com a palavra

Com a palavra Joel Cambraia Machado

Diretor e ator de teatro conta sobre sua relação com a arte

Foto: Foto: Arquivo pessoal


Foto: Arquivo pessoal

O alegretense Joel Cambraia Machado, 60 anos, é diretor e ator de teatro. Santa-mariense de coração, vive com a família na cidade e se divide entre a vida de artista, marido, pai e avô. Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) nos cursos de Teatro (licenciatura) e Artes Cênicas (Direção Teatral e Interpretação), também tem formação em Pedagogia e Pós-graduação em Educação Ambiental. Casado com Tânia Machado, 51, tem cinco filhos, Patrícia, 41, fruto de outro relacionamento, Rafaela, 29, Igor, 25, Pedro, 24, e João, 17, e dois netos, Pyetra, 17, e Théo, 3.

Diário - Quais são suas lembranças de infância? 

Joel Cambraia Machado - eu e meus irmãos adorávamos brincar com os vagalumes, passando nossos dias na fazenda em que morávamos. A gente criava cenas com as luzes dos vagalumes, que serviam, por exemplo, como luz dos carrinhos. Eu também ouvia escondido a radionovela. Mas algo em especial do qual me lembro é a chegada do homem na lua.

Diário - Qual sua relação com Santa Maria?  

Joel - Vim para estudar Artes Cênicas em 1998 e, desde então, resido na cidade. Aqui criei meus filhos e construí minha família, que é meu bem maior. Minha relação é de busca constante por contato pessoal com as diversas manifestações culturais existentes em Santa Maria. Sou frequentador assíduo de cineclube nas segundas-feiras, viabilizo peças teatrais gratuitas ou de baixo custo, como por exemplo o Sesc Circo.

Diário - Como você ingressou no mundo das artes?  

Joel - A partir das aulas com professor de antropologia Clóvis Pinto da Silveira, quando eu tinha apenas 16 ano¬s. E ao finalizar meu curso de artes cênicas interpretação, tive a oportunidade de homenageá-lo ainda em vida, através da encenação do seu texto: "Judas, o grande incompreendido da História".

Diário - Como a arte atuou em suas experiências profissionais e pessoais?  

Joel - Tanto a minha vida profissional, quanto a pessoal, é regida pelas artes. Tudo que faço no meu dia a dia, acaba envolvendo processos artísticos. Eu gosto de consertar coisas e de brincar com meu neto Théo, que mora comigo. Inclusive, meus filhos e, mais recentemente o Théo, já fizeram ou fazem parte de vivências artísticas como encenar no teatro e atuar em curtas-metragens.


Foto: Arquivo pessoal

Diário - Como é o Joel no dia a dia? 

Joel - Gosto de trabalhar com cenários a partir do reciclável. Há muito o que se utilizar daquilo que descartamos no dia a dia. Nos tempos livres, gosto de assistir séries e filmes.

Diário - Quais são os trabalhos dos quais você mais tem orgulho?  

Joel - Sou sócio fundador do Grupo Teatral Paulo Pontes e já dirigi, atuei e escrevi peças de teatro e roteiros cinematográficos. Destaco alguns nomes como "O Embarque de Noé" (1977), "A Verdade" (1979), "O Machadinho Apaixonado", no teatro. E no cinema, "A Tortura" (1990), "O Saldo e a Multa" (2008), "Aluga-se Quarto para Moça" (2011) e o "Casamento da Viúva" (2012)". Atuei também em videoclipes e protagonizei os curtas-metragens "Fome de Quê?" (2008), de Luiz Alberto Cassol, e "Poeira" (2015) de Paulo Tavares.

Diário - Cite os prêmios que você já recebeu:  

Joel - Tive o prazer de trabalhar em diversas produções premiadas: "A Tortura" foi ganhador do Troféu "Honra ao Mérito" no 1º Festival Latino Americano de Vídeo em 1990, por exemplo. Em 1996 recebemos prêmio de Melhor Figurino e Ator Coadjuvante no Festival de Teatro de Itaqui e em 2008, "O Saldo e a Multa" recebeu um troféu Vento Norte de Melhor Fotografia. As premiações mais recentes são de Homenageado Especial na Feira do Livro de Alegrete, em 2015, Melhor Ator no 12º Santa Maria Vídeo e Cinema, em 2018, pelo curta Poeira e Menção Honrosa no 13º Santa Maria Vídeo e Cinema em 2019.

Diário - Quais seus planos para 2020?  

Joel - Atualmente os planos são de continuar com a produção e melhorias em meu mais recente espetáculo, apresentado pela primeira vez em 2019, chamado de "O segredo da Mala". Onde tenho como objetivo, construir um circo com material reciclável e, assim, conscientizar espectadores da importância de recombinar ou transformar resíduos sólidos como um dos benefícios sustentáveis para o meio ambiente. Por isso estou recebendo doações de guarda-chuvas que estão velhos e sem utilidade. Sigo, também, com projetos paralelos, como as participações em videoclipes.

Diário - O que você deseja para 2020? 

Joel - 2020 eu desejo poder conhecer lugares novos, reencontrar ex-alunos, colegas e amigos que fizeram parte da minha história. E quero muito viajar com a minha esposa.



fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190