOS

  • 1998: Prêmio Souza Cruz Comunidade Unida, realizada pela Empresa Souza Cruz e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.
  • 2002: Classificou-se como uma das 30 finalistas, sendo a única representante da Região Sul do Brasil, no Concurso Cidadão 21-Arte, desenvolvido pela EMBRATEL e Instituto Ayrton Senna.
  • 2003: O Prêmio Itaú-Unicef, desenvolvido pela Fundação Itaú Social e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, considerou o Projeto da Royale, entre 1.834 projetos de todo o país, um dos 30 melhores projetos do Brasil.
  • 2004: O Projeto desenvolvido pela Royale foi um dos 73 projetos selecionados para apoio técnico-financeiro, entre mais de 6.000 projetos de todo o Brasil, pelo Programa Desenvolvimento e Cidadania Petrobras.
  • 2004: O Projeto da Royale foi aprovado pelo Ministério da Educação, através de Programa desenvolvido pelo FNDE. 2005: O Programa Bovespa Social, desenvolvido pela Bolsa de Valores de São Paulo, selecionou o projeto da Royale para integrar seu Programa.
  • 2005: O Projeto da Royale foi selecionado para participar do Programa Portal Social, desenvolvido pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e Instituto Nestor de Paula.
  • 2007: O Projeto da Royale classificou-se como finalista regional no Prêmio Itaú-Unicef.
  • 2008: O Projeto desenvolvido pela Royale foi aprovado no Programa Criança Esperança, realizado pela Rede Globo e UNESCO.
  • 2010: O Projeto da Royale foi selecionado para participar do Programa Educação e Cultura para o Desenvolvimento - Rede Parceria Social, desenvolvido pela Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social do Estado do RS e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.
  • 2011: O Projeto da Royale foi selecionado no Edital de Incentivo a Projetos Sociais do SESI - RS.
  • 2012: A Royale aprovou seu Projeto na Lei Federal de Incentivo a Cultura, do Ministério da Cultura, que está sendo financiado pelo Banco do Estado do RS (Banrisul).
  • 2013: O Projeto Dança: Movimentos para a Cidadania, da Royale, foi selecionado para apoio técnico-financeiro pelo Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania.
  • 2014: O Projeto Dança: Movimentos para a Cidadania, da Royale, foi selecionado como Ponto de Cultura do Rio Grande do Sul.
  • 2016: O Projeto Dança: Movimentos para a Cidadania, da Royale, foi selecionado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.
  • 2017 e 2018: O Projeto Dança: Movimentos para a Cidadania, da Royale, foi selecionado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

PARA APOIAR

  • Financiamento Coletivo Kickante  - R$ 16.500 
  • Projeto Dança - Movimentos para a Cidadania - R$ R$ 50.187,32
  • Para se associar - Informações pelo tel. (55) 3223-5533 ou na sede na Rua Treze de Maio, 84

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