luto

Cantora Deborah Rosa morre aos 45 anos

Corpo da artista será velado a partir das 17h, com sepultamento previsto para amanhã

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Foto: Divulgação

A Cidade Cultura está em silêncio. Não toca banda, nem tambor. O palco, a música, a cultura de Santa Maria e do mundo perderam uma de suas mais expoentes vozes. Deborah Rosa, uma das maiores cantoras que já pisaram neste chão, morreu na manhã desta quarta-feira. Segundo informações do médico cardiologista Moacir Alves, que cuidava da cantora, ela estaria em casa na manhã desta quarta-feira, quando passou mal, alegando dores em uma das pernas. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro do Hospital de Caridade.

O corpo da cantora será velado a partir das 17h, na Capela - Rubi no complexo AM Brum Ângelus (Av. Hélvio Basso, 1513). O sepultamento será na quinta, às 10h30, no Cemitério Ecumênico de Santa Maria. A família, consternada com a perda de Deborah, agradece às centenas de manifestações nas redes sociais e, em homenagem a uma causa que ela tanto lutou, o cuidado com a transmissão do coronavírus, pede que o velório seja presenciado apenas por parentes e amigos próximos, evitando, assim, as aglomerações que Deborah sempre combateu. Para quem quiser se despedir da artista, haverá um cortejo de carros, a partir das 10h, partindo do local do velório até o cemitério.

O amigo e parceiro de trabalho de Deborah Rosa, o artista Leonardo Roat, foi quem fez o contato com o Diário. Segundo ele, o companheiro Luciano Santos e os familiares, todos chocados e transtornados com a partida de Deborah, não irão se manifestar neste momento.

COMO FOI
Segundo informações do médico cardiologista Moacir Alves, que cuidava da cantora, ela estaria em casa na manhã desta quarta-feira, quando passou mal, alegando dores em uma das pernas. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro do Hospital de Caridade.

- Ao chegar no pronto-socorro, ela teve uma parada cárdio respiratória. A gente suspeita que a causa foi uma embolia pulmonar, devido à obesidade - explicou Moacir Alves.

O médico também explica o que é uma embolia pulmonar. Segundo ele, é quando se forma um coágulo de sangue, principalmente em veias de membros inferiores e se desloca pelo organismo, vai em direção ao pulmão e obstrui as artérias do órgão. Quanto maior a quantidade, ou quanto maior for o coágulo, maior a gravidade do caso.

- A obstrução súbita das artérias pulmonares causa um infarto pulmonar, com isso levando a um quadro de morte súbita, como é o caso que aconteceu hoje. Os coágulos se formam por vários motivos. No caso da Deborah, nós imaginamos que seja em função da inatividade e da obesidade.

A própria cantora, na terça-feira, publicou um story no Instagram registrando a ida ao médico (foto acima).

DEBORAH ROSA
De uma família de artistas, avô materno compositor, pai seresteiro, mãe artista plástica e irmão guitarrista, Deborah Rosa tem como berço artístico a cidade de Santa Maria. Cantora e intérprete, foi reconhecida pelo seu talento em esfera estadual.


Bacharel em Comunicação Social - Relações Públicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), desenvolveu atividades no cenário Cultural, junto à TV Campus/UFSM, à Associação dos Artista Plásticos, assessorou músicos, foi gerente de marketing do primeiro Shopping de Santa Maria e Diretora do Museu de Artes (Masm). O tempo passou e lá se vão 20 anos do seu envolvimento com a música e projetos ligados a esse universo particular e cheio de sonoridades.

Em 2007, participou do Musical Imembuy, alusivo aos 150 anos da cidade de Santa Maria e de outros espetáculos como Cheios de Bossa, O Tempo Não para - Especial Cazuza e Santa Maria canta Elis, o que lhe rendeu um maior reconhecimento.

Em 2011, produziu seu primeiro espetáculo piloto Deborah Rosa Encanta Maria Bethânia. A veia tradicionalista lhe rendeu, em 2012, o prêmio Melhor Intérprete Vocal Solista do RS, no maior Festival de Arte e Tradição - ENART.

Em bonitos projetos dentro deste universo rico que vai da Música Brasileira ao Tradicionalismo Gaúcho, passando pela magia religiosa e músicas natalinas, Deborah foi se reafirmando como uma das cantoras mais expressivas do Estado.

No Diário, participou de vários projetos, como o BaitaChef, apresentou eventos como o Fala Mulher, e atuou como colunista do site. Um dos últimos trabalhos foi o Carnaval Solar, em casa, sem grandes produções, mas com muita arte e criatividade. Consciente do isolamento social, ela apresentou um bonito trabalho, criado ao lado de seus fieis escudeiros artísticos Luciano Santos, Leo Roat e com produção de Angélica Silva.


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