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Exposição virtual 'Y Solamente Social' homenageia Frida Kahlo

Vinculado ao Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Dança da UFSM, projeto visa a criação artística em tempos de pandemia

Foto: Divulgação

Coordenado pelos professores Odailso Berté, Mônica Borba e Crystian Castro, o projeto de ensino Y Solamente Social: Criação Artística em Tempos de Pandemia, vinculado ao Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Dança (LICCDA) da Universidade Federal de Santa Maria, lançou uma exposição virtual, através do Instagram, em 6 de julho. A data escolhida se deu pelo aniversário da fonte de inspiração para a construção da exposição: a artista Frida Kahlo.

O professor Odailso Berté aborda que o fator que levou ele e seus colegas a organizarem o projeto foi a indagação sobre como a arte pode dar sentido à vida, manter a esperança e a utopia por dias melhores, mesmo em isolamento social.

O Y Solamente Social: Criação Artística em Tempos de Pandemia já está em sua segunda etapa. Na primeira, que aconteceu no mês maio, cada bailarino foi desafiado a criar uma vídeodança ou vídeoarte em casa, inspirados em pinturas de Frida Kahlo. Você pode conferir o resultado no Canal no YouTube do laboratório.

Na segunda e atual etapa do projeto, que iniciou em junho, foram criados autorretratos.

- Foi aí que o projeto ganhou "braços extensionistas", incluindo os bailarinos guaranis, da Escola Estadual Indígena Igineo Romeu Koenju, da Aldeia Guarani Tekoá Koeju, de São Miguel das Missões, que dançam conosco o espetáculo Som e Luz em Corpos, nas Ruínas de São Miguel. Queríamos manter o contato e o trabalho artístico com eles mesmo à distância, então, em contato com a coordenação da escola, propusemos a criação de autorretratos (selfies) onde cada um expressasse sua identidade, à exemplo de como Frida Kahlo pintou a si mesma em muitas de suas obras. - conta o professor.

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Por que Frida Kahlo? 

Odailso ressalta que Frida Kahlo é um tipo de alegoria real do seu querido e sofrido México. Como mulher, artista, mestiça, latino-americana, professora, bissexual, deficiente física, ela é um ícone para as lutas feministas, da comunidade LGBT+, dos educadores, dos artistas, das questões étnicas e raciais, da valorização das diferenças e da diversidade. Todos esses são grupos que vivem diferentes situações de isolamento social contínuo, pelo preconceito, pela discriminação, pelo racismo e outras formas de desvalorização. 

- Frida viveu muitos momentos de isolamento social, por causas de suas enfermidades e períodos de convalescença, e foi nesses momentos de isolamento que ela transformou suas dores, solidão e convicções políticas em arte, criando pinturas icônicas, fortes e hoje conhecidas em todo o mundo. Nessas relações entre a atual situação de isolamento social por causa da pandemia, os momentos de isolamento social em que ela criou arte e as reclusões sociais das minorias, criamos a exposição virtual, para expressar que o estar isolados é pelo bem de todos, tem um propósito social. E buscamos expressar isso através da arte.

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A exposição está dividida em 7 séries de autorretratos, intituladas com frases do diário de Frida Kahlo. As séries foram montadas pela curadoria, a partir dos elementos visuais que os autorretratos fornecem.

A relação com a natureza, plantas, frutas, animais expressão de elementos da identidade cultural; replicação da própria imagem e o ato de vestir-se como Frida Kahlo foram as temáticas apresentadas.

- Muitos desses elementos são características das pinturas de Kahlo, que cada artista da exposição usou como canal para expressar a si mesmo. Depois que percebemos essas identificações, fomos agrupando e, a partir disso, buscamos as frases para nomear as séries. - diz.

Ele ainda conta que para compartilhar a exposição com o público, procuravam um espaço virtual cotidiano, na qual as pessoas se veem, compartilham sua imagem e podem apreciar imagens de outras pessoas.

- O Instagram foi um espaço no qual estudamos as possibilidades de como montar uma exposição que fosse acessível, tivesse uma visualidade atrativa e que também incluísse o recurso de descrição das imagens para possibilitar uma forma de experiência estética às pessoas cegas. Você pode ver que cada imagem é acompanhada de uma descrição que traduz a visualidade em palavras. Por isso a #paratodostodasetodesverem. - enfatiza.

A exposição virtual está disponível na página do LICCDA no Instagram.

*Colaborou Viktória Powarchuk


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