com a palavra

Chef Caco Pereira lembra a sua trajetória de décadas nas cozinhas de Santa Maria

Profissional criou diversos pratos e trabalha, atualmente, com eventos na cidade

Rafael Favero
Foto: Foto: Charles Guerra (Arquivo Diário)

Foto: Charles Guerra (Arquivo Diário)

Nascido no Coração do Rio Grande, o músico e chef Carlos Eduardo de Souza Pereira, 56 anos, ou apenas Caco Pereira, estudou nos colégios Olavo Bilac e Santa Maria e se graduou em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Filho de Artur Xavier Pereira e Almedina de Souza Pereira e pai da jornalista Tissiana Pereira, Caco marcou a vida de inúmeras pessoas com uma boa gastronomia e com o gentil tratamento que oferece aos clientes. Ao longo da profissão, ele criou vários pratos de sabores exclusivos. Atualmente, ele trabalha com alimentação para eventos e presta assessoria para restaurantes e festas. Nesta entrevista, o santa-mariense compartilha as experiências nas cozinhas de Santa Maria em uma história permeada pela sensibilidade que adquiriu através da gastronomia e da música.

Foto: Arquivo Pessoal
Ao lado das sócias na Vira Cambota, Raquel Mafassioli Corrêa (à esq.) e Izamar Berleze

Diário - Como surgiu o gosto pela música?

Caco Pereira - No período entre o colégio e a faculdade, comecei a tocar percussão. Meu pai não gostava muito disso. Era no início dos anos 1980. Na noite, eu tocava muita música autoral, com MPB, rock e jazz. Com amigos, formei uma banda de jazz, a Porto Velho. Os colegas do grupo e eu queremos nos reunir para comemorar os 30 anos de banda. Na sequência, entrei na faculdade de Educação Artística, na UFSM, mas logo migrei para Zootecnia. Em determinado momento da faculdade, tive que deixar a música de lado devido aos estudos. Depois de formado, trabalhei durante 10 anos em uma propriedade rural familiar, lidando com criação animal. Ainda assim, quando possível, tocava com músicos da cidade e fazia participações em shows.

Diário - E a gastronomia? Quando tomou gosto pela arte dos bons pratos?

Caco Pereira - Eu me desfiz da propriedade rural e ingressei na gastronomia. Em 1994, fundei o Restaurante Maccherone em Santa Maria. Era um local especializado em massas, filés e peixes. Foi uma virada em minha vida. Às vezes, as pessoas me perguntam o que a gastronomia tem a ver com a Zootecnia. De certa forma, em tom de brincadeira, digo que as duas áreas estão bastante ligadas. Se eu sei criar a galinha, o boi e a ovelha, saberei servi-los como comida para os clientes. Ao mesmo tempo, é importante frisar que meu gosto pela gastronomia vem da infância. Minha mãe cozinhava muito bem e meu pai apreciava a boa gastronomia. Até hoje, as pessoas me perguntam sobre o Maccherone. No restaurante, conheci muita gente famosa, que chegava em Santa Maria para shows ou apresentações de teatro.

Foto: Arquivo Pessoal
O ator Reginaldo Faria comemorou o aniversário no Restaurante Maccherone

Diário - O senhor também trabalhou no Restaurante Augusto. Quais foram os aprendizados deste período?

Caco Pereira - Após sete anos de atividades, vendi o Maccherone e parti em busca de aprimoramentos na área gastronômica. Então, fui estudar em Porto Alegre. Quando voltei para Santa Maria, comecei a trabalhar no Restaurante Augusto. Aprendi muito com o seu Augusto Martins, com o Augustinho e com o querido Marco Fank. No Augusto, consegui implantar pratos de própria criação, como a Salada do Caco, que ainda roda a cidade. Eu trabalhava como chefe de cozinha e fazia a mediação, entre o cliente, o garçom e a cozinha.

Foto: Arquivo Pessoal
Banda de jazz Porto Velho, na qual Caco era percussionista

Diário - Hoje, o senhor trabalha com eventos no Vira Cambota Bianco Nero. Como ingressou nessas empresas?

Caco Pereira - Depois do Augusto, fui contratado para trabalhar no Bar e Restaurante Coyote, onde eu era responsável pela cozinha e pela parte musical. De vez em quando, eu até dava uma palinha. Na sequência, dei um tempo no Coyote e fiz curso de cozinha industrial no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em Porto Alegre. Naquela época, não havia cursos especializados em gastronomia, principalmente no que se refere a pratos sofisticados. Fiquei um ano e dois meses lá. Quando voltei, trabalhei um tempo no Hotel Itaimbé, que, na época, chamava-se Bar e Restaurante Babette Itaimbé. Sempre em busca de oferecer o melhor, continuei me especializando, com cursos em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Eu estava na capital gaúcha quando a Raquel e a Izamar, proprietárias do Vira Cambota, empresa de eventos infantis, convidaram- -me a assumir a parte de alimentação das festas que elas organizam. O convite foi aceito e, hoje, além de colaborar no Vira Cambota, trabalho com o Bianco Nero, parte da empresa voltada a festas adultas. Além disso, presto assessoria gastronômica. Ou seja, auxilio na montagem de cardápios para restaurantes e festas.

Foto: Arquivo Pessoal
No Restaurante Maccherone , Caco recebeu a vista da atriz Tônia Carrero (a dir.), uma das pioneiras no cinema brasileir

Diário - O senhor apresentava o "Gastronomia com Caco Pereira", na TV Santa Maria.

Caco Pereira - Eu adorei fazer o programa. Talvez, eu volte a produzi-lo nas plataformas digitais, como o YouTube. Fazer culinária na TV foi uma oportunidade de voltar a criar receitas.

Diário - Quais são as principais características dos pratos que o senhor cria?

Caco Pereira - Trabalho com cozinha italiana, portuguesa, brasileira e regional, abrangendo várias escolas de cozinha. Gosto de misturar elementos, como o salgado e o doce. Prefiro receitas com diferentes texturas, sabores e cores. Para criar, temos que experimentar o novo. O foco da minha culinária é o sabor. Minha prioridade é agradar aos paladares dos meus amigos e clientes. Só depois disso é que me preocupo com a estética dos pratos.


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