do fundo do baú

Banda Fuga disponibiliza material de arquivo e discos nas redes sociais

Página no Facebook conta história do grupo com acervo de fotos e histórias

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Fotos: Reprodução/Facebook
As fotos são do emblemático show da Fuga na Boca do Calçadão em Santa Maria no inverno de 1992. Numa manhã de sábado, a banda fechou duas ruas do centro da cidade

Em 20 de maio, os seguidores da fanpage da já extinta banda Fuga receberam a notificação de que a página tinha mudado a foto do perfil. Os dias foram passando, e foi possível notar que algo estava se mexendo por detrás das cortinas virtuais. Vídeo de capa, fotos antigas de shows. Eis que, em primeiro de junho, a página publica o comunicado de que a nostalgia ia tomar conta. A banda, mesmo sem tocar, ia começar a se comunicar com os saudosos fãs. Além disso, as músicas da cultuada banda santa-mariense dos anos 80 e 90 iam finalmente parar nos canais de streaming. Para acompanhar, basta seguir o facebook.com/bandafugaofc

O músico Pylla Kroth, ex-vocalista da Fuga, conta que a pandemia acabou gerando a demanda. Sem poder fazer shows, os integrantes da banda começaram a conversar para juntar material e poder fazer esse agrado aos fãs da antiga e aos novos. A banda era formada, ainda, por Gonçalo Coelho (baixo), José Ricardo - Zezinho - Cacciari (guitarra), Rafael Ritzel (guitarra) e Luiz Ernesto - Pipoca - Cacciari (bateria). Em todas as postagens, são muitos os comentários de lembranças dos shows da banda. Fotos de ingressos, dos discos e fotos.

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- Era um anseio de muita gente. Dentro da banda, tem um pouquinho de cada um que viveu aquele momento. Tem tanta gente com história com "Saudade". São gerações, são 30 anos de banda. Acabou sobrando um tempinho para a cabeça pensar. Fazer um inventário pessoal e destemido do que vivemos até hoje - revela. 

Pylla conta que a intenção é movimentar essa história de sucesso para mostrar aos novos artistas locais que é possível movimentar a cena autoral, ainda mais com a ajuda da tecnologia atual e da internet. 
- Na época, a gente não tinha essas possibilidades. Sempre dizem que a gente teria estourado no resto do Brasil. Mas a gente não tinha como ir até lá. Agora, o mundo todo tem acesso. Todo o material está na internet pra todos verem, ouvirem. O processo é mais rápido para a música ficar pronta e ser ouvida. Resolvemos mostrar que é possível, que a gente fazia rock com a nossa raíz e fomos muito bem. Criamos uma nova América aqui, com a nossa linguagem, com nosso sotaque. Contamos nossa história de anseios, de ilusões e desilusões - relembra o artista. 

BAÚ DE MEMÓRIA
Pylla conta que o material é de arquivo dos integrantes e de outras pessoas que colaboram com acervo pessoal:
- Quem cuida da página é a empresa do Gonçalo, que tem uma empresa de mídia. Eles fazem as publicações. Todos se envolvem, buscam material, e aprovamos em conjunto. Temos alguma coisa guardada, e o pessoal também contribui. Acadêmicos da época que estudavam comunicação e têm nos acervos pessoais alguns registros. O engajamento disso tudo é surpreendente. A meninada jovem nos surpreende por interagir, procurar a gente, querer saber.

 

PARA TER EM CASA 

Após o início da produção das memórias e a divulgação dos discos nas redes sociais, surgiram outras ideias, que serão colocadas em prática ainda esse ano. 
- Tivemos contato com uma empresa gringa, que achou muito expressivo o material, a logotipia, os discos. Fechamos um contrato com eles para divulgar a marca e comercializar material, camisetas, canecas e outros itens com a marca da banda. Essa grana que vai entrar vai ser para manter esse mesmo trabalho e botar pilha na meninada. Não temos a intenção de juntar a banda novamente, mas de que esse movimento não seja mais um documento morto. Que isso seja vivo. Vem muita coisa boa por aí. Podem aguardar - promete Pylla.

 


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