com a palavra

Fundadora de um dos bares mais frequentados pelos roqueiros conta sobre trajetória

Milany Rios, além de priorizar o Rock N'Roll nas vitrolas do Zeppelin, abre espaço também para a arte e a valorização do discurso feminino

Natália Müller Poll
Foto: Foto: Arquivo pessoal


Foto: Arquivo pessoal

Milany Rios, 36 anos, está à frente de um dos bares mais frequentados pelos roqueiros de Santa Maria. O Zeppelin Bar foi fundado por ela e pelo companheiro Marcelo Cunha, em outubro de 2006, na esquina das ruas Venâncio Aires, com a Visconde de Pelotas, onde funciona até hoje. Mãe de 6 cachorros, Guinness, Labareda, Dogão, Farofa, Polenta e Thor, a empreendedora e Marcelo vivem em uma casa de campo em Itaara, onde curtem seus momentos de tranquilidade fora do bar. Mila, como é conhecida, além de priorizar o Rock N'Roll nas vitrolas do Zeppelin, abre espaço também para a arte e a valorização do discurso feminino.

Diário - Fale um pouco sobre sua trajetória profissional, principalmente sobre como você se tornou proprietária de um bar:
Milany Rios - Em 2003 trabalhei no primeiro Pub em Santa Maria, o Liverpool Pub. Ali conheci a galera de algumas bandas como, Sálvia, Memphis, Red House, e músicos como o Celso Streit. Eu tinha me mudado pra Santa Maria em 2002 para fazer teatro. Trabalhei nas Cias Retalho de Teatro e Proart, pois sempre tive interesse e carinho pela arte. Em 2006 surgiu a vontade de abrir um pub próprio, então eu e o Marcelo encaramos. 

Diário - Como tu concilia essa tua paixão pela arte, com o cotidiano do bar?
Mila - A arte é, na verdade, o combustível pra fazer tudo acontecer. Acredito que a música, a gastronomia, a poesia e com o novo comportamento de exposição artística dentro do Zeppelin, o cotidiano passa a ser mais leve, mais harmônico, e faz da gente mais apaixonado pelo que faz. É muito importante todo esse movimento artístico que carrega a nossa casa, e somos cada vez mais intensos a cada conhecimento que entra pra nossa bagagem. O bar, atualmente, tá abrindo espaço de exposição para fotógrafos, artistas plásticos, brechós, vinil, e também continua com o espaço de compartilhamento de literatura e poesia. 

Diário - Sobre suas experiências profissionais: como foram os últimos anos à frente do Zeppelin Bar e o que esta fase trouxe de aprendizados?
Mila - Montamos o bar com inspiração naqueles tradicionais pubs ingleses, que mantém seu funcionamento por décadas e possuem atendimento intimista e com bebidas personalizadas. Não tenho a pretensão de atravessar décadas como os bares ingleses e irlandeses. Mas já são 14 anos de portas abertas do Zeppelin Bar. E acredito que ainda estejamos em um processo de mutação. A estrutura física do Zeppelin continua a mesma, mas sempre visando melhorar o que for possível. Prezando principalmente pelo bom atendimento. Descobrindo novos sons, novos clientes, novos parceiros. Nesse palco, vi os melhores músicos do centro do estado. Dentre as diversas coisas que aprendi, a principal foi, ter essência. E é ela que me conduz. 

Diário - Sobre o papel da mulher no mercado de trabalho: Quais os desafios de ser uma empresária em um ramo onde homens ainda são os protagonistas?
Mila -
No mercado de trabalho do entretenimento e da gastronomia, Santa Maria é uma cidade de se orgulhar. Temos várias mulheres inspiradoras que comandam seus negócios com êxito. Na minha opinião, Lourdinha Da Cas, do Bar Da Casa e a Manu Macagnan, do Cusco Baio, estão à frente das casas mais conceituadas da cidade. Diariamente, nós mulheres, ganhamos espaço e respeito com o trabalho bem feito que fazemos.  

Diário - Que conselhos tu darias para jovens empresárias que querem seguir o mesmo caminho que o teu?
Mila -
Empreender no Brasil é uma luta diária. O mercado sofre com muitas oscilações. Paciência, dedicação e bom senso são essenciais. Dependendo do ramo, para a mulher fica ainda mais difícil. Aceitar que estamos em todas as áreas ainda está em processo na mente das pessoas. As exigências impostas pra nós, sempre são maiores, como boa aparência, bom humor, disponibilidade. Não é fácil, mas é possível.

Diário - Como é a Mila no dia a dia? O que gosta de fazer nas horas de descanso?
Mila - Eu não paro muito quieta. Trabalho bastante. Mas curto treinar, pois faz bem para o corpo e para a mente. Esse ano completo 1 ano de prática da Ioga, por exemplo. Prezo muito estar com quem eu amo. Aproveito o tempo livre para curtir o Marcelo, os meus "dogs", e para cozinhar, que é sempre é um prazer.

Diário - Existe algum feito ou conquista que você se orgulhe muito e queira nos contar?
Mila - 14 anos trabalhando na noite e nenhuma ação trabalhista contra mim ou minha empresa. Dá pra se orgulhar disso, pois algo do qual eu prezo profissionalmente, é o respeito pela minha equipe. Sem eles, nosso "Zepp" não voa.

Diário - Quais os teus desejos e projetos para 2020?
Mila
- Para o bar, os planos são de uma reforma, para repaginar o local. Este ano, o bar promete seguir de cara nova. A novidade contará com a ajuda de um projeto de crowdfunding, que é um financiamento coletivo, que estará disponível nas próximas semanas para propostas de parcerias. A ideia tem intenção de reunir empresas e fazer trocas para movimentar fundos para a realização desta mudança. No geral, um ano mais positivo socialmente, financeiramente e culturalmente.


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