Tânia Lopes

Crônica: Da vida

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Nesses tempos de distâncias, não raro falamos sem interlocutores e ouvintes.

Por isso, seguidamente, falo com meus neurônios.

Tento falar-lhes da vida. E parece que ouço:

- Tudo é pouco para falar da vida! Retruco.

Quando nascemos, não temos noção de nada. Aos pouquinhos, pelos buraquinhos do nariz que inspira e nos diz pelo olfato, o cheiro da pele de alguém, e do líquido que sai em gotas de um recipiente estranho...

A garganta que agita as cordas vocais grita por algo que não entendemos, mas sentimos...

É a fome que precisa ser saciada de um jeito ou de outro... E abocanhamos até de olhos fechados aquela sagrada fonte!

E as tentativas e as dificuldades vão engendrando soluções, e o processo todo da vida vão continuando.

Vamos crescendo e tentando entendê-la.

E vemos o tempo e a vida passando, os seres mais vividos e responsáveis por esse novo ser, ir inventando maneiras para que a "vidinha" sobreviva!

E nós já tentando entender, vamos interagindo com a vida e o tempo, que segue indiferente às nossas escolhas, e atuações...

Essa dupla, Vida e Tempo, queiramos ou não, vai levando nossos pés titubeantes por muitos caminhos. Caminhos que fazemos olhando o além, e contabilizando nossos poucos conhecimentos ou sofridos aprendizados por não olhar o chão.

Aparecem as Leis feitas em casa, da família, ou as Leis que outros humanos fizeram, ou vamos fazendo a nosso modo conforme nossas experiências e necessidades.

  Ora andamos com cuidado e parcimônia, ora gandaia e atrevimento...

Testando e experimentando, tropeçamos! Ficam marcas, ou não, pois sempre há o Tempo anotando que temos de aprender, dar meia volta e refazer caminhos, pois sofrer e aprender faz parte do roteiro todo!

Aí lembramos quando nos lugares que moramos, sejam lares ou não, apareceram as "crenças".

Crenças essas que nos fizeram conhecer de diversos modos. Escolhemos, aceitamos, acatamos, mudamos, ou ignoramos ou nos fanatizamos...

Até o momento, ao fim ou a cabo, a escolha é nossa. Ou nos insurgimos ou nos pacificamos, enquanto vivermos até o além, e da LUZ do entendimento pleno e completo.

Assim, da mesma forma, já adultos, escolhemos ideologias, partidos, associações... Lutamos para ter direitos, sem nunca esquecer os deveres para conviver harmonicamente com os que pensam e agem ao contrário do que acreditamos.

Aprendemos a conviver, nós e nossas diferenças, abrigados debaixo de bandeiras sejam quais forem. Tanto nos clubes diversos e suas funções, ou Países ou Estados, que habitamos.

No caminho vamos indo e ouvindo os outros seres que também procuram validar a vida que, afinal de contas, recebemos de graça.

Mas tropeçar, faz parte.

"Errar é humano, perseverar no erro, diabólico". (escrito em Latim, fica até bonito)... Mas o significado do diabólico é o mesmo: - terrível, sórdido, ignóbil.

E quando tropeçamos, e o machucado mesmo indelével, já não dói mais (ou dói um pouquinho para não ser esquecido), fica a marca do aprendizado que se firma e nos mostra afinal, que aprendemos alguma coisa para passar adiante.


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