literatura

Jornalista e cineasta Fran Rebelatto lança livro de poesia

Obra foi inspirada em viagens e reflexões sobre a mulher na fronteira

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Foto: Tatiane Rebelatto/Divulgação

A jornalista e cineasta Fran Rebelatto está em pré lançamento do livro Fronteiriza que reúne poemas e relatos do cotidiano da fronteira, bem como de viagens e acontecimentos que ocorreram em 2019 em nosso continente. Ela, que, que nasceu em Charrua (RS) e é formada em jornalismo e mestre em ciências sociais pela UFSM, está fazendo doutorado em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense (RJ) e, atualmente mora em Foz do Iguaçu, onde é professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Ela conversou com o D Cultura sobre essa nova veia artística, já que além de artigos acadêmicos, é a primeira publicação literária da jornalista. Ela também está em processo de finalização de seu primeiro longa-metragem, o filme Pasajeras que venceu o edital do Rumos Itaú Cultural (2018-2020) e conta a vida de mulheres que vivem na fronteira entre Brasil e Paraguai. O livro está em pré-venda, custa R$ 40, tem previsão de lançamento em 2021 e pode ser comprado aqui.

Confira a entrevista:

D Cultura: Fala um pouco sobre essa veia poética e como e quando surgiu a ideia de juntar em um livro?
Fran Rebelatto:
O meu contato com a literatura começou desde muito cedo, sempre fui uma leitora muito voraz e há alguns anos escrevo poesia, mas nunca tinha organizado uma publicação própria. Me dediquei nos últimos anos a pesquisa, a escrita acadêmica, ensaística e alguns roteiros de cinema e televisão, mas 2019 foi um ano intenso que me provocou a ir organizando minhas andanças, experiências e diferentes percepções da realidade por meio da poesia e de breves relatos. Hoje, essas poesias e relatos compõe o livro Fronteiriza.

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D Cultura: Você é muito ligada a essa questão da fronteira, da mulher, do protagonismo da mulher no trabalho.. são temas de poemas? 
Fran:
Sim, os poemas versam sobre situações cotidianas, expressões da luta de classes na América Latina, o encontro com diferentes pessoas, lugares e paisagens com um olhar sempre atento às muitas mulheres que vão cruzando esses percursos e é narrado, claro, pela voz de uma mulher. O livro também foi escrito em paralelo a produção e gravação do meu primeiro filme longa-metragem Pasajeras que está em processo de finalização. A fronteira é muito presente, por que muitas poesias nasceram nesse percurso de pesquisa, produção e gravação do filme na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, local onde vivo. O filme, bem como parte das poesias do livro, tratam do mundo do trabalho das mulheres, mas também desta mulher escritora que se desloca e vai narrando o mundo ao redor por meio da poesia e do encontro de diferentes línguas. Tem poesia em português, em espanhol, em portunhol, mas especialmente no encontro dessas línguas, inclusive com o encontro do guarani.

D Cultura: Como é seu processo de escrita, como os poemas se encaixam na sua rotina de estudo, docência e produção audiovisual? 
Fran:
A poesia vem antes de tudo e a vivo sem moderação. Atravessa minha escrita acadêmica, meu processo de criação no cinema, bem como na fotografia e impregna as várias frentes que tenho na militância política. Minhas poesias, por sinal, carregam muitas imagens e imaginários. Carrego várias cadernetas (apaixonada ainda pelo papel e pela caneta) e em qualquer lugar que ando, vou rabiscando e compondo. A poesia sempre nasce antes, depois vem o roteiro do filme, as imagens, o clic da câmera, a entrada em sala de aula.

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D Cultura: Como adquirir o livro, quando vai ser lançado, editora, ficha técnica...
Fran:
O livro está sendo publicado pela Editora Patuá e pode ser encontrado neste link: Estamos em pré-venda e deve ser lançado no início do próximo ano. O livro conta com textos de apresentação e orelha das colegas da Unila, Diana Araújo e Cristiane Cecchia, respectivamente. A capa é da artista visual Tatiane Rebelatto, minha irmã.



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