cruz alta

Coxilha Nativista vai comemorar 40 anos com edição online

Festival será apresentado em formato do live e homenageará músico Jorge Freitas, vítima da Covid-19. Artistas relembram participações nas quatro décadas do evento

18.398
Foto: Foto: divulgação
ersonalidade tradicional no festival, o servidor público Jorge Freitas, vítima do coronavírus em junho de 2020, será o homenageado deste ano

Foto: divulgação
Personalidade tradicional no festival, o servidor público Jorge Freitas, vítima do coronavírus em junho de 2020, será o homenageado deste ano

A pandemia do coronavírus fez com que um dos mais tradicionais festivais do Estado fosse reformulado. Em 2020, a Coxilha Nativista de Cruz Alta irá para o ambiente digital. Lives serão apresentadas, de 29 de julho a 1º de agosto, pelo Facebook e YouTube. Junto a isso, um documentário com depoimentos de artistas que passaram pelo festival será gravado e exibido em quatro partes ao longo da programação virtual.

Neste ano, não haverá competição e as transmissões pela internet devem marcar a 40ª edição.

- Para comemorarmos as quatro décadas da Coxilha Nativista, entendemos que o formato digital é a melhor alternativa, preservando a saúde das pessoas - explica o secretário de Cultura e Turismo de Cruz Alta, Leandro Dal Forno.

HOMENAGEM

O festival faz homenagem ao músico Jorge Freitas, que morreu em 13 de junho, aos 59 anos, vítima da Covid-19. Ele também era servidor da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. A filmagem das lives ocorrerá na Casa de Cultura Justino Martins.

- A Coxilha faz parte da identidade de Cruz Alta e, em "tempos normais", traz milhares de pessoas para visitar a nossa cidade. São 40 anos de uma história que mantém vivo o amor pela cultura regionalista - reconhece o secretário.  

PROGRAMAÇÃO

Lives serão transmitidas pela página da Coxilha Nativista no Facebook e no canal do festival do YouTube. Veja as datas das transmissões e os artistas .

  • Quarta-feira, 29 de julho -Manu Macuglia
  • Quinta-feira, 30 de julho - Fabiana Lamaison
  • Sexta-feira, 31 de julho - Amigos de Jorge Freitas
  • 1º de Agosto - Programação especial em homenagem aos 40 anos da Coxilha Nativista

UM FESTIVAL DE HISTÓRIAS

A Coxilha Nativista de Cruz Alta surgiu em 1981 e, de lá para cá, diversos sucessos do universo tradicionalista desfilaram pelo palco do evento. Entre eles, clássicos como Batendo Água, Entrando no M'Bororé, Segredos do Meu Cambicho e Morocha. Confira o depoimento de alguns artistas que fazem parte da história do festival. 

ARTISTAS LEMBRAM MOMENTOS MARCANTES NO FESTIVAL

Cristiano Quevedo - "Tive vários momentos maravilhosos na Coxilha. Lembro que comecei a participar pela 9ª edição. Eu ia com amigos como Jayme Caetano Braun, Lucio Yanel. Ficávamos três dias tocando em perfeita harmonia. Lembro com carinho da família Westphalen. Faz cerca de 21 anos que o Jayme se foi e, quando me lembro dele, lembro da Coxilha. Eu já cantei várias músicas no festival, mas como não escolher Batendo Água como a mais destacada? Uma música minha em parceria com o Gujo Teixeira. Foi a canção que me ajudou projetar meu nome com mais destaque no mercado da música no Rio Grande do Sul."

Luiz Marenco - "Tive vários momentos maravilhosos na Coxilha. Lembro que comecei a participar na 9ª edição. Eu ia com amigos, entre eles, Jayme Caetano Braun, Lucio Yanel. Ficávamos três dias tocando em perfeita harmonia. Lembro com carinho da família Westphalen. Faz cerca de 21 anos que o grande payador Jayme se foi e, quando me lembro dele, recordo-me da Coxilha. Eu já cantei várias músicas no festival, mas como não escolher Batendo Água como a mais destacada? Ela foi apresentada em 1997. Uma música minha em parceria com o Gujo Teixeira. A Coxilha, inclusive, nos homenageou pelos 20 anos do lançamento desta canção. Batento Água me trouxe muitas felicidades. Foi ela que ajudou projetar meu nome com mais destaque no mercado da música no Rio Grande do Sul." 

Neto Fagundes - "Eu cantei Milonga, uma música do Elton Saldanha, cantei Cismas, do Mauro Moraes. Cantei, também, com a Loma, por quem tenho muita admiração. A música que mais me marcou foi João da Madrugada, vencedora da 3ª Coxilha. Com ela, fui escolhido o melhor intérprete. Meu início no festival foi interessante. Amigos de Porto Alegre iam participar da Coxilha, e eu estava enciumado porque não tinha nenhuma música para defender. Um dia, estava na Avenida Osvaldo Aranha, em Porto Alegre, e um cara passou por mim e, de um ônibus, gritou que queria me encontrar. Era o Paulo Silva, irmão do cantor Vitor Hugo. Ele tinha uma música habilitada para a Coxilha e não poderia ir. Fui para Cruz Alta e defendi. Defendi uma música com o Elton Saldanha também. Na primeira fase, Chicão Dornelles, percussionista, Renato Borghetti e eu apresentamos a música e o ginásio veio a baixo. Na final, o Borghetti não pôde defender a música porque tinha um outro compromisso. Então, fomos o Chicão e eu, de bombo, violão e voz. Tenho muito carinho pela Coxilha Nativista."

Pirisca Grecco - "A Coxilha Nativista foi o primeiro festival que me acolheu, em 1999. Tive a oportunidade de ir em todas as edições e participar como jurado. Venci por três ocasiões. A primeira canção que interpretei lá foi Sumo de Mim, que se classificou e foi para o disco. No ano passado, fizeram uma homenagem para mim, quebraram o protocolo, com depoimentos de amigos meus e da família."  

*Colaborou Rafael Favero


fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190