crônica

Espelho

Ser forte significa poder chorar, ter medo ou querer fugir. Essa mesma força nos leva a prosseguir

Otimista? Realista? Negacionista? Prudente? Apático? Apavorado? Indiferente? Cansado? Esperançoso? Pessimista? Cansado? Vulnerável? Influenciável? Revoltado? Egoísta? Inabalável?

Tem fé de que tudo vai melhorar? Largou para as cobras? Só espera o fim? Acha que não é para tanto? Procura culpados? Vai fugir da vacina? Não vê a hora de se vacinar? Acompanha os noticiários? Não quer nem saber? Perdeu os butiás do bolso? Está firme como uma rocha?

Acha que é o próximo? Foge de todas as formas? Cuida de si e dos outros? Acha que tudo é exagero? Já se despediu da coragem? Conta as horas para queimar a máscara?

Aumentou o estoque de álcool gel? Faz orações? Não abre mão de uma festinha? Levanta a bandeira da autoproteção? Briga com quem não cumpre os protocolos? Defende a abertura do comércio? Prefere que feche tudo de uma vez?

E aí? É o estressado? Discreto? Empático? Prefere não opinar? Passou a ajudar alguma instituição? Entrou para uma igreja? Saiu da igreja? Foi para as ruas? Quer defender vidas? Sonha em se esconder? Não sabe do que estou falando? Ah, é indiferente.

E então? Quem é você nesta crise? Com certeza, nos enxergamos em algumas das situações descritas, seja por escolha, consequência natural ou assimilação.

VÍDEO: conheça os voluntários que são essenciais na vacinação contra a Covid-19 em Santa Maria

Podemos estar em vários aspectos aqui ou em muitos outros que não foram citados, só não podemos ser indiferentes.

Essa luta tem sido cansativa. Você há de concordar comigo. Principalmente por isso, não podemos ser indiferentes.

As perdas batem à porta. Tivemos que acostumar com palavras como respiradores, prona, distanciamento e saudade. A rede social virou lugar de despedidas. A faixa preta não provoca mais curiosidade. Já sabemos a causa.

Todos querem esquecer a pandemia. Nós, jornalistas, sonhamos com o momento em que iremos noticiar os primeiros dias sem casos de coronavírus em nossos jornais. Não vemos a hora de jogarmos as máscaras fora. Queremos nos abraçar. Mas ainda não dá. E isso é incontestável, independentemente do que você acredita, prega ou defende. Não é?

Decidi, mais do que nunca, adotar a expressão "seja forte e corajoso". Precisamos ser fortes, não tem jeito. Acredito que tanto a força quanto o encorajamento mútuo nos ajudará a permanecer.

Porque ser fortes significa poder chorar, ter medo e querer fugir. No entanto, essa mesma força nos leva a acordar todos os dias e continuar nesta trajetória linda mas um tanto quanto complicada que se chama existência.

Por favor, contemple a própria imagem no espelho e, no que depender de você, salve vidas. Esse é o desejo e a mensagem de Páscoa que deve prevalecer. Se essa data lembra passagem, esperança, transição e ressurreição, faça o exercício do amor envolvido no tão emblemático feriado.

Enquanto estamos sob essa tempestade, que é a pandemia do coronavírus, tome a posição do amor, pratique a empatia e levante a bandeira da esperança. Feliz Páscoa!

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