com a palavra

Cantor regional Jean Kirchoff fala sobre carreira e lançamento do primeiro disco solo

Em entrevista, gabrielense radicado em Santa Maria conta como começou a carreira na música gaúcha

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Foto: Foto: Marcelo Meotti (Divulgação)/ Show no Teatro do Sesc, em Ijuí

Foto: Marcelo Meotti (Divulgação)
Jean durante show no Teatro do Sesc, em Ijuí

A música faz parte da vida e da alma do cantor Jean Kirchoff. Foi por meio dela que o artista gabrielense radicado em Santa Maria alçou voos na carreira e também consolidou família com a cantora Analise Severo, com quem tem a filha Lara, 8 anos. Hoje, aos 38 anos ,19 deles no meio da música regional, Jean acumula mais de 400 canções gravadas e dá mais um passo no meio artístico com o lançamento do primeiro trabalho solo, o CD Vida e Verso

Diário - Como foi sua jornada na terra natal?
Jean Kirchoff -
Morei em São Gabriel até os 23 anos. Foi lá que iniciei a carreira como cantor. Por nove anos, cantei para grupos de danças tradicionalistas, as conhecidas invernadas artísticas, nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). Foi uma época de aprendizado musical muito importante na minha formação. Na sequência, veio a vontade de cantar em festivais e, assim, contribuir de outra forma com o movimento musical. 

Foto: Arquivo pessoal
Jean no Festival da Música Crioula em Santiago, com Analise e os compadres e músicos Luciano Rodrigues e Émerson Martins
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Diário - Então, participou do primeiro festival. 
Jean - Sim. Tive oportunidade de participar da fase interna da Estância da Canção Gaúcha, também na minha cidade. Se não me engano, foi na 8ª edição que cantei pela primeira vez em um palco profissional. Até então, já havia participado de festivais estudantis, que também têm um papel importante nessa formação. No ano seguinte, cantei Canto do Carreteiro, música que abriu as portas dos festivais nativistas. Logo depois, gravei meu primeiro disco, com o Miro Saldanha. 

Diário - Pode-se dizer que o seu estilo musical é inerente da região onde cresceu? 
Jean -
Em São Gabriel, fortaleci as raízes. Aquela cidade foi importante para a minha caminhada. Sou fruto do meio e São Gabriel é uma terra tradicional, bem gaúcha, onde pude agregar ao meu trabalho a música campeira da região da campanha. Por muitos anos, cantei César Oliveira e Rogério Melo, Angelo Franco, Pirisca Grecco. Enfim, canções de coreografias de invernadas. Ou seja, é como se estudasse com esses cantores. Desses grandes nomes, colhi importantes influências. Nos grupos de dança, existe um estilo ao qual nos adequamos. Tem que ser bem pegado, alegre, com bastante força para o grupo dançar. Isso me ajudou a pegar força no canto, ter disciplina. Sou grato por esse período na minha terra. 

Foto: Arquivo pessoal
No Estúdio REC, em São Leopoldo, junto à Analise e ao produtor Gustavo Brodinho
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Diário - E Santa Maria?
Jean -
Um dos primeiros festivais que cantei fora de São Gabriel foi no Minuano da Canção, em Santa Maria. Nesse contexto, percebemos que poderíamos sair do pátio de casa e alçar voos maiores. Então, me mudei para a Cidade Cultura, e, à época, morei em uma república de músicos, o que também foi uma grande experiência. Sou muito grato ao Piero Ereno, grande compositor da nova geração. Ele me ajudou a compor o meu trabalho que hoje é bastante versátil. Em Santa Maria, acabei recebendo e colhendo outras influências, como a música mais contemporânea. Hoje, tenho condições de cantar o universo campeiro a canções urbanas. Ser gaúcho vai além da pilcha, é um estado de espírito que sempre está nas canções dos compositores da região central do Estado. Sou muito grato aos compositores e amigos que Santa Maria me deu. Morei em outras cidades, entre elas, Faxinal do Soturno e Tramandaí. Em Santa Maria, formamos nosso quartel-general, a nossa turma de festivais.

Foto: Arquivo pessoal
Com a filha Lara durante um momento de descanso em Porto Alegre

Diário - Então, a Cidade Cultura também foi importante nessa trajetória? 
Jean -
Com certeza. Principalmente porque no período em que mais participei de festivais morava em Santa Maria. Para mim, a cidade está relacionada à época em que alcancei visibilidade. De 2008 a 2013, por exemplo, não havia um fim de semana que a gente não voltasse com uma premiação. Lembro que, em 2012, só em uma temporada, a nossa turma teve a oportunidade de vencer oito festivais. Além disso, no mesmo ano, fui escolhido melhor intérprete em nove oportunidades. 

Diário - Quais são os maiores presentes que a vida lhe deu? 
Jean -
Família, amigos e música. Foi em Santa Maria, em meio a festivais, que conheci minha esposa, Analise. Sou muito grato por tudo o que tenho. 

Diário - E, nessa estrada, as parcerias são essenciais. 
Jean -
Sim. O bacana de Santa Maria é que ela é bem mãezona. Afinal, a cidade recebe pessoas dos mais diversos lugares do Estado e nos dá a chance de conhecer grandes nomes. Muitos artistas ficam em nossa casa e, nesses encontros, aproveitamos para compor. Entre esses parceiros, tem o Rômulo Chaves. E, nesta sintonia de mais de 12 anos, surgiu o CD Vida e Verso, lançado neste mês de outubro. 

Foto: Arquivo pessoal
Durante viagem à Espanha com a esposa, Analise Severo
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Diário - Com mais de 400 canções gravadas, como descreve esse trabalho? 
Jean -
É um trabalho lançado em CD, que retrata um período bem intenso de participações nos festivais. Todas as letras são do Rômulo. Enquanto que as canções e melodias transitam por grandes nomes e contemplam muitos compositores de Santa Maria, entre eles, Zulmar Benitez, Piero Ereno e Diogo Matos. Enfim, grandes colegas que a estrada da música me presenteou. 

Diário - É o seu primeiro CD solo? 
Jean - Gravei vários com outros cantores, mas esse é primeiro CD em que canto sozinho. O lançamento foi em Ijuí e, logo, iremos apresentá-lo em Santa Maria. 

Foto: Arquivo pessoal 
No registro, um passeio na UFSM com Lara, o enteado Lorenzo e Analise

Diário - E em família? Há muita música? 
Jean -
Claro. Afinal, Analise e eu nos conhecemos através da música. Gravamos juntos um EP de quatro canções, com compositores da região. 


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