blues na gare

Músico Luciano Leães abre temporada do projeto musical Memorabilia Blues

Performance do porto-alegrense será na noite desta quinta-feira no Plataforma 85

Camila Gonçalves
Foto: Foto: Divulgação

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A partir desta quinta-feira, Santa Maria volta ser rota de grandes nomes do blues com a estreia do projeto musical Memorabilia Blues. Até dezembro, onze shows passarão pelo palco do pub Plataforma 85, na Gare, seis deles internacionais. O projeto é uma parceria do pub com a Grings Tours, Produções e Eventos. A primeira atração é o músico porto-alegrense Luciano Leães, que foi premiado pela segunda vez pelo Prêmio Açorianos, em 2015, pelo álbum autoral Power of Love. Leães performa a partir das 21h. No repertório, o músico traz um pouco do que foi exibido em turnê pelos Estados Unidos, em dezembro do ano passado.  

Foi em uma das cidades berço do blues, Nova Orleães, no estado de Louisiana, que Leães lançou o single Songs for JB - uma homenagem ao músico James Booker. O som do brasileiro ecoou no mesmo palco que James Booker fez sua última apresentação, o lendário bar Maple Leaf, um local sagrado para as raízes do blues, R&B e jazz. Além disso, Songs for JB também tocou na rádio norte-americana WWOZ, uma das mais renomadas do meio. Leães ainda foi o único brasileiro convidado para tocar no Booker Bday Bash, evento anual descrito como uma reunião dos grandes gênios do piano. Entre os nomes, estavam Tom Worrell, que também participa do projeto Memorabilia Blues em Santa Maria, em maio.

O encerramento fica por conta da banda santa-mariense Kingsize Blues.

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Confira a entrevista com o músico: 

Diário - Você fez uma minitour pelo sul dos Estados Unidos em dezembro do ano passado, não é mesmo?
Luciano Leães - É a quinta vez que vou para lá, mas dessa vez foi diferente, porque, além de fazer o lançamento do meu trabalho, tocar no Maple Leaf, a minha música tocar na WWOZ, eu também fiz uma apresentação num das principais eventos do gênero, o Booker Bday Bash, que é uma reunião dos principais pianistas de lá. O bacana é que eram caras que eu costumava frequentar os shows.

Diário - Você fez um show no Maple Leaf, bar onde James Booker fez a última apresentação dele. Como foi?
Leães - O Maple Leaf é um bar onde um dos principais pianistas tocaram, entre eles, o James Booker. Inclusive lancei o single Songs for JB recentemente lá. Foram coincidências boas. Era um bar onde ele tocava.

Diário - Como você foi abrindo esse espaço por lá?
Leães - Foi bem natural. Tiveram algumas coincidências e aquela coisa de estar na hora certa no lugar certo. A principal coincidência foi que, como eu era apaixonado pela música do Professor Longhair, que é um dos principais pianistas de Nova Orleães, eu resolvi ir atrás da casa onde ele morava. Eu estava tentando tirar uma foto na frente da casa, e vinha uma mulher caminhando e me olhando meio estranho. Eu vi que ela botou a chave na porta e ela olhou pra mim e perguntou se eu gostava da casa. Eu disse: "achei bonita, mas estou aqui porque sei que é a casa do Professor Longhair". Ela disse que era a filha dele (Pat Byrd), que ele tinha pedido para cuidar a casa pra ele. Ela abriu a porta, me convidou para entrar e fiquei horas conversando com ela. No outro dia fui num almoço que ela estava organizando que teria vários pianistas. Aí conheci o Tom Worrelll (na foto, à dir.), que inclusive é um dos caras que vai tocar aí, em maio, e ele me convidou para fazer um show, e aí começa. A galera te vê tocando, começa a te chamar.

Diário - E o que você vai trazer para Santa Maria? 

Leães - Sempre digo que o Piano Night é uma caixa de surpresas, porque, como é eu no piano, fica bem aberto a todas as possibilidades. Eu vou começar fazendo um live blues, com o repertório que abrange todo o esquema de New Orleans. Depois vou conduzindo o show de acordo com o público. Tem muito improviso. 

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Diário - O que representa esse projeto, na tua opinião?
Leães - É Importantíssimo esse tipo de iniciativa, porque Santa Maria era um lugar que tinha muito blues, eu ia tocar muito blues aí. Daqui a pouco deu uma esfriada. Celso Blues Boy já tocou em Santa Maria, Miguel Botafogo, que é um dos principais bluesman da argentina, e agora a gente vê toda essa galera retornando com força ainda maior do que tinha antes. 

Diário - E quais teus próximos trabalhos?
Leães - Estou encerrando a turnê do The Power of Love, que é o primeiro disco. A ideia é gravar alguns singles para dar uma direção do que vai ser meu próximo disco. Tem muitas participações especiais de produtores de vários lugares. Em abril e maio me convidaram para tocar no New Orleans Jazz & Heritage Festival, que é um dos maiores festivais de música do mundo, e o maior festival de New Orleans.  


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MEMORABILIA BLUES

  • Luciano Leães e Kingsize Blues
  • Onde - Plataforma 85 (Gare da Estação Férrea)
  • Quando - 21h
  • Ingresso - R$ 20



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