novo impasse

Artistas questionam proibição de música ao vivo: 'Pode nas igrejas e na vacinação, mas não nos bares?'

Decisão da AMCentro, após piora nos indicadores da pandemia, deixou músicos da cidade contrariados. Pozzobom sugere que setor monte 'protocolo de segurança'

Natália Müller Poll
Foto: Foto: Arquivo pessoal


Foto: Arquivo pessoal / Guilherme e Jonas, representante dos músicos de Santa Maria, foram ouvidos pelos vereadores na tarde de terça-feira

O retorno da música ao vivo e as estratégias para manter o setor artístico funcionando foram algumas das pautas da tarde de terça-feira na Câmara dos Vereadores. Antes da tradicional sessão ordinária, alguns parlamentares receberam músicos da cidade para debater o assunto que vem pipocando nas redes sociais desde sexta-feira, quando o governo estadual emitiu alerta para a região por conta do agravamento dos indicativos da pandemia e a Associação de Municípios da Região Central (AMCentro) emitiu as novas regras.

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Guilherme Trindade, do Grupo Samba Move, foi um dos que encabeçou a iniciativa:
- Queremos entender por que não podemos trabalhar, sendo que os restaurantes e bares já estarão abertos e recebendo clientes. Pode música ao vivo nas igrejas e até nas ações de vacinação, mas não pode nos bares e restaurantes, onde as pessoas já estão lá consumindo?

O vereador Tubias Calil (MDB) alega incoerências graves nestas novas regras:
- A AMCentro é quem decide, mas quem faz parte da AMCentro são os prefeitos das cidades envolvidas. A prefeitura de Santa Maria faz parte disso e ninguém defendeu a classe dos músicos. Queremos entender qual o critério e como que cidades com realidades tão diferentes podem decidir por Santa Maria.

A força-tarefa da classe artística em prol da retomada das atividades vem sendo desdobrada com políticos desde o fim da tarde de segunda, quando Jorge Pozzobom (PSDB) recebeu representantes do setor, que questionaram o prefeito sobre a decisão. Pozzobom afirmou que impedir a música ao vivo não foi uma decisão dele.
- Eu recebi representantes do setor musical para esclarecer que essa foi uma decisão colegiada em função das novas regras do sistema 3As. Desta vez, não depende do município decidir, mas, sim, da AMCentro. Eu, inclusive, sugeri neste encontro que os músicos se reúnam com médicos e montem um protocolo de segurança com algumas medidas básicas para aplicar no momento das apresentações e que enviem ao gabinete de crise da AMCentro.

O percussionista Jonas Pinheiro Viana pede solução aos governantes:
- Não é nosso papel correr atrás de protocolos de segurança. Quem deveria nos representar é o próprio Executivo, por meio da Secretaria de Cultura.

O presidente da AMCentro, Jocelvio Gonçalves Cardoso (MDB) se diz aberto ao diálogo. Ele entende os apelos, mas explica que a decisão foi tomada por questão de prioridade:
- Assim como teve prioridade para a vacinação, as medidas também devem ter. Cuidar da saúde é uma prioridade. Alimentação é uma prioridade. Primeiro, a saúde, e depois, o lazer. Assim como das outras vezes, as coisas são suspensas em função da necessidade e serão retomadas gradativamente com a melhora do quadro.

Questionado sobre os estabelecimentos poderem receber público da mesma forma que receberiam caso tivesse música ao vivo, Cardoso reforça:
- É momento de priorizar as coisas. É necessário suspender certas atividades agora, antes que feche tudo. É momento de paciência. A vacinação precisa avançar antes de priorizarmos o lazer.

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IDAS E VINDAS
Desde o início da pandemia, as apresentações musicais ao vivo em bares e restaurantes foram proibidas e liberadas diversas vezes. Desde o dia 15 de maio, logo após a implementação do novo modelo estadual de controle à pandemia, o sistema 3As, estava permitido que os músicos tocassem na cidade. Atualmente, bares e restaurantes podem seguir funcionando até as 22h para receber clientes e até as 23h para concluir os atendimentos, mas não podem ter música ao vivo.

A tribuna livre - reunião na tarde de terça, na Casa Povo - rendeu a criação de uma comissão externa pelos vereadores Tubias Callil (MDB), Givago Ribeiro (PSDB) e Pablo Pacheco (PP), com o objetivo de acompanhar o plano de ação do Sistema 3As da região de Santa Maria.



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